terça-feira, 16 de setembro de 2008

Amargura



Trago na pele a cor turva que
Me vai na alma.
E nos olhos
A cor triste dos desventurados.
A palidez que recobre minha cútis,
Me mostra o quanto doente
Tenho o espírito.
Não há vestígios de vida
Em minha mente,
Há simplesmente
Resquícios de existência
Em meu corpo.
Os dissabores
Que tenho marcado na alma
Transbordam
Em forma de passividade
Diante do sofrimento descomunal
Ao qual venho me entregando.
Já não há cor na minha vida,
Esta desbotou
Molhada pelas lágrimas
De desilusão
Que em vão tentei evitar.
Na verdade
Essa cor desfigurada
Que recobre minha tez
É apenas o reflexo
Do que vai no meu interior.

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