segunda-feira, 8 de setembro de 2014

REFLETINDO


Quando eu nasci não me deram opção
E assim pelo destino sempre me vi levada
Sem nunca pensar em pedir uma explicação
Muitos eu magoei, porém bem mais fui magoada

E foi assim que os anos por mim foram passando
E muito pouco da vida eu realmente compreendia
Pela vida à fora fui levada... E sempre pensando
Eu nada tinha de meu...O gosto de posse não sentia

Vivi fingindo alegria, e ao acaso sempre a sorrir
Nunca me dei ao trabalho de também perceber
Que havia uma grande diferença em apenas existir
Ao invés de conseguir pelas leis naturais... Viver

A minha adolescência teve um lado cruel
E eu em minha rebeldia só conseguia me esconder
Tornei-me insensível ao provar o gosto do fel
E sem dar-me conta, já há muito deixara de viver

Nunca procurei desculpas para as minha loucuras
Pois eu sabia que havia sido o jeito que encontrei
De esconder desde cedo as minha amarguras
Pois eu nunca tive coragem de destronar nenhum rei

Muitos anos se passaram... Mas eu nunca mudei

Nunca também cogitei o porque das muitas investidas
E confesso que não foram poucas as vezes que chorei
Por não aceitar nem entender tantos reveses na minha vida

Liberdade... Palavra tantas vezes pronunciada
Mas que na realidade, dela nunca desfrutei
Pois quando eu mais acreditava ser livre e amada
Foi no desamor e nos grilhões que eu me machuquei

Na verdade acho que eu sempre vivi em transição
E muitas coisas estranhas nunca consegui entender
Talvez tenha faltado coragem para impor resolução
O fato é que descobri muito cedo que não sabia viver

Pois viver sempre implica em fazer uso de regras
E estas para mim nunca foram bem-vindas realmente
Até que certo dia descobri que a vida pra mim empresta
Os sentimentos que no tempo desejei cobiçosamente

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