domingo, 11 de janeiro de 2009

Certeza


Hoje sinto que a luz já não cintila
Como outrora fez em minha vida
E essa certeza põe fim aos meus sonhos
E friamente aniquila
A beleza dos versos que componho
E com uma lentidão enervante
Em vão busco qualquer recomeço
Mas já não há a graça contagiante
Dos versos que escrevo
E sinto ainda da vida um leve estremeço
E percebo ser apenas o fim
E já não há como ter esperanças
Essa se perdeu dentro de mim
E minha vida como tôla criança
Cresceu e no mundo se aventurou
Hoje retorna cansada
Já não é mais criança, a velhice chegou
E com o peso dos anos
Adquiriu fragilidade
A primavera se extinguiu
E o verão cedo acabou
O outono lembrou-me a idade
E o inverno da solidão me atingiu
O sol da existência indecisa ainda raiou
E como num sonho por entre meus dedos
Um resto de ilusão escapou
E é aí que sucumbe todo meu medo
E todo desejo que no meu corpo ficou

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