sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Vagabundo


O vagabundo na esquina
De roupas rasgadas e pé no chão
Não quis para si essa sina
A de manter estendida a sua mão

Esmola por um pedaço de pão
E sempre faminto ele está
As vezes a alegria visita seu coração
Sempre que consegue em pensamentos voar

Mas esse pobre homem tão desprezado
Já teve na vida uma situação melhor
Mas o destino lhe foi desgraçado
E agora vive numa situação de penúria só

E o tempo pra ele sempre vai passando
Mas em sua vida nada tem melhorado
Quem sabe o infeliz esteja pagando
Por algo que não devia ter provocado

Mas isso é algo que não compete a mim
Por qualquer razão querer a ele julgar
Só acho triste alguém ter esse fim
Que só é feliz quando consegue sonhar

E sempre está sonhando com uma mesa farta
Roupas cheirosas, cama macia,vida decente
Mas talvez as suas alegrias fossem parcas
E desconhecesse até o amor, infelizmente

Mas ser vagabundo, nem é essa a questão
O que vejo é um olhar triste e ausente
Por certo háfome de amor em seu coração
Transformandoó ainda mais num descrente

Noites insones e misérias constantes
Assim tem sido a vida desse pobre infeliz
E nos momentos as vezes um pouco alucinantes
Chora por sobre a alma essa vida que nunca quis

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