quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sem Licença


Minha alma perambula
Nas frias e solitárias madrugadas,
Tudo é quieto e silencioso
só minha alma triste e irrequieta
Absorve tudo infeliz e calada.
Meu coração ansioso
Observa a vida por uma fresta
Onde a luz permanece apagada.
Meu espírito dantes aventureiro
Hoje se esconde como medroso,
Coragem, será que alguém empresta
Sem que este seja um gesto derradeiro?
Melhor se perder nas madrugadas
Tendo a alma inquieta e calada
Do que perder a própria identidade
Achando um riso que não apetece
Quando se descobre a idade...
Melhor não pagar para ver o que acontece,
Afinal sou mais um espectro humano
Tolo, sofrido e acomodado
Com este sofrimento desumano
Com tantos sentimentos guardados
Nesse coração apaixonado
Mas sem licença para amar
Com licença para calar
E sem licença para sonhar

Um comentário:

Euzelinda disse...

Você continua nos falando ao coração com suas poesias tão lindas e delicadas e muitas vezes parece que são escritas ditemente para aquilo que pecisamos ler. Que Deus te ilumine sempre. Beijos no teu coração.

 
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