sábado, 20 de setembro de 2008

Morrer



Morrer é não conseguir encarar
O que nos vem depois...
Morrer é não saber lutar, reunindo forças
Para sentir-se um vencedor...
Morrer é se entregar ao acaso,
Sem ter esperanças,
Se deixando invadir pelo desespero
Mergulhando nos braços da solidão...
Se morrer é assim, então eu morro todos os dias,
Pois o fustigante vento da inconsciência
Açoita-me fortemente, arrancando-me da realidade,
Fazendo-me flutuar em um mundo
Inverso e inexplicável,
Para essa minha mente fatigante e complexa.
Sinto-me invadir por uma pusilanimidade
Que me leva a uma eutemia estranha,
Onde até mesmo a inópia não me afeta.
Morte final é aquela onde já não há mais chances
Para lutas e menos ainda para vitórias...
É aquela onde já não conseguimos fugir
Do ocaso da razão
Nem é mais necessário se ter esperanças...
Morrer é para os simples mortais
Fechar os olhos numa derradeira vez
Morrer para mim, é cada passo que dou
Nos tortuosos caminhos da minha mísera existência...



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