domingo, 11 de janeiro de 2009

Turbulento Desatino


Eu sinto que a morte já me chama
Em angustiosas noites minha vida declina
É uma pena... Nem deitei-me nos braços da fama
Mas isto são coisas que a vida também nos ensina

Embriaguei-me nos encantadores sonhos
Nem mesmo percebi que o tempo ía passando
E mais uma vez esse tempo que é tão medonho
Deixou-me deslumbrada,ele estava me enganando

E essa brisa que me chega inexplicável e gélida
que tenta envolver-me sem nenhuma aparente razão
Me mostra que chegou a hora de nessas terras fétidas
repousar meu corpo, após o silenciar do meu coração

E em turbulento desatino a minha pobre alma
Parece sucumbir ao pó do desventurado tempo
A minha alma fugiu da exaustão e agora calma
Olha o tempo que célere se iguala ao vento

E em certo momento fugirá de mim a razão
Minha vida cansada de viver, ela hoje finda
Já quase nem ouço as batidas do meu coração
É a morte que indiferente me dá as boas vindas

E nesse derradeiro e também triste suspiro
Meu corpo cansado ao pó estará voltando
E como num longo e enlouquecido giro
Ainda percebo meus sonhos o vento levando

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