terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pesadelo de Amor


Do muito que fomos, pouco sobreviveu,
Da chama ardente daquele amor
Restou apenas cinzas
As quais o vento espalhou...
Já não há o creptar ardente
De algoo que em vão
Tentei imortalizar.
Hoje existe apenas um sorriso apagado
Um rosto de pedra, marcado
Pelas gotas do pranto
Que não pude esconder.

Amei... com intensidade vivi este romance feito
De sonhos e ilusões...
Sofri... com tenacidade suportei a trégua que
Não veio...
Chorei... por ver transformado meu ídolo, meu deus,
Num humano qualquer...

Amei... Sofri... Chorei... por um mito que a minha
imaginação infantil criou, pois no íntimo tudo não
passava de um pesadelo decorado de amor...

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