quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ardente Desejo


A tempestade que desabou na vida da Gina, não foi suficiente para aplacar o grande incêndio provocado dentro do seu ser, e que lentamente era corroído pelas grandes labaredas que mais pareciam línguas de fogo acariciandoo seu corpo, devorando o seu sossego a consumir suas entranhas. Para ela, o cheiro que exalava no ar ficava impregnado de um odor característico de amor, e os gritos que morriam em sua garganta tinha o mesmo som do creptar das chamas que ardiam em sua alma, e que era abafado pelas batidas do seu coração. Ela já não tem forças para vencer a catástrofe que havia desabado sobre a sua cabeça. Tudo se tornara frágil diante de qualquer tentativa de evitar a desgraça que inexorável se abatera sobre ela. O seu interior era iluminado pelo clarão do fogo que teimava em aumentar dentro do seu eu, pondo uma nota de desespero sobre o seu coração que lutava com intrépido contra aquele inferno que parecia jamais ter fim. Dias de angústia se passaram, até que tanto esforço começasse a dar cansaço. Aí, os céus da consciência, rasgando o véu da imprudência, enviou um temporal de sensatez para aplacar o furor das chamas que na Gina encontrara abrigo. O fogo do desejo não foi extinguido, apenas adormecido...

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