quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Renúncia




Como custa renunciar a um sonho,
E mais ainda quando este tem se tornado
Motivo maior da nossa própria existência...
Se ao menos eu pudesse medir as consequências
Desta cruel renúncia,
Haverias de sentir que há muito eu deixei de viver
Para apenas te amar à distância.
Mas bem sei ser inútil,
Jamais conseguirás medir ou pelo menos pensar
No resultado do teu gesto.
Mas um dia eu espero conseguir fazer você sair
Da minha mente, como saiu do meu coração,
E só assim eu não irei mais tentar alcançá-lo
Nesse desespero imenso da vontade de te amar.
Deixarei de delirar, irei despertar dessa inércia,
Não mais sonharei para acordar balbuciando o teu nome,
Pois eu não renunciei a minha existência, mesmo que esta
Não tenha conseguido fazer da minha vida nada além de uma
constante abdicação.
E até hoje vivo mergulhada nesse triste e amargo
sofrimento,
Que na verdade não passa de uma constante renúncia.
Pois tudo que eu consegui foi fazer da minha vida
Uma constante renúncia

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