terça-feira, 9 de setembro de 2014

ABRO OS OLHOS... FECHO A JANELA


A noite se foi levando consigo toda a magia que havia em minha alma... Na fria madrugada aconcheguei-me na esperança de um alento para o meu desgastado interior. O amanhecer me saudou com lágrimas, as mesmas lágrimas que tem lavado a natureza, deixando sob esta um manto de indelével tristeza, já partilhada pelo meu olhar... Dantes risonho, mas hoje, estranhamente tristonho.
Fecho os olhos e consigo captar o som de um solitário pássaro que por alguma razão se acha afastado dos demais. Ao longe vem a resposta para aquele canto monótono, mais um outro suave gorjeio se faz ouvir e de repente pareceu-me uma sinfonia de sons belos mas que por algum motivo não soava levando paz e a beleza costumeira.Pareceu-me que a própria natureza tinha como relatar os fatos que pensamos esconder tão bem na alma.
Uma chuva fina volta a cair, fecho os olhos e me deixo transportar para um mundo imaginário... Mundo de cores, sons e belezas sem igual. Gotas de lágrimas da mãe natureza entra pela minha janela aberta e bate em meu rosto como querendo me despertar.
Abro os olhos... Fecho a janela... Do mesmo modo que tranco minha alma, guardando-a como a querer protegê-la de algum dano que ela possa vir a sofrer. Sorrio, à minha maneira sorrio e sinto o gotejar de esperanças que bailando pela minha mente, escorrega sorrateira para o meu coração a saudar-me... Bom dia! mais um dia de vivas esperanças para a tua alma... Mais um dia onde o amor se aconchega nos teus braços trazendo conforto e a certeza de um novo porvir... Mesmo que seja no imaginário.

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