terça-feira, 16 de setembro de 2008

Eternas Borrascas


Hoje, como se fosse uma terrível ameaça
As nuvens negras começaram a pesar sobre a terra.
Os trovões com suas vozes roucas
Pareciam brados de gigantes lutando à distancia,
E os relâmpagos iluminavam o
Bojo das nuvens
Como um fragmento de fogo sagrado.
Depois veio a chuva... veio suavemente
Como uma benção... as horas foram passando,
E logo depois o céu se abriu luminosamente,
Como seu sorriso.
Aí o sol chegou, e a borrasca não passou de uma ameaça...
E depois da chuva tudo voltou a brilhar.
As folhas dos ramos pareciam enfeitadas
De jóias líquidas que cintilavam...
No amor também há borrascas como essas...
Rápidas, cruéis e assustadoras..
Nesse dia eu lembrei mais ainda de você
Do nosso tempo, de nossa felicidade.
Depois das brigas ocasionais,
Vinha o sorriso, a alegria do perdão...
Você feliz procurava sempre um motivo para reaproximação,
Pois sabia que mesmo zangada eu aceitaria os beijos
Que viriam a seguir,
E eu tinha a certeza que por trás da tristeza
Do seu olhar cheio de lágrimas, você estava a sorrir...
Mas houve um dia em que foi definitivo.
A incompreensão caiu entre nós
Como uma terrível muralha...
Separados, compreendi a fria e dura realidade
E segui sozinha com a minha saudade...
Essa borrasca ficou eterna em minha alma...
E até hoje, os trovões da angústia
Anunciam assustadoramente
A chuva perene dos meus olhos cansados.

Um comentário:

Amarilia Couto disse...

on 10 set 2008 at 20:581amariliacouto
Oi, Gilordônio!
Há muito não lia poemas tão bem escritos na internet.É uma delícia deparar com conteúdos poéticos trabalhados com beleza e competência.Gostei de tudo que li, principalmente do “eternas borrascas”.Tomara que essas tempestades já tenham passado e que vc possa ter um lindo céu de brigadeiro.Continue escrevendo coisas lindas assim. Parabéns!

 
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