quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Esplim


Na vida tudo se aprende e infelizmente nada se valoriza
Nos resquícios dos momentos passados,
Visualizasse uma existência... Talvez um fracasso.
Nem sempre se entende o que uma alma busca reter,
Um sonho perdido, um sorriso apagado,
Um desejo contido, ou uma linha, talvez um traçado
Um coração sangrando, ou um corpo cansado,
Uma angústia efêmera, ou quem sabe
Efêmera seja a felicidade que talvez tenha surgido
Nos raros momentos vividos,
Momentos tristes, momentos esquecidos,
Momentos talvez, desapercebidos,
Como tudo em sua vida.
Nesse corpo debate em revolta uma alma que grita sem sentido
Um grito calado, que transborda de desejos ocultos, não
revelados
Por tudo ter aprendido, mas nada encontrado
Que valesse a pena lembrar...
Quanta amargura... Quanta euforia abafada
E este sorriso inquietante que se esconde sob o gelo
Que aos poucos se desfaz na hipocrisia,
Afogando os sentimentos frustrantes.
Que loucura! que insensatez! A povoar-lhe a mente
Lançando-a na embriaguez de momentos esparsos
Pelas bordas do seu eu...
Ah! como queria gritante sentir outra vez a alegria
De voltar à vida! voltar a acreditar na euforia
De sentir-se talvez... um ser
e não simplesmente, apenas e tão somente
Um ser humano qualquer, que deslizando pelas encostas
da vida
Suplica por uma ninharia de atenção...
Pensando que sabe que há muito
Não sente mais emoção,
Sem emoção por viver, sem emoção para viver,
Sem emoção por saber, que toda sua vida se perdeu.
Delírios inquietantes que regem seu pequeno universo
Que metamorfose seria essa, que a pudesse libertar
desse torpor
Que seus sonhos enfeitasse de asas, e os colorisse também
Que completasse seus sentidos
E num mundo inverso a liberdade porém.
Que mundo seria esse
Que apenas no seu universo sorriso não teria fim,
Lágrimas seria o contrário de tristezas ou de esplim.
E num repente tudo o mais se transformasse,
Das cinzas o amor brotasse
O sorriso espelhando felicidade, espocasse,
Borbulhando na emoção, talvez
De um outro alguém
Que por falsa emoção nem tenha percebido
Que já morreu também.

Nenhum comentário:

 
TOPO
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios