quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Profanação


Ele chegou de mansinho... e conseguiu entrar na sua vida.
Sorrateiramente penetrou em seu coração,
Se apoderando do seu corpo e do seu espírito,
E com a maior destreza, usando de toda a sua astúcia,
Abandonou-a sem o menor constrangimento.
Ele se foi levando consigo a consonância de suas almas,
Deixando nela apenas vestígios de um amor louco e profanador.
E ela ainda não conseguiu olvidar este sentimento
Que tanto marcou a sua vida,
Queimando a sua alma e solidificando esse amor,
Quando este já não tinha razão para existir,
Pois ele o havia tornado um sentimento oprobrioso.
Os dias que chegam passam lentos e angustiados para ela,
A noite que chega traz consigo recordações
Que dão alento ao seu torturado viver.
Dentro dela há um grito sufocado pelo desespero.
Há um desejo reprimido que o traz de volta em pensamentos.
O íntimo dela anseia por algo que já não tem
E na louca tentativa de discernir o que lhe vai na alma,
Vive alheia a tudo sempre procurando esquecer
O que foi vida na sua vida,
Sempre tentando encontrar uma maneira
De matá-lo de uma vez dentro de si.

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