Hoje, eu acordei outra vez muito triste É que o inverno da minha vida não passou E a cada momento ele sempre insiste Que os bons tempos... Para mim não chegou
O tempo passa... Os anos se vão E essa tristeza só tende a crescer Sinto o fechar amargo do meu coração Por essa ausência sem fim de você
Dizem que o tempo resolve tudo Essa afirmação não consigo entender Pois até hoje meu coração permanece mudo Fechado para tudo que não seja você...
E receio a cada dia que passa Do meu sonhado momento não acontecer Pois eu sinto que meus dias têm luz baça Que não me deixará contemplar você
E então nesse dia quando eu me for Perceberás o que de fato aconteceu Morri prisioneira desse louco amor Mas mesmo assim... Meu amor não morreu
É um novo ano que está chegando Onde muitos afirmam ser um recomeço E muito sobre isso eu venho pensando Mas por correta eu não reconheço
O certo seria afirmar ser uma continuação De tudo aquilo que deixamos para trás Pois até se tenta apagar as mágoas do coração Mas daí ser um recomeço... Nunca... Jamais
Me diga: Como quebrar o que se guarda no coração E como esquecer o que tanto queima a alma? Isso se torna um problema quase sem solução Já que nada trará de volta a minha sonhada calma
O início de cada novo ano só faz mesmo me lembrar Que mais um tempo se passou e para mim, em vão Esse famoso recomeçar seria por em dúvida, desacreditar Em tudo isso que até hoje move o meu amargurado coração
Quem sabe um dia ainda venha finalmente acontecer Eu aceitar o que de momento me causa confusão Porém, se um dia a nossa história eu puder reviver Acreditarei ser um novo recomeço, o fim da minha solidão
E não será necessariamente o início de um novo ano Que aconteça em um momento nosso,numa hora qualquer Que eu novamente ouça você dizer: Como eu te amo Quero você de volta pra mim... Minha inesquecível mulher
E nesse dia então acontecerá finalmente o recomeço De uma história que no tempo, infelizmente parou Vibraremos juntos essa nossa história,esse novo começo Esses momentos tão loucos que um dia para trás ficou
Mas até que esse momento para nós aconteça Continuarei ainda por muito tempo a resistir Pois eu quero que tudo em mim assim permaneça Até que o tempo se decida por nós e volte a nos unir
Nunca conseguirás imaginar o que hoje lhe digo Nem tão pouco o quanto lhe amei e ainda amo Meus dias de tédio e noites de solidão, são infindos E apesar de tudo isso, de nada, de nada mesmo reclamo
O frio da madrugada sempre que me abraça Traz consigo uma solidão imensa e aziaga E não há nada que eu tenha feito ou faça Que me livre dessa nostalgia que me embriaga
E essa dor imensa que em minha alma se aprofunda É uma tortura nesses meus dias tão sofridos E a cada momento em que ela mais punge e abunda Sinto meu peito sangrar num desejo proibido
E eu ainda conservo no refolho do meu olhar Uma réstia de esperança que me abraça Pois eu sinto que em algum outro lugar Também sentes esse amor que o tempo não embaça
E eu bem sei que sorrirás... Sorrirás Sim Se chegares a ler mais esse meu desabafo Pois lembrarás que esse amor,até hoje sem fim Será sempre teu, pois até hoje o guardo
E aí talvez possas finalmente compreender Essa loucura que até hoje em mim vive E que nada nem o tempo consegue vencer Pois é nessa força que a minha alma resiste
Ontem senti que estavas triste e desiludida Pois o teu louco e grande amor, ousou te mentir Mas saiba que essa angústia ainda será esquecida E com o tempo verás que essa dor irá sucumbir
Nunca penses que a vida será só de flores As lágrimas também farão parte do teu caminho Já que na vida nascem e morrem grandes amores E em certos momentos serás feridas pelos espinhos
Doeu descobrir que o teu amor foi omisso Não correspondeu ao que tanto querias Ele falhou nesse grande compromisso E a falta da verdade roubou tua alegria
Mas nunca se deixe abater por nenhuma dor Pois a vida nunca deixará de te surpreender Apenas se deixe amar e ame esse grande amor Usufruindo cada segundo desse bem querer
Ele mentiu... Muito te magoou e feriu E teu coração de dor emudeceu... Mas pense: Quem nessa vida nunca mentiu? Muito embora tantos amores por isso já morreu
Mas seja verdadeira e não se sinta vencida Tudo isso só vem para o seu crescimento hoje tens a alma um tanto fragilizada e abatida Mas esse pesadelo por certo cairá no esquecimento
Tens a força desse amor que em ti é imenso E será nele que vencerás qualquer obstáculo A dor faz parte do aprendizado, por isso penso Que isso representará na vida um mero espetáculo
Tente superar o que hoje sem dó te machuca E teu sentimento se fará mais forte e altaneiro Sempre se paga algum preço por cada luta Se lutares por e com amor,vencerás o mundo inteiro
E amanhã lembrarás de tudo até com certo desdém Pois amadurecerás de forma clara e intensa E será sempre, nesse amor que a tua alma mantém Que enterrarás o que hoje chamas de dor imensa
E perdoe, pois esse é um nobre sentimento Que pode fazer renascer das cinzas qualquer amor E o amor que pelo Ricardo sentes, será o instrumento Que apagará para sempre todo e qualquer vestígio de dor
Perdoem-me a falta de postagem, mas estou realmente sem tempo. Entrarei de férias na próxima semana, e voltarei a escrever. Obrigada aos meus fiéis seguidores e visitantes. Um abraço,
Essa semana foi o seu aniversário E me lembrei sem muita fantasia Que a vida são como contas de rosário E com elas chegará também a nostalgia
E eu sei que você meu querido amigo Haverá de ter muita coisa para lembrar E ouça bem o que hoje aqui lhe digo Pior seria não ter nada para recordar
Eu sei que também lembrarás desse carinho Que o trato, como se fosses uma criança Mas serás feliz se pelos seus caminhos Consegues semear um pouco de esperança
É por teres na alma a pureza dos inocentes Algo tão raro de se encontrar hoje em dia É como se o mal não fizesse parte da sua mente O que deixa mais contagiante esse espocar de alegrias
És daquelas pessoas que parecem nunca crescer Que conseguem conservar naturalmente a meiguice E isso é muito bom...Para que sempre você Consiga driblar da vida todas essas chatices
Que nunca lhe abandone esse espírito infantil Pois ele lhe empresta uma ingenuidade sem par. E que sempre haja na sua vida momentos nota mil E que o sucesso garantido sempre possas alcançar
Foi mais um sonho que perdurou por muitas luas E nem mesmo o tempo, dele me fez desistir E como previsão de projeto, despida, tão nua Meu sonho te tocou...Sentiste o abraço mas decidiste fugir
Como pudeste permitir a um tão lindo sentimento Ser ofuscado na tua fria e indiferente covardia Preferiste viver num mundo de total fingimentos Matando sem dó a tua maior e mais bela alegria
E este sorriso que hoje ensaias quase sem amor Numa solidão pelo tempo abrigada e não desgastada Vives a disfarçar com perfeição essa pungente dor Que te acompanhou ao longo da tua jornada
Fostes cruel contigo mesmo ao relegar teu maior sonho Sem pensar te afastaste da tua maior verdade Te deixaste vencer por um medo sem sentido,mas medonho Consequência talvez da falta de experiência na tua idade
Fecho os olhos e me concentro na música que estou a ouvir... Roberto Carlos, E por isso estou aqui... Uma buzinada próxima me trás de volta a realidade. E eu sinto como se o tempo tivesse parado. É uma sensação tão forte que tenho a impressão de ouvir minhas filhas gritando numa disputa de voleibol. Sentada no terraço, olho para onde ficava a rede e parece-me vê-las pulando ao dar uma cortada e sorrio ante a lembrança da parada para o lanche. O tempo passou... o tempo levou e semeou minhas esperanças... A saudade do que não volta mais chega a doer... Tanto para lembrar e tão pouco para viver.
O barulho da usina em plena moagem parece dar mais vida a essa paisagem desgastada pelo tempo. Ao longe observo os corvos voando em busca de alimento.É sempre assim quando há queimada no canavial. Dois homens mexendo num poste, me faz lembrar de um acidente ocorrido há mais de vinte anos, quando, por uma fatalidade do destino o rapaz encarregado do setor de elétrica,numa tarde de chuva fina, sobe por engano num poste de alta tensão e morre eletrocutado. Até parece que estou vendo o corre corre daquela fatídica tarde. Essas lembranças desagradáveis logo é substituída pelo grito de uma criança... Olho e a vejo rodeada pelas demais... O que aconteceu? Um dos moleques foi apedrejar um pássaro, a pedra bateu na árvore e acertou a cabeça de um garoto. Fim de brincadeira... todos correm para as suas casas ao ouvir um grito de uma mãe enraivecida.
Esse vento que sopra preguiçoso Que não consegue varrer minha lembranças As vezes até me lembra pensamentos bobos Daqueles que só os têm, as crianças
A paisagem bucólica de pura nostalgia Me trazem recordações que chegam a doer O burburinho das crianças em sua alegria Me lembra outras crianças que eu vi crescer
E não falo só das minhas filhas que aqui cresceram Mas de todas aquelas que por aqui eu via passar A maioria cresceu, casou...Outras no tempo se perderam E algumas poucas, agora adultas, aqui resolveram ficar
Tempos bons... Saudade boa que eu ainda consigo sentir E pareço ainda ouvir os risos das crianças a espocar Mas o tempo, esse, hoje ainda consegue me fazer sorrir Diante dessa muitas lembranças que insistem em voltar
Nessa tarde modorrenta, observo a movimentação dos caminhões de cana que passam carregados para a usina, e é sempre a mesma coisa, desde a primeira vez que aqui estive.Um ou outro grito se escuta dos trabalhadores que se comunicam, mas que apenas eles entendem o que está sendo dito. Observo crianças que passam correndo, outras que param na esquina conversando, como se discutissem algo muito importante. Pelo que vejo, nada mudou nesses mais de vinte anos que conheço esse lugar, a não ser pelas caras novas que tenho visto. De resto está tudo igual... Pais que se aposentam e os filhos vão ocupando seus lugares... Os mesmos sons... A mesma nostalgia... o mesmo tédio... Quase que o mesmo tudo
Esse bafejo morno que chega ao meu pescoço Impregnando meu todo,me lembrando outros momentos Me fazendo reviver seu toque mágico e gostoso Que até hoje não me sai da cabeça,para meu tormento
Esse som que lembra o farfalhar de uma palmeira Me faz voltar no tempo...Quando eu ainda o esperava E sinto na pele como se eu ainda fosse a primeira A sua primeira... O seu primeiro sonho que buscavas
Fecho os olhos e pareço sentir seus longos dedos me tocando Sua língua...Como labareda a queimar-me por inteiro E o seu olhar lascivo a penetrar na minha alma, me desejando Me possuindo, marcando-me para sempre como o seu amor primeiro
Nunca mais eu pude sentir a magia da sua encantadora sedução Nem dos seus toques,que ao lembrá-los ainda me faz enlouquecer Até hoje, me sinto presa nessa grande e inexplicável ilusão De que um dia ao abrir meus olhos, vou ter diante de mim você
A minha irmã, a Georgete É uma menina do bem Com ela a gente se diverte Pessoas como ela, é raro também
Procura sempre aos outros ajudar A maldade com ela não tem vez É uma pessoa digna de se admirar Dela, passa por longe a insensatez
E sempre que ao telefone nos falamos Me vem a mente as mais doces lembranças Daquelas que não importa o passar dos anos Pois são recordações que nos enche de esperanças
Confesso: O nosso convívio é até muito pouco Mas também em nada a nossa amizade interfere E nessa vida agitada e nesse mundo louco As lembranças, a nos procurar nos impele
E não importa o tempo nem a curta distância Que ainda temos a nos manter separadas Ouvi-la, sempre me transporta a nossa infância E é um sentimento que nos une, mesmo se caladas
A minha irmã Georgete é realmente uma pessoa incomum Eu diria, um anjo, com palavra amiga a quem precisar E até hoje não consigo me lembrar de momento algum Dela ter dado as costas a quem um dia foi lhe procurar
Meu dias se perdem em saudades E minha alma agoniza na solidão O muito que tenho em amizades Se resume a uma minúscula porção
E a cada novo dia que vem surgindo Sinto aumentar a tristeza do meu coração Eu queria não viver para mim mentindo Fingindo sempre, enganando-me a cada ilusão
Da vida o muito que tive sempre foi pouco E o melhor até a mim, esse nunca chegou Meus gritos de protesto contra a vida foram roucos Pois o medo, a esses meus gritos sempre sufocou
E é assim que sempre vou levando essa minha vida Que de angústia em angústia vivo nelas a mergulhar E a minha alma tão desgastada e tão sofrida Muito em breve eu sei, irá finalmente descansar
E até receio que para isso não falta muito tempo O meu corpo cansado isso já está a demonstrar E nesse dia terei meus pensamentos soltos ao vento Tentando numa derradeira vez poder te alcançar
E eu sei que dessa vez será mesmo assim A vida eu sinto não terá como isso desfazer Já que será meu último desejo... Nesse meu fim Deixar a minha saudade afagar pela última vez você
Será que eu fui do destino uma vítima? Ou... Sou uma vítima sem referencial Vítima triste... Vítima sem igual Vítima das circunstâncias... Talvez a vida com sua arrogância Me tenha feito apenas mais uma vítima Vítima do destino,e tão somente desigual
Uma vítima do acaso Do descaso Ou uma vítima diferente... Talvez apenas Indiferente Perdida em meio a tanta gente Que as vezes me dirigem um olhar Como se eu fosse uma indigente Pensando que nada vou perceber
Mas assim é a vida... Para uns sorridente Já para outros... Infelizmente Só a tristeza À sua porta vem bater...
E a vida continua com seus momentos E alguns tão incabíveis, Que de momento nem os consigo citar... Outros são um tanto calmos Mas as vezes tão descontentes Que logo descubro Ser melhor continuar a sonhar
O barulho do trem parece não incomodá-la... Afinal, nada mais a incomoda... Nada mais parece fazer sentido. Olhos fechados... Pensamento longe, perdidos... Hilda tenta refazer o último trajeto,mas sente ser incapaz. o que teria acontecido para que sua mente se apagasse, negando a ela as lembranças de dias antes? Não sabe, não consegue recordar de nada por mais que se esforce. Tudo acontecera numa manhã de segunda-feira... Era um dia como outro qualquer. Ela acordara cedo, se arrumara e saíra para trabalhar. Ela trabalhava como secretária numa grande empresa. Mas isso era tudo o que ela conseguia lembrar. O que acontecera a partir daí, continuava sendo um mistério e ao que se percebia, estava ficando difícil de ser desvendado. Segundo alguns depoimentos, ela havia sido encontrada vagando naquele fatídico início de semana. A Hilda lembra de tudo sobre ela, menos do fato acontecido naquela manhã após ter saído de casa. A polícia nada encontrou de errado que ajudasse numa possível explicação ou justificativa nesse estranho e súbito ataque de amnésia. Sem dúvida era algo bastante intrigante. Ela se levanta e caminha devagar para a saída da estação. Ela tem os pensamentos em desalinho, e se angustia diante do pesadelo que tem se tornado a sua vida desde então. De resto tudo continua normal, como sempre. Do trabalho para casa e vice versa. Não gosta de sair para se divertir, tem poucos amigos e família, nenhuma por perto, todos moram em outras cidades, apenas ela mora ali...Essa havia sido a vida que ela escolhera para si, após o acidente que vitimou seu esposo, a um pouco mais d três anos. Sozinha, chorou a sua dor durante meses, agora vivia só, muitas vezes pensando no sonho que fora a sua curta vida de casada, mas ela tem consciência de que foram oito meses de felicidades. De repente ela para atônita e com um débil gemido desmaia... Ela estava saindo da estação... E, socorrida por funcionários da rede ferroviária, é levada para o hospital e ao retornar, parece em pânico... Grita e soluça ao mesmo tempo. Sim... Finalmente ela lembra do que havia acontecido na manhã daquela segunda-feira. Agora ela tinha absoluta certeza do que vira. Era ele, o Rafael,o seu marido que estava naquela estação ferroviária. Esclarecida a situação, o médico a libera. Hilda toma um táxi e parte para a estação. Ao chegar ela observa aquele homem barbudo, maltrapilho,mas que percebia-se ser ainda jovem. Ela se aproxima emocionada.Tenta puxar conversa mas ele se esquiva. Ela insiste e logo estão conversando. Ela pergunta o que ele está fazendo ali, ele diz não saber bem o que aconteceu. Tudo o que ele se lembra é que sofrera um acidente, estava em um carro com um homem, e que no momento do acidente, havia sido atirado para fora do mesmo, e provavelmente batido com a cabeça e mais nada conseguia lembrar. Passara algum tempo no hospital e após receber alta, ficara a vagar, pegando carona de um lado pro outro, e assim chegara aquele lugar. Hilda então se lembra que logo após o funeral, ela havia se mudado para outra cidade na inútil tentativa de esquecer aquela tragédia que pôra fim a uma vida de intensa felicidade. O homem que fora enterrado no lugar do seu marido, havia ficado completamente irreconhecível, pois o carro pegara fogo ao cair no abismo. e ela não parara por um momento sequer para questionar qualquer coisa que fosse, pois nada havia para ser questionado. Ela olha feliz para aquele homem e o abraça carinhosamente, enquanto ele a observa meio assustado. Ela sorri...Olha-o nos olhos e diz que ela é a sua esposa, que irá levá-lo para casa e com a ajuda da medicina e o tempo, ele irá se lembrar de tudo. Abraça-o e procura com avidez pelos seus lábios, e sente na retribuição daquele beijo que um novo horizonte está surgindo e que brilhará forte e não demorará para acontecer
Eu amo o meu passado... Aquele passado tão passado e que na verdade nunca passou, pois vive entranhado no presente, onde parece que tudo já foi...Já acabou.
Um presente mais que descontente... Um presente insatisfeito, que nem devia ser presente, pois certos presentes só mesmo o velho tempo é quem pode ser o doador, ou seja o grande malfeitor.
E o futuro, este sempre tao incerto, que como páginas viradas se perderá nesse provável deserto onde a falta de carinho não deixa mais chover e há muito nem sequer orvalhou...
E ai eu me pergunto em qual tempo o tempo cruel menos castigou? Só mesmo o passado, pois até hoje esse ele nunca matou... E tem sido ele o meu futuro tão esperado e o meu presente que ainda não chegou
O meu olhar nostálgico se descortina por toda a cidade, e eu sei que em cada canto uma história foi vivenciada, e eu faço parte de algum enredo. Ao longe vislumbro o mar revolto que em outros lugares espumeja na areia, mas que ali geme de dor ao se chocar nas pedras. A monotonia dessa tarde é quebrada pelas lembranças que insistem em me visitar...Nem parece que já se passaram mais de três décadas, e eu era só uma menina... Mas me lembro muito bem, quando naquelas longínquas tardes, muitas vezes eu me debruçara sobre a ponte Agamenon Magalhães(conhecida como a ponte do pina),onde eu deixava o meu olhar vagando em busca provavelmente do que seria hoje... A nostalgia invade... A saudade dói... Em dado momento a ouço gritar, querendo agarrar o que me foge por entre os dedos... Vida... Histórias que foram levadas pela correnteza das muitas águas que rolaram por baixo da ponte do tempo.
Por instantes imaginei ter visto O que em sonhos sempre estou a buscar E são nesses momentos, em definitivo Que encontro forças para na vida continuar
Incansável aprendiz dessa eterna paixão Sempre procuro por você para me encontrar E o que dita com força o meu coração É que eu devo insistir para então lhe ganhar
E mais uma vez... Assim, meio perdida A contemplar as centenas de rosto que vejo Eu sinto pela nossa história vivida Que é impossível diminuir esse meu desejo
E a cada dia que vai passando Em outros rostos sempre estou lhe vendo E eu sei que é por viver lhe desejando Que em todos os rostos vou lhe reconhecendo
Hoje eu senti uma dor tão aguda Que cheguei a pensar que não a suportaria Inutilmente ainda pedi aos céus ajuda Pois eu sabia que de ninguém o bálsamo chegaria
E para o meu desespero a dor mais se acentuou E eu senti o meu peito dilacerando sem cessar As lágrimas caíam, a angustia jorrou Senti então que a minha vida alí iria parar
Era tanta angústia ao desespero se misturando E a minha vida como um filme eu vi passar E vi a minha vida em nuances de mim zombando Era muito sofrimento que eu não tinha como parar
Que tristeza implacável... Nada de bom a sobrar E sei que é muito difícil querer transmitir O que já nem tenho conseguido sequer imaginar Mas sinto que da vida eu posso finalmente deisitir
Isso é o que me restou de anos de ilusões perdidas Décadas de sonhos perseguidos... Sempre em vão Talvez essa existência miserável,sem sentido,sem vida, Destruiu o que suportou com lealdade o meu coração
Vivi... Como um mero fantasma pouco queixoso Vivi... Como uma sombra perdida a vagar Sufoquei-me em meio aos desgostos sempre desejosos De um dia conseguir sem receios finalmente respirar
Já não poderei me perguntar o que farei agora Pois já não há mais tempo pra querer esperar Talvez seja essa realmente a minha última hora E eu nem deva em esperanças ainda querer pensar
Pois eu sei que morro... Como sempre vivi... Olhos rasos d'água, coração suspirando por temer É que eu sei que morro sabendo que para a vida perdi Perdi a batalha mais importante... E o troféu era você
E sinto que ao morrer tão sozinha... tão vazia Percebo que isso é tão somente a continuação Dessa minha existência de resumidas alegrias Tão cheia de planos perdidos, mas repleta de solidão
Eu as vezes sinto ímpetos de saber Como será que vives a tua vida E o que tens feito para esquecer A história que por nós foi vivida
E muitas vezes eu penso em tudo Que um dia por mim foste capaz E as lembranças de cada minuto Ainda tira do meu viver a paz
São recordações que me atordoam Pois nelas estão as muitas emoções E por mais que elas ainda me me doam Não consigo amargar as muitas desilusões
Ah! se pudesses ver hoje em dia Sentirias que muito pouco restou Em mim não há vestígios de alegria Pois só há fingimentos e muita dor
E eu não esqueço teus braços aconchegantes Nem os teus lábios de beijos tão ardentes E de modo lúbrico, meus sentidos estonteantes Vê teu olhar a desnudar-me voluptuosamente
Essa ausência tão grande de paz Que rodeia a minha alma entristecida Sempre me mostra que o tempo não foi capaz De evitar todas essas lágrimas vertidas
Foram tantas noites de intensa solidão Que a tua ausência em mim provocou E hoje o desalento que mora em meu coração É consequência da perca do teu amor
E pra mim tem sido quase impossível Viver... Pois eu vivo como quem morre Pois no meu entender é muito difícil Viver uma vida que não se escolhe
E assim a minha vida perdida se fez É que eu vivo só de lembranças e saudades Muito embora eu ainda espere outra vez Ainda vivermos momentos de felicidades
Quantas vezes, cansada de tudo me aconchego Nos tristes e frios braços da minha solidão Para sentir um misto de tristeza e medo Ao perceber toda a fragilidade do meu coração
E mergulho na indiferença desse abraço Sentindo que em nada ele pode me ajudar E sinto aos poucos me asfixiar nesse laço Que como tentáculos parecem me aprisionar
Já não há mais brilho em meu olhar Há muito este perdeu a beleza e o calor A emoção já não consegue me motivar Pois em minha vida é forte o desamor
E assim, pouco a pouco consigo perceber O grande tumulto formado em minha vida É que o destino levou pra sempre você Só me restando as lembranças incontidas
E as lágrimas ao correrem livremente Lavam a minha alma já tão amargurada Eu sei que nos perdemos, infelizmente E para mim só restou uma vida destroçada
E a Nice se remoia... As vezes de ciúmes, as vezes de necessidades,mas vivia a se remoer. Seu marido, o Paulo,não mais se fiava na condição de macho, embora não fosse tão velho (62 anos), mas jurava de pé junto(como se fosse defunto, e olha que já estava mesmo pra defunto), que não havia mulher nenhuma na vida dele (e ele tava certo, pois nem a Nice era mulher na sua vida (também pudera, ninguém manda casar com mulher muito mais nova). E o tempo vai passando... O coitado do Paulo, (o defunto vivo, como ela dizia) continuava apagado, e já nem insistia mais,não tinha mesmo jeito. O pobre infeliz já nem sabia mais como fazer o que devia de ser feito. E a Nice continua a se remoer... Até que um dia ela mesma resolve cuidar da situação. Se emperiquita toda, põe seu perfume mais cheiroso (para quem não tem gosto refinado, aliás nem precisa de tanto, basta ter um pouco de bom gosto), e sai a cantarolar... Afinal ela podia... Claro que podia, ainda era jovem e... Viúva... Viúva sim... Ainda que fosse de marido vivo.
No calor de uma tarde de verão, um olhar perdido no horizonte vislumbra um vulto que insiste em toldar aquela visão. Inexplicavelmente ela sorri para si mesma, pois já pressentira uma tarde diferente das que tivera até então. Um olhar negro parecia perscrutar aquele íntimo...Olhar insistente...Ousado...Comprometedor. Olhar de um homem sobre uma mulher... E ela era apenas uma criança. Muitos outros verões aconteceram e aquele olhar sempre a lhe perseguir, seduzindo-a enlouquecendo-a (mesmo a distancia, só nas lembranças), induzindo-a a um mundo totalmente estranho, mas que conseguia lhe embriagar de desejos, diante daquela arrebatadora paixão. De início tudo fora inocente, nada assustador, já que tudo começara com uma simples admiração. Mas como passar do tempo, a vida foi lhe ensinando a ser menos inocente, e mais provocadora e talvez inconsequente. Até que um dia tudo se fez... O botão se transformou numa rosa perfumada... Já não havia mais uma menina, e sim uma mulher. Não mais se ouviria o riso cristalino que encantara a tantos. Já não havia aquele olhar que em sua inocência conseguia sedutoramente prometer o que desconhecia. Agora... Ali havia uma mulher de olhar tentador, gestos ousados, ela havia perdido a serenidade daquela sedução quase pueril. A inocência não mais fazia parte daquela alma. Um amor transloucado, lascivo e devastador cobrira aquele corpo de prazeres nunca dantes imaginado. Daquela pureza restou apenas o olhar esquivo de quem aprendera a sonhar... A desejar...A sofrer. Aconteceu... O amor desabrochou, o lindo botão se transformara,e de tudo, apenas profundas cicatrizes foi o que restou. O mais lindo sonho foi se desfolhando diante do tempo. Hoje, uma brisa sopra o calor de mais uma tarde de verão, bem diferente de outras tantas tardes que passaram por aquelas vidas. Ao longe Um trovão anuncia uma tempestade, e esta será tão rápida como toda chuva de verão...Bem diferente da que se fez naquele viver, pois até hoje, ela ainda ouve o trovejar da sua alma enlouquecida pelo calor dessa eterna paixão.
Você sabe realmente o que seja a infelicidade?
É algo que ultrapassa as barreiras do meu entender
É o que tem nesses anos transformado as minhas verdades
É tudo aquilo que consegue me levar pra longe de você
É essa agonia sempre tão constante na minha vida
É essa ousada ausência que nunca consigo compreender
São todas essas tristezas que me são permitidas
É na verdade toda essa dolorosa saudade de você
Infelicidade também é esse descabido tormento
Desses longos dias e infindas preocupações
É na verdade esse incompreensível desmoronamento
Dos meus lindos sonhos e das minhas doces ilusões
Infelicidade por certo é tudo isso que me consome
No dia a dia dessa minha infinita e preocupante dor
É com certeza essa provocante sede e inevitável fome
Que o meu corpo sente pela imensa falta do seu amor
No meio de tanta tristeza e solidão
Surge um alento inesperado em meu caminho
Que alivia as amarguras do meu coração
Arrancando da minha alma alguns espinhos
E sinto um pouco de alívio tomar conta do meu ser
Quando antes, era apenas a dor que habitava em mim
E meu coração se enche de suavidade se falam em você
Pondo em meus pensamentos muitas lembranças sem fim
Mas de repente me surgem reminiscências do início
Que algo como um flash, outra visão de tudo vem me dar
Que parece ter registrado em minha vida um outro indício
Um algo que sempre existiu e eu nunca fui capaz de enxergar
E em instantes por um outro flash a minha mente é invadida
Sendo de situações e momentos que um dia me foi constrangedor
São algumas lembranças que no tempo fui ocultando da minha vida
Pois realmente nada de bom para minha vida trouxe ou provocou
E foi assim, dessa forma, que friamente me pus a refletir
Pois quando a verdade dos fatos em mim se fez presente
Meus sonhos inquietos também se foram e eu pude sentir
Que as minha fantasias, foram apenas fantasias...Infelizmente
Minha tristeza anda tão aparente
É que já não consigo mais esconder
Para alguns, não tem sido indiferente
E não ouso confessar que a razão é você
E a minha mente sempre tão traiçoeira
Me lembra palavras e gestos tão frios
Essas lembranças nunca serão as derradeiras
Nem tão pouco virão em momentos tardios
Serão sempre lembranças dolorosas para mim
Recordações tão amargas e nunca bem aceitas
Elas até se revelam sem início e sem fim
São reminscências amargas e também imperfeitas
E nos momentos de silêncios constantes
Quando as imagens se confundem na minha mente
Me sinto dessa vida apenas um mero viajante
De olhar perdido, nesse vazio e triste poente
Hoje percebo ser inútil eu querer revidar
Todas as muitas maldades que a vida me fez
Tento apagar da alma o que ainda me faz chorar
Tento esquecer os tormentos que a vida não desfez
E nessa amargura quase sempre enlouquecedora
Ainda sinto o gosto dos sequiosos lábios seus
E um frenesi ante sua boca voluptuosa e esmagadora
Que com lascívia e sofreguidão possuía os lábios meus
E a minha alma diante desses meus pensamentos
Vibra lubricamente ante minhas saudosas lembranças
E num sensual,desmedido e profano arrebatamento
Ainda me vejo com audácia retendo um fio de esperança
E vou me deixando por essas lembranças seduzir
Rebuscando em cada canto do meu infeliz ser
Toda essa magia que um dia me fizesse sentir
Num desejo louco que sempre emanava de você
E nunca mais consegui de fato me realizar
Sempre falta-me algo, falta-me tudo enfim
Falta seu corpo para eu lascivamente tocar
Faltam suas voluptuosas carícias sobre mim
Pela minha mente revejo meus cabelos em desalinho
E a saudade que me invade parece me enlouquecer
Pois falta o alimento da minha alma...Seus carinhos
Falta-me tudo em suma... Pois falta em mim... Você
Existem coisas na minha vida
Que eu gostaria muito de esquecer
São coisas que muito me magoam
E que em nada me fazem crescer
Foram momentos de grande dor
Situações de desamor
Noites sem brilho e sem cor
Em todos esses momentos faltou você
Pelas estradas da vida percorri
Sempre com a alma e os pés desnudos
Sobretudo desarmada e despreparada
Para essa falta de você nisso tudo
E nessa minha jornada sempre busquei
Afogar as mágoas por tudo que deixei...
E tudo em mim não mais se fez
Num momento de ceticismo absoluto
E mesmo sabendo ser em vão qualquer tentativa
De esquecer o tudo que um dia me fizesse viver
E talvez seja por isso que eu ainda procure
Uma outra chance de ter de volta você
E sofro diante de cada luta perdida
De cada sonho desfeito, onde minha alma ressentida
Ainda vive a lhe desejar de forma atrevida
Pois sei o quanto, ainda vives a me querer
Eu sei que todos os desgostos sofridos
(e olha que não foram poucos, eu sei)
Abreviaram ainda mais os dias meus
E foram sempre muito amargos...E cada um por sua vez
Foi pouco a pouco me tirando a alegria de viver
Mas eu ainda lembro tudo quanto você
Sem pudor me dava em prazer
Pois sempre foi assim que entre nós tudo se fez
Hoje,de tudo distante... Vejo pelo meu olhar de tédio
Bailando as sobras do tudo que me fizeste viver
(e bem sabes que foram muitas loucuras)...
Talvez por isso, até hoje, nada consegui esquecer
E não houve nada que eu não tenha sentido
Pois entre nós tudo nos era permitido
Era amor puro, paixão intensa...Nada fingido
E foi tudo isso que um dia eu tive de você
Passou-se o tempo e meus sentimentos a tudo resiste
Embora no tempo...O tempo, quase tudo isso levou
E não importando o que o destino permitiu
A minha vida soçobrou nas mágoas desse amor.
E amar assim como amei, nunca mais... Não tem jeito
Pois nem as cicatrizes que ainda guardo no peito
Consegue taxar esse amor de imperfeito
Pois eu sei que foi algo muito grande,raro e embriagador
Já não é comigo que partilhas teus sentimentos
Também não é comigo que somas as tuas emoções
Embora eu saiba que ainda ocupo teus pensamentos
Mesmo assim eu sei já ser outra a dona do teu coração
E ainda assim eu tento manter a minha mente ocupada
Pelas lembranças que nunca deixam de povoar os dia meus
E vou lembrando de quando eu ainda era a tua mui amada
A grande possuidora dos carinhos e dos sequiosos beijos teus
E são essas muitas lembranças que tanto me tem maltratado
Tornando cada vez mais difícil esse meu infeliz viver
Pois ainda assisto às ruínas dos meus sonhos mais amados
Já que o meu maior projeto de vida consistia no teu bem querer
(Plágio)Poema de JG de Araújo Jorge
"Os versos que te dou
Do livro Meu céu interior"
Ouve estes versos que te dou, eu não os fiz
e hoje que não sinto o coração contente
pois o teu amor não é mais meu, infelizmente,
no plágio destes versos...Mostro quanto sou infeliz..
.
Mas eu ainda farei outros versos pela vida afora,
serão versos de sonho e de amor, pois sei que depois
irei relembrar todo o passado de nós dois...
esse passado que não começou agora...
E serão versos repletos de ternura,
que são meus, e teus, também...
Sozinho, hás de escutá-los sem ninguém que
possa perturbar vossa ventura...
Quando o tempo branquear os teus cabelos
hás de um dia mais tarde, revive-los nas
lembranças que a vida não desfez...
E ao lê-los...com saudade em tua dor...
hás de rever, chorando, o nosso amor,
hás de lembrar, também, de quem os fez...
Se nesse tempo eu já tiver partido e
algum outro verso quiseres, teu pedido deixa
ao lado da cruz para onde eu vou...
Quando lá novamente, então tu fores,
pode colher do chão todas as flores, pois
são os meus versos de amor que ainda te dou.
Hoje, mais uma vez o sono me abandonou A madrugada nem tão silenciosa já vai alta E talvez pela noite chuvosa que a tudo provocou Eu mais uma vez pude sentir como me fazes falta
E o barulho incessante da chuva na minha vidraça Faz o meu pensamento sair rodopiando de saudades E a minha alma cansada entrevê na luz quase baça A morte dolorosa das fantasias de minhas verdades
E a manhã se aproxima fria e indiferente por mim Nem parece notar meu olhar de penúria e sofrer E parece que só eu entendo que será o meu fim Se eu continuar sozinha... Apenas desejando você
O vagabundo na esquina De roupas rasgadas e pé no chão Não quis para si essa sina A de manter estendida a sua mão
Esmola por um pedaço de pão E sempre faminto ele está As vezes a alegria visita seu coração Sempre que consegue em pensamentos voar
Mas esse pobre homem tão desprezado Já teve na vida uma situação melhor Mas o destino lhe foi desgraçado E agora vive numa situação de penúria só
E o tempo pra ele sempre vai passando Mas em sua vida nada tem melhorado Quem sabe o infeliz esteja pagando Por algo que não devia ter provocado
Mas isso é algo que não compete a mim Por qualquer razão querer a ele julgar Só acho triste alguém ter esse fim Que só é feliz quando consegue sonhar
E sempre está sonhando com uma mesa farta Roupas cheirosas, cama macia,vida decente Mas talvez as suas alegrias fossem parcas E desconhecesse até o amor, infelizmente
Mas ser vagabundo, nem é essa a questão O que vejo é um olhar triste e ausente Por certo háfome de amor em seu coração Transformandoó ainda mais num descrente
Noites insones e misérias constantes Assim tem sido a vida desse pobre infeliz E nos momentos as vezes um pouco alucinantes Chora por sobre a alma essa vida que nunca quis
Hoje parei diante de um espelho E o que vi me deixou enraivecida Minha pele perdeu toda a vivacidade Só restou uma tez pelo tempo destruída E vi desfilando à minha frente todos os anos Onde sinto que não sobreviveu nem meus arcanos Pois vi diante de mim,como um pesadelo,caindo o pano Que por anos havia encoberto toda uma vida perdida
O tempo cruel me deixou marcas muito profundas Mas a insônia por tua ausência também foi causador Desse aspecto tão cansado de uma vida tão sofrida Que se deixou abater pelas agruras de um amor Essa é uma constatação, para mim deplorável Se esgotaram meus anos, meu tempo memorável Só me restaram as marcas do tempo, que implacável Me deu essa visão que simplesmente me transtornou
Esqueci que o tempo passa e a velhice chega Nunca me imaginei assim... Me senti diferente Perdi-me no contar dos anos... não os vi passar E eles por mim passaram de forma inclemente Não sei para mim o que possa ser pior do que vi Se ter descoberto agora que no tempo me perdi Ou porque esse é o reflexo de uma vida que vivi... Vida vazia, sem sentido...Que deixei na dor naufragar
Essa é uma etapa da minha vida Que preciso encerrar com urgência Cansei de ser por tantos esquecida Perdi meu elo com essa existência
Minha vida foi uma eterna busca Que em nada me valeu ou me fez feliz Perdi meu tempo nessa incansável rebusca Pois toda lembrança me deixava mais infeliz
E não posso continuar nesse tolo sacrifício Onde a minha alma morre cada vez mais só E sinto que tudo isso só levou ao exício Da minha alam que me faz agonizar sem dó
Devo buscar a paz e não o sofrimento Até eu preciso um pouco melhor me entender Se só se vive uma vez, que venha o esquecimento Descendo sobre tudo aquilo que me lembre você
Se eu pudesse parar o tempo Desfazer as dores que trago na alma Se eu pudesse transformar meus lamentos E ter meu espírito envolto na calma
Faria do tempo meu fiel escudeiro e nas muitas mágoas eu poria um fim Talvez eu até gritasse para o mundo inteiro Que finalmente eu não mais teria dó de mim
Não precisaria às escondidas correr Para meu choro ninguém alcançar Não viveria a sonhar tanto com você Pois eu o teria no meu leito a me amar
Não mais sofreria pelas madrugadas Nem a sua ausência eu teria para chorar Eu sentiria a minha alma enlevada A cada manhã quando fosses me amar
Ah! se eu pudesse parar o tempo enfim Nãomais precisaria de sonhos viver Eu teria finalmente só para mim A única coisa que quero que é você
Se o tempo eu pudesse parar O faria num momento muito especial e eu poderia amar de forma singular E a cada gozo um gemido triunfal
Nessa tarde de sons tão saudosos Apreciando a bucólica paisagem Sentindo meus cabelos revoltosos Sendo sacudidos pela aragem
Tranco o coração num soluço embargado E revejo meu passado quase sem emoção Aumentando a dor do meu existir amargurado Ao lembrar cada sonho perdido,cada ilusão
Minha mocidade passou e eu nem percebi a maturidade me abraçou sem nenhum prazer Até parece que nenhuma emoção eu vivi Tal a força do meu desprezo pelo meu viver
Sempre busquei em cada momento reter As lembranças que me faziam prosseguir Percebi que apenas eu vivi por viver E isso foi o tudo que eu pude conseguir
Hoje o som dessa brisa nem tão suave Me enche de tédio e também de rancor Cada som,lembra a dor que trago num entalhe Por uma vida sempre tão vazia... Vazia de amor
E até confesso com uma certa amargura que nem mesmo por você me fiz entender E hoje agonizo nas sobras da minha loucura Que foi passar a minha vida toda amando você
Uma prisioneira infeliz e desgraçada É tão somente isso o que sou realmente A melhor parte de mim, tive destroçada Agora já posso encarar tudo friamente
A princípio achei que havia algo errado NO meu modo de pensar e também de agir Eu parecia viver num mundo encantado Talvez porque eu nunca vivi,apenas existi
Querer ser livre e correr como criança Poder sonhar sem medo de qualquer pesadelo Deixar-me envolver pelas minhas esperanças E nenhum momento ruim eu chegasse a vivê-los
Mas a minha existência foi sempre de enganos Acreditei...Pensando que era também amada Ent;ao percebi ser melhor esquecer meus arcanos Pois na minha vida nunca teria uma linda alvorada
E hoje, ao olhar para o meu ontem percebo Que fui apenas umamarionete do destino E é sem receios que eu até me atrevo Que fiz do meu existir um grande desatino
E um dia quem sabe eu até possa entender O que nunca aceitei por uma forte razão Faltou algo especial pra mim, faltou você Que preencheria esse vazio do meu coração
Quanto tempo dessa minha vida, perdido E mesmo assim eu nunca consegui nada mudar Talvez fosse melhor que eu nem tivesse nascido De que serve existir, se apenas posso calar
Amei um dia sem nem mesmo entender O que nascia tão forte dentro de mim Era algo grandioso, mas pouco o pude viver Na verdade, esse foi o começo do meu fim
Passei por situações muito conflitantes E vi aos poucos minhas forças se esgotar As amarguras me chegaram, e eram bastantes E triste vi minha vida no dissabor se afogar
À minha volta crescia os desgostos e a desilusão O que me era tão caro, aos poucos vi esmaecer Eram sofrimentos muito grandes para o meu coração E foi assim que eu vi meus maiores entimentos morrer
Hoje, dividida entre a razão e o frio despertar Vou me deixando ser levada pelos acordes da vida Outra chance não terei para nascer, viver e amar Mas espero ao menos não ser por você esquecida
Tentei desesperadamente a toda quimera sobreviver Mas um dia percebi ter a minha alma acorrentada bem sei que nunca haverá um alguém que possa entender O porque de eu ter nascido livre e me sentir aprisionada
Tantas vezes que eu passei a me perguntar O que foi que até hoje eu fiz na minha vida E hoje eu respondo sem nenhum medo de errar Que tudo o que fiz foi deixar-me perdida
Perdida ao buscar com uma certa sofreguidão Os muitos sonhos que deixei-os perdidos no ar E são os maiores sonhos que habitam meu coração Que incansavelmente, vida, continuo a lhes dar
E não importa o tempo que venha a passar Nem em que situação tudo ainda esteja Pois essa sede que sinto ao lhe lembrar Tem sido uma constante nessa minha peleja
E haja sonhos para serem tão bem lembrados, E os mais ternos são os que não quero esquecer Pois esses,sei que ainda os terei realizados E todos eles serão compartilhados com você
Nessa manhã há uma fria monotonia, Um tédio que se arrasta sem dó Já não ouço dos pássaros a alegria Tudo ao meu redor está triste e eu pior
Ao escrever, vejo imagens que me fazem pensar Em tudo que pela vida eu precisei esconder Sempre foram muitos sonhos e o desejo de lhe amar Tudo na vida só fazia sentido se eu tivesse você
Fecho os olhos e o barulho da chuva que cai Aperta-me o coração causando-me grande dor Volto no tempo,e lembro de alguns anos atrás Quando comecei a viver uma linda história de amor
Me lembro quando chegavas sempre tão sorridente Mas com o olhar perscrutador parecendo indagar E o fazias sempre de uma forma muito premente Mas logo procuravas matar a saudade de me amar
E no meu olhar a resposta que até hoje permanece Ele não consegue negar o que pouco soube demonstrar São coisas que nessa vida a gente nunca esquece Como até hoje eu sei que também vives a lembrar
Ouvindo o barulho ensurdecedor da chuva que cai Penso como sempre, em você que um dia se foi Soltando um suspiro liberto todos os meus ais Que sufoca meu existir por tudo que ficou pra depois
Essa liberdade de pensamento que sempre atrofia Os muitos sonhos dos quais a maioria vi ruir E neste ínterim perdi a essência das minhas fantasias Esquecendo finalmente a vontade, de não mais fingir
E todas as vezes que a chuva a minha janela vem bater Penso em você que silenciosamente da minha vida saiu E como nenhuma outra coisa consigo mesmo fazer Continuo só pensando em nós, desde que você partiu
E mesmo que um certo dia tenhas retornado Na inútil esperança de poder me levar Sentisses o rumo diferente em nossas vidas tomado Enterrando assim a última chance de comigo ficar
Hoje para você, provavelmente nada mais faz sentido Já que novos rumos nossas vidas veio a tomar Mas nós, ainda conservaremos os muitos desejos proibidos Que na vida guardaremos sem nunca a ninguém machucar
Perdida nesses inconstantes devaneios Tentando de alguma forma salvar Mesmo não tendo nesse momento meios Para eu poder finalmente lhe encontrar
Mas continuo com calma, sempre lutando Para não permitir a minha mente apagar Toda essa loucura que vivo recordando Pois foi nessa loucura que aprendi a amar
E em cada gesto e atitude que à minha mente vem Vou sentindo pelo corpo um enlouquecido fremir E cada vez mais percebo que nunca haverá um alguém Que consiga repetir o que você sempre me fez sentir
Os anos irão passar... Mas eles sempre me lembrarão O que nunca, por um minuto sequer tentei esquecer Pois conseguisses ficar marcado a fogo no meu coração É que eu sei que para mim nunca haverá alguém como você
Hoje, que a vida para mim pouco importa Onde muito pouco consegue fazer sentido Hoje, que a minha alma as vezes só comporta As ruínas de todos os meus sonhos destruídos
Agora que cada pensamento num fio se esvai Mergulhando nas mais profundas nostalgias Onde cada um dos meus desejo a todo instante cai Sempre se perdendo ofuscado por falsas alegrias
Hoje, que busco até com certa sofreguidão Entender tudo o que trago na alma difuso Tentando reter no recôndito do meu coração Tudo aquilo que as vezes me parece tão confuso
E entre os sonhos e a realidade tento alcançar O que busco nesse meu perdido e incansável querer Pois tudo o que quero é outra vez lhe amar Pois sinto que continuo cada vez mais amando você
Ei-nos frente a frente como eu sempre quis... finalmente Até parece que tanto tempo para nós é que nunca passou Diante de mim...Ela, olhar apertado, sorriso de escárnio E você... Objeto de tantos sonhos que não se realizou Em nosso olhar crepita os muitos desejos reprimidos E todos os nossos sonhos planejados e esquecidos Tudo a nossa volta pelo tempo quase foi destruído Nos negando qualquer chance de reviver esse nosso amor
Mas eis que agora eu finalmente vejo acontecer Esse reencontro tão ansiado para nós dois Eu sei que muito tempo foi preciso esperar Mas quis o destino deixar sempre para depois E hoje, desde que pelo destino fomos separados E até quando eu sentia ser esse amor obsecado Após ter tido pela vida os nossos sonhos rejeitados Sinto que nem a distancia,desfez desse amor o que sempre foi
Agora, diante desse passado que me é sempre tão presente Vejo nesse olhar(dela)que insiste em me dizer Que não adianta insistir...E disso já não posso fugir Pois sabemos ser ela quem tem a você E eu como sempre me ponho a imaginar Em toda a crueldade que a vida soube me reservar Já que não tivesses forças para nossa história continuar Pois fosses com certeza um fraco ao acaso obedecer
Embora nesse nosso reencontro deixas bem claro Que ninguém, nem mesmo o tempo irá conseguir Por em nossa história um ponto final E já que nada, nunca conseguirá destruir O que em todo esse tempo conseguimos conservar Pois um amor como o nosso jamais se extinguirá Mesmo que por ele não fomos capazes de lutar Mas sabemos que em nossas almas nunca deixou de existir
Se passaram alguns anos,onde eu fiquei sem lhe ver Mas agora, revendo-o, confesso que o achei bem melhor E isso meu amigo, é porque Deus nunca abandonou você Mesmo quando em alguns momentos tenha acontecido o pior
Pitágoras, a saudade muitas vezes em mim bateu forte Mas eu sempre vou deixando as muitas coisas pra depois E para minha alegria por providência divina e não da sorte Eu vi chegado o momento para grande alegria de nós dois...
Meu querido amigo, pelo tanto que nesse tempo lhe conheço As muitas e duras provas que passasses, foram imerecidas Mas para a alegria dos que realmente lhe amam, o desfecho Para muito lhe serviu, pois deu testemunho da sua vida
O diabo ousou lhe afrontar de forma indigna e ferozmente E sabemos,fazendo uso de um leviano instrumento qualquer Mas Deus o orientou e vencesses ao lutar tão bravamente E o diabo foi derrotado, mesmo tendo sido em forma de mulher
E hoje, após essa batalha tão desumana e cruel Seu semblante volta a brilhar com bem mais esplendor Apesar das crescentes decepções,o nosso Deus é fiel E para a honra e glória do Senhor...Lhe fez um vencedor
Eu sinto uma raiva quase incomum Quando vejo um animal sendo maltratado Se eu pudesse os castigaria, um por um Esses seres tão miseráveis e desgraçados
Causam dor aos animais sem compaixão Até parecem que se julgam sempre impunes Imagino que não tenham sequer coração O que apenas aumentam mais meus queixumes
Não suporto o olhar de dor que as vezes vejo Num pobre animal quando se acha acossado É essa expressão de sofrimento e medo Me incentiva a nunca deixá-los de lado
Não entendo dessas pessoas tanta perversidade E são essas pessoas que ainda se julgam humanos E isso tem acontecido em várias classes e idades O que me causa mais nojo e raiva desses desumanos
E não consigo encontrar apropriados adjetivos Que eu possa qualificar esses monstros indesejados Sinto que são seres,para a sociedade, ofensivos Como um câncer que corrói os menos afortunados