sexta-feira, 26 de setembro de 2014

EM ERUPÇÃO


Uma brisa suave chegou até mim num sopro cálido
fazendo despertar um vulcão que eu imaginava extinto,
mas este simplesmente entrou em erupção.

A fumaça se desprende com a mesma intensidade
que as labaredas, a medida que crepita
nesse tão desgastado e julgado morto, interior.

Vez por uma uma densa nuvem de ciúmes
envolve aquelas chamas, mas sempre era vencido
pelo fogo que devorava aquelas almas...

Mas, um dia aconteceu... O ciúme se fez mais forte
que aquela tórrida e aparente inesgotável paixão
que os envolvia tão prazerosamente...

E com a mesma rapidez tal qual se iniciara,
por algum tempo foi levado a adormecer
deixando apenas uma leve camada de cinzas
sobre aquele vulcão que voltara a adormecer

Na espera do soprar de um leve vento de bonança
e que este consiga levar para longe essas cinzas
Deixando apenas a brisa da reconciliação.

Algum tempo a mais haverá para que esse vulcão
volte a emitir suas lavas de paixão incandescente
Fazendo brilhar esse sentimento de magia e sedução.

E assim possa voltar a sentir e viver intensamente
cada crepitar desse fogo que ainda nos fará adormecer
Nos braços da realização plena, por fim conquistada.

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