segunda-feira, 18 de julho de 2011

Chuva Na Vidraça


Ouvindo o barulho ensurdecedor da chuva que cai
Penso como sempre, em você que um dia se foi
Soltando um suspiro liberto todos os meus ais
Que sufoca meu existir por tudo que ficou pra depois

Essa liberdade de pensamento que sempre atrofia
Os muitos sonhos dos quais a maioria vi ruir
E neste ínterim perdi a essência das minhas fantasias
Esquecendo finalmente a vontade, de não mais fingir

E todas as vezes que a chuva a minha janela vem bater
Penso em você que silenciosamente da minha vida saiu
E como nenhuma outra coisa consigo mesmo fazer
Continuo só pensando em nós, desde que você partiu

E mesmo que um certo dia tenhas retornado
Na inútil esperança de poder me levar
Sentisses o rumo diferente em nossas vidas tomado
Enterrando assim a última chance de comigo ficar

Hoje para você, provavelmente nada mais faz sentido
Já que novos rumos nossas vidas veio a tomar
Mas nós, ainda conservaremos os muitos desejos proibidos
Que na vida guardaremos sem nunca a ninguém machucar

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