domingo, 11 de setembro de 2011

A Desnudar-me Voluptuosamente


Eu as vezes sinto ímpetos de saber
Como será que vives a tua vida
E o que tens feito para esquecer
A história que por nós foi vivida

E muitas vezes eu penso em tudo
Que um dia por mim foste capaz
E as lembranças de cada minuto
Ainda tira do meu viver a paz

São recordações que me atordoam
Pois nelas estão as muitas emoções
E por mais que elas ainda me me doam
Não consigo amargar as muitas desilusões

Ah! se pudesses ver hoje em dia
Sentirias que muito pouco restou
Em mim não há vestígios de alegria
Pois só há fingimentos e muita dor

E eu não esqueço teus braços aconchegantes
Nem os teus lábios de beijos tão ardentes
E de modo lúbrico, meus sentidos estonteantes
Vê teu olhar a desnudar-me voluptuosamente

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