segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Acaso ou Ocaso ?



Nunca poderás entender
O que me vai na alma
Sentimentos que só fazem crescer
E por vezes me rouba a calma

Quando te vejo sempre imagino
O que fui antes de te conhecer
O tempo tão triste e ladino
Me trouxe docemente você

Que alegria que sublime encanto
Nem parece que eu já estava quase morta
Mas chegaste de mansinho e meu pranto
Já não me dói antes me conforta

E para aumentar meu martírio
Tua presença na minha vida
Está para mim como um delírio
Nessa minha existência atrevida

Nunca compreenderá o que te digo
E o que escondo menos ainda
Se para mim és como um abrigo
Para ti talvez, nunca serei benvinda

Mas não devemos nos esquecer
Que para cada situação vivida
É como o sol que surge ao amanhecer
Que já deixou a noite adormecida

Assim é também essa amizade
O que para uns é tema banal
Para nós se esconde por trás da idade
Despertando talvez um elo final

Talvez nem me compreendas de fato
O que nem eu mesma posso entender
Se na ilusão de um grande abraço
Me fazes ressurgir a cada amanhecer

É o preço da ilusão que não tem fim
É a história de um sonho que não realizou
Mas para nós, o amor, este sim
É o amor de fato, de quem nunca amou

Quem sabe para cada abraço
Que na vontade apenas permaneceu
Vem dele um grande e doce afago
De um amor que nunca aconteceu

E seremos como a noite e o amanhecer
Que se buscam sem se encontrar
Desejando um ao outro conhecer
Mas sem tempo para se amar...

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