Nas asas do pensamento Sigo te buscando Livre de todo tormento Saio então caminhando Com desejos de te encontrar. Mas sei será em vão Pois mesmo livre dos grilhões Tenho ainda no coração Resquícios de outras emoções.
E mesmo perpetuando meus desejos vejo refletido no espelho Da minha própria existência Virtudes que bem sei Supera minhas carências... E assim meio perdida Tentarei de alguma forma viver Um pouco do muito que a vida Ainda tem para me oferecer.
E enquanto só no pensamento Posso me realizar Permito-me por vezes voar Nas asas da minha imaginação E sem nenhum constrangimento Me deixo abraçar E sinto o palpitar do meu coração Quando o teu corpo o meu vem roçar Fazendo vibrar minha emoção
Nunca!... por mais que eu tente Nunca terei como tirar você Do meu pensamento... Bem sei que se isso eu conseguisse Minha mente permaneceria vazia O que para mim significaria a morte. Nada!... nada consegue arrebatá-lo De dentro de mim, Pois você é tão somente A razão do meu dia a dia O motivo maior da minha existência. Ah! quem me dera arrebentar A bolha do presente e envolver-me Nas nuances coloridas do que foi A nossa vida, e libertar-me de vez Das brumas saudosas deste possessivo E louco amor. Mas bem sei que isso jamais vai acontecer... Fomos o que já não somos E seremos eternamente O que nunca pensamos ser... a união eterna Da saudade com a resignação. Saudade do que vivemos e resignação Pelo que somos... Bem sei que nada disso faz sentido Mas nós nunca fizemos sentido na vida Muito embora tenhamos conseguido dar vida A algo sem sentido E hoje ainda consegues Fazer sentido em minha vida
Eu queria fazer versos Acreditando que você Sentisse os sentimentos que empresto Para que pudesses neles se reconhecer. Eu queria poder assim Revelar o que trago dentro de mim Quando penso em você. E seria tão bom isso poder escrever... Eu tentaria de leve tocar Nessa sua alma tão singela, E como se fosse uma janela Calmamente me debruçar Para sem receios sua alma olhar, E com delicadeza copiar O que tão bem você sabe rabiscar... Pelo menos é o que me revela Esse seu languido olhar. Farei então um rascunho Desse modo até me atrevo E será do que penso e não escrevo Do que ouço e não vejo Do que simplesmente desejo Do que busco esconder Com medo de outra coisa parecer Então nesse rascunho Só faltará seu nome escrever
Eu queria tão somente ver o tempo parar Eu queria que o meu mundo Nunca chegasse a me sufocar
Eu queria Sem nenhuma agonia Em louca corrida Sob uma chuva de alegria Ver você chegar
Eu queria nuns versos bem simples Te abraçar ternamente E sem nenhuma fantasia Sentir a verdadeira euforia Em que meu mundo iria mergulhar
Eu queria simplesmente Ter você somente Tão somente para mim Eu queria te sentir lentamente
Eu queria fechar os olhos e poder ver Descruzar os braços e poder te abraçar Deitar nos sonhos e poder sonhar Sonhar que o tempo parou Que minha vida continuou Que meu verso não se encantou E que nada e tudo se transformou
Eu queria poder somente Dizer calidamente Que és tudo para mim E por que não dizer Que és o meu mundo enfim...
A saudade que me invade É por vezes monótona E quase traiçoeira... Há sons que me entorpecem, Cheiros que me enlouquecem E visões que me perturbam, Há desejos que me torturam E dore que já nem doem...
Há resquícios de morte Nos braços da vida Que inevitavelmente Aniquila minhas esperanças Exterminando meus sonhos E povoando a minha mente Com sobras do muito que um dia Eu deixei de viver Por alguma razão...
Embalando-me nos adormecidos Braços da saudade Sinto meu interior despertando Para o antes Na inútil tentativa de adormecer No agora Para de alma livre Acordar E viver o depois.
Quem sabe Talvez eu conseguisse sorrir Para a alegria Aceitando o novo dia Que por fim surgisse E só assim, Só assim eu adormeceria A saudade E acordaria feliz por fim
Se o mundo de sonhos tem seus encantamentos, Também o despertar pode trazer encantos... Muitos despertam e sorriem Diante do quadro que os espera, Já muitos como eu... Despertam e choram ao ver que o sonho acabou. O despertar tira a suavidade da felicidade breve que a ilusão nos proporciona. A realidade vem amargando, Vem deslizando como uma serpente traiçoeira. O sonho muitas vezes bem pouco dura, As fantasias persistem atormentando-me E eu mais uma vez mergulho na tristeza, E flutuo entre doces sonhos E tristes verdades. Tenho a mente povoada pelo que nunca foi realidade. Arrebata-me os sentidos A ilusão de que nunca deixou de existir O que na realidade nunca existiu.
Deslumbro-me diante da inusitadas noites de amor Noites de loucura onde aprisionasses a minha alma, Acorrentando a minha vida Ao teu mundo de sonhos e fantasias, Mundo de encantamentos e doces ilusões. Mundo só nosso... Mundo onde apenas nós dois Fazíamos as leis, Um mundo onde o nosso amor nasceu, cresceu e Adormeceu... Mas não morreu
Onde estará o amor? No meu mundo já não está, A última vez que o vi Percebi não ser o mesmo, O tempo o transformou, Perdeu todo o brilho Desbotou, perdeu a cor E isto eu mesma pressenti...
E onde está o meu amor? Não sei, o tempo ladrão roubou Ou quem sabe, simplesmente morreu Desvaneceu, sucumbiu Como tudo sucumbe Quando só nos causa dor, E isto é quando nosso mundo Não mais floriu...não mais sorriu
Onde está esse amor? Que eu mesma nunca mais o vi Nunca mais o senti Mesmo eu estando aqui... Se foi, se encantou Não sei se o perdi, ou ele me perdeu Mas no meio de tanto desamor Quem sabe quem perdeu ou quem ganhou...
Onde está o que chamei de amor? Se transformou, virou fumaça E como tudo que nessa vida passa Ele também passou O que restou desse sentimento Que se foi levado pelo vento O vento do esquecimento Que o levou e ele não mais voltou...
A noite que chega me abraça com nostalgia... A esperança já quase morta tenta em desespero Reavivar uma existência Que ficou presa no tempo, Sempre saudosa nunca porém esquecida. A noite que avança com seus braços de cúmplice Me tira calidamente do sono embriagador e Doloroso De tudo que se foi e não volta mais... Que amargura a invadir-me a alma. A realidade me traz de volta, Me desesperando, me enlouquecendo de dor, de amor, de desejos. Já não há como fugir. O medo aprisionado se liberta Dando vazão a tudo que me sufoca Que me devora a alma. A saudade suavizada pelo tempo, Liberta-se da fugaz couraça De fingida indiferença E explode em silenciosos gritos... Os braços da noite não conseguem conter Tanto desespero e tanta ânsia. A sensatez chegara tarde e cautelosa se fora, Em seu lugar ficou a saudade e a solidão. A noite compreensivamente se despede tristonha dando lugar a um novo dia que chega Arrebentando de alegria, Invadindo meu íntimo, ferindo minha alma Que mergulhada num mundo de eterno sofrimento Não consegue compreender Como tanta vida pode existir, Como tanto explendor pode acontecer, Quando mergulhada em eternos devaneios Em momentos de infinita solidão Vive a sua tão amargurada existência. Fria como a noite... que se vai abandona-me Nos braços mornos de uma ensolarada manhã, Que em sua brilhosa e radiante vida Parece não perceber Que tudo o que me resta É ainda poder recordar de algumas coisas Sem afogar-me num oceano de prantos.
É frustante essa inquietude Reinante em meu espírito As emoções se embaralham Turvando-me o raciocínio Aprisionando-me Nos braços desesperados Da inconstância. Ferve em minha veias O palpitar ardente De tudo quanto foi E mais ainda De tudo que não fomos... Não vivemos... Embarga-me os soluços gritantes Da imensidão que povoa minha mente Do sorriso parco que aflora Em meus lábios Do desespero que atormenta minh'alma Da saudade que me leva ao extase Num arrebatamento inconfundível De viver o nada... Amar o nunca... Esperando pelo jamais... A emoção que nasce em meu olhar Traz o sabor do que se foi A virtude do que não se encontra A esperança do ansioso... A loucura que arrebatou sôfrega A minha sanidade Preciso reviver para poder viver... Não quero nunca mais pensar Num nunca mais... .
Mais uma noite que Atormenta meu espírito, e Rindo do meu sofrimento, a Infeliz saudade Abraça-me...ainda Guardo no corpo Indisfarçáveis marcas de Loucos toques que Desperta meu eu E bem sei desperta Também teu Eu... Orgulho talvez me impede de Render-me aos teus encantos Desejo-te e Ondas de volúpia Nunca dantes sentida Inquieta-me O nosso ontem se confunde Com o nosso hoje, nos despertando Para nosso amanhã...
Andei por terras distantes Navegando num mundo de cores Te desejando encontrar, para Os nossos momentos assim reviver. Não te encontrei... Imaginando mil coisas O meu pensamento foi te buscar Calada fiquei quando finalmente o vi A explosão de desejos Reprimi no peito, e Louca de amor O aguardei...mas foi em vão Sentindo a alma sangrar Desesperei-me Então sem entender eu senti Seus lábios me beijando O meu sonho logo acabou, deixando Uma estranha sensação que trouxe o Zéfiro da saudade, fazendo Arder de desejos minha alma
Ao Dr: Sergio A vida sempre nos reserva surpresas Que as vezes mexe com a nossa emoção E deu-me o destino uma mão benfazeja Para com maestria cuidar do meu coração
E um certo dia um médico eu conheci Era o Dr: Sergio,excelente cardilogista Sempre que o vejo lembro momentos que vivi E foi numa das minhas idades mais bonitas
Pois quando criança eu muito brinquei Sempre achando o mundo bom, sem maldades Ao conhecer o Dr: Sergio desse tempo lembrei Pois ele demonstrou atenção e simplicidade
E para que você se sinta meio à vontade É preciso que seu médico seja também amigo Não importa qualquer que seja a idade O importante é que ambos sejam ouvidos
É dessa forma que o Dr: Sergio eu vejo Homem que me inspira a maior confiança E sempre que vou ao consultório e o ouço Sinto crescer dentro de mim a esperança
Esperança de mais um tempo para viver Para meus sonhos ao menos tentar realizar Meu coração me diz foi bom a ele conhecer E te-lo para poder do meu coração cuidar
Agradeço ao Dr: Sergio pela atenção e bondade Também pelo seu altruísmo e tanta dedicação Enalteço sempre sua delicadeza e simplicidade E do carinho com que tem cuidado do meu coração
Como será que eu vou viver Se já nem consigo mais dormir? Como fazer para te esquecer E não mais precisar fingir?
Meus dias, estes têm se mostrado Monótonos e sem qualquer alegria E o tempo apenas me tem revelado Como tem sido grande a minha agonia
E nesse grande e triste tormento Percebo como dói apenas esperar Já não há nenhum acontecimento Que consiga um pouco me acalmar
E nesses dias tão sem sentido Vou vivendo sem nem perceber Que por maior que seja o motivo Mais nada me faz de ti esquecer
E mesmo sem ter qualquer esperança Viver assim ainda me dá um alento Não posso da vida perder a confiança Pra não aumentar mais o meu sofrimento
E vivendo assim quase que por viver Procurando forças para então continuar Mesmo sabendo que por ti e não por querer Aprendi a conjugar o verbo renunciar
E nessas minhas noites mal dormidas Buscando sempre do tédio então fugir Talvez eu encontre nas horas fingidas Um pouco de razão para com a vida sorrir
Foi numa linda noite de luar Que eu estava na vida pensando Foi quando ouvi algo murmurar Nunca te deixarei me esperando
Sempre estarei completa ao teu lado Não importando em qual situação Terei teus segredos bem guardados E também farei parte da tua emoção
Estarei sempre na tua vontade de viver E também nas tuas inesperadas alegrias Comigo em momento algum irás te perder Sou a certeza do surgir de cada novo dia
Serei sempre tua companheira e amiga Se me permitires nunca te deixarei Mas não depende só de mim adoçar tua vida É preciso que hajas, que minha parte farei
Sou eu a providencial esperança Sou eu que nunca posso te faltar Sem mim se vai também a confiança E ficarás sem motivos para lutar
Nunca queiras me tirar da tua vida Por mais difícil que tudo possa parecer Mas sou eu o balsamo para tuas feridas Só eu tenho dado coragem no teu viver
Nisso uma paz suave tomou conta de mim E senti uma leve brisa me acariciando Então eu me senti pronta para a luta sim Pois algo especial estava me acompanhando
E sorrindo satisfeita e convencida De que eu nunca deixaria de lutar Tendo a alma assim, rejuvenescida E muita esperança no meu caminhar
À ANANERI Hoje eu sei que na nossa vida Acontecem coisas boas com certeza E uma que me foi muito bem-vinda E que foi sem dúvida uma riqueza E também da vida um presente Foi ter conhecido um dia Uma pessoa simples e eficiente Que só me trouxe alegria. É assim que eu descrevo A Ananeri, mulher fenomenal Sei que fiz algumas amizades Mas como ela quase não tem igual Tem no coração muita bondade E hoje a tenho como uma pessoa querida Independente de suas qualidades Mulher que sabe abraçar a vida Para respingar só felicidades E bem sei que a vida não se resume Apenas aos bens que se conquista Mas quando se esquece um pouco os queixumes Se recebe de volta Todo o bem que se pratica Ananeri é sem dúvida um bem precioso Desses que nem parece real Mas se há algo que se torna grandioso É saber de pessoas como você, Que torna a vida legal. Foi muito bom te conhecer...
Minha alma perambula Nas frias e solitárias madrugadas, Tudo é quieto e silencioso só minha alma triste e irrequieta Absorve tudo infeliz e calada. Meu coração ansioso Observa a vida por uma fresta Onde a luz permanece apagada. Meu espírito dantes aventureiro Hoje se esconde como medroso, Coragem, será que alguém empresta Sem que este seja um gesto derradeiro? Melhor se perder nas madrugadas Tendo a alma inquieta e calada Do que perder a própria identidade Achando um riso que não apetece Quando se descobre a idade... Melhor não pagar para ver o que acontece, Afinal sou mais um espectro humano Tolo, sofrido e acomodado Com este sofrimento desumano Com tantos sentimentos guardados Nesse coração apaixonado Mas sem licença para amar Com licença para calar E sem licença para sonhar
O dia amanhecera lindo... os pássaros em barulhenta arrevoadas festejam aquela ensolarada manhã. De uma janela um alguém parece não perceber a maravilha da natureza, de um novo alvorecer... a maravilha da vida. Os olhos inchados da Jeannie não a deixa ver a beleza que encerra tão deslumbrante quadro. Ela tem a alma envolvida nas brumas da desilusão, do desencanto.Em seu espírito é cada vez maior a tempestade que se desencadea, é sempre mais forte e constante as desventuras,os desenganos. Há dias atrás tudo era belo, era amor em sua existência, até que de repente tudo aconteceu... Não se deve brincar com a sorte, muito menos com a própria vida, e foi isto o que aconteceu com o Adelmo... Adelmo, o porto seguro da jeannie. Adelmo... moço divertido, brincalhão, talvez um pouco demais... Em um certo domingo, estando o mesmo no último dia de suas férias trabalhista, e ele após passar praticamente todo o dia dividido entre jogos e amigos o Adelmo passa o restante da tarde na casa de um companheiro de trabalho. Conversam, bebem... se divertem. Finalzinho de tarde... O crepúsculo parece mais firme, mais vivo... O Adelmo se despede do companheiro, está na hora de ir para casa, é preciso ir ver a Jeannie e se preparar para retornar ao trabalho no dia seguinte. Realmente foi ótimo ele e a Jeannie tirarem férias ao mesmo tempo, pois dessa forma tiveram mais tempo um para o outro, se divertiram bastante curtiram a vida de modo mais amplo e divertido. Pensando na Jeannie o Adelmo pega a moto, mas nisso ele se desiquilibra derrubando-a, o companheiro dele tenta faze-lo entender que não deve ir naquele momento, que é melhor entrar em sua casa e descansar um pouco, pois ele não parece estar em condições de guiar, mas o Adelmo não se deixa convencer, ele só pensa em ir à casa da Jeannie e passar essas últimas horas de férias com ela. O amigo insiste... mas o Adelmo diz que não será um pouco de bebida a mais que irá mudar os planos dele. Decidido o Adelmo pega a moto e parte... parte para a sua última viagem. Uma corrida louca, desesperada, uma corrida para os braços da morte, não para os braços da amada como ele desejava...não... ele não mais a iria abraçar. O vento fustigando-lhe os cabelos, lhe dá uma sensação de leveza, de liberdade, de irrealidade, e de repente um mergulho na escuridão... um mergulho no nada... um imenso vazio que o abraça. É um abraço diferente, não tem o calor da Jeannie. É um abraço com sabor de nada para ele e de desespero e saudade para ela.. Lentamente a Jeannie sai da janela. A vida continua... maravilhosa e completa para uns... vazia e amarga para tantas outras pessoas assim como ela. Até quando a sua alma vai chorar pelo último abraço que não veio? até quando essa sensação de abandono irá acompanhá-la? não sabe... tudo que sabe é que precisa continuar a sua jornada, mesmo que esta tenha se tornado amarga sem o Adelmo. Suspira melancólica e nesse momento sente suavemente um toque cálido e imaginário que parece acompanhá-la. Sorri triste, pega a bolsa e sai para mais um dia de trabalho.
A vida sabemos tem muitos caminhos Que por nós é percorrida sempre E por eles nunca passamos sozinhos Pois são caminhos de muita gente
E num desses caminhos que eu percorri A princípio até com um certo temor Mas antes de chegar ao final eu vivi Emoções repletas de carinho e amor
Pelas estradas por mim percorridas Teve uma da qual nunca vou esquecer Pois na estrada que se abre para a vida Eu pude simplesmente a Edjane conhecer
Uma mulher simples e sem maldades Muitas vezes lembrava uma criança Nos seus sonhos tão sem vaidades Havia muita bondade e tolerância
Continue a buscar Edjane teus lindos sonhos Que a perseverança com por certo lhe coroará Não se atenha apenas aos momentos enfadonhos Apenas lute para ver teus desejos se concretizar
Sonhos bem sabemos são difíceis de realizar Mas quem sempre luta um dia na certa alcança E você Edjane tenho toda certeza conseguirá Basta que tenhas um pouco mais de confiança
Seria realmente até muito bom Se o que hoje vejo fosse verdade Minha existência teria novo tom E tudo entre nós seria felicidades
Os desgostos não mais existiria Teríamos então um novo recomeço A nossa vida seria apenas alegria Nunca mais haveria qualquer tropeço
Mas o destino outra vez foi mal Não permitindo que o bem vencesse A verdade é que quem vive no lamaçal Não ía permitir que algo bom crescesse
E fui novamente por você enganada Outra vez sua astúcia caiu por terra Me dando a certeza que nunca fui amada Fui no máximo troféu de suas guerras
Mas agora de tudo isso eu hoje me cansei E estou querendo de alguma forma esquecer Todos os momentos que verdadeiros julguei E que eram bons demais para voce os merecer
Embora eu não quizesse acreditar que novamente Tudo que eu mais queria estava longe de acontecer Mas eu sei que na verdade tudo serviu simplesmente Para que eu nunca mais pense em confiar em você
Você foi cruel e também miseravelmente louco Portanto de mim nada porém espere mais E eu não creio que tudo que aconteceu seja pouco Por tudo que você ousou demonstrar ser capaz
Parta e nunca penses na possibilidade de voltar Pois eu tenho certeza já ter sofrido o bastante Se pensas em fazer algo lhe digo que nada vai mudar Pois viver novamente com você será muito ultrajante
E reafirmo nesse momento que nada mais espere de mim É que em mim nada mais restará que não seja piedade Entre nós realmente tudo terminou, este é o nosso fim Já não consigo mais suportar as suas cruéis maldades
E quando um dia o enfadondo tempo lhe assaltar E sei que vais perceber a sua solitária desgraça E quem sabe talvez você consiga um pouco lembrar Que tudo na vida, seja bom ou ruim também passa
Passarão todos os seus sonhos e até as dores As decepções e também as suas doces ilusões Lembre-se também que o tempo desbota as cores Como também assim se apaga as grandes emoções
E nesse dia irás com muita certeza Relembrar todo o mal que você me fez Quando pagasses com injúrias minha pureza E eu nada percebia nessa minha insensatez
Pois louca de amor por você eu ainda estava Nessa paixão que por tantos anos eu senti E você sem piedade cruelmente me enganava Esquecido de cada hora que por ti eu vivi
Mas hoje depois de tantos e amargos anos Minha alma só implora por liberdade Ainda conservo os meus inquietos arcanos Aspirando momentos de intensa felicidade
Hoje a natureza rebelou-se, Parecia que não ía mais parar Talvez seja a indignação Que vive a lhe sufocar Não dá mais pra sentir compaixão Pelas desgraças que aí está O homem desumano Transforma seu semelhante Em farrapo humano E parece ainda se sentir contente Isso é o princípio das dores O fim de todos os amores É a humanidade descrente O povo cada vez mais carente E Deus parecendo estar ausente Os monstros logo passam a reinar Já não há mais tempo Paremos de brincar É o princípio do fim Povo!... acreditem em mim Jesus está pra chegar Parem antes que seja tarde O que tens nas mãos Para a Jesus apresentar? Arrepende-te de todo o coração Ainda dá tempo De com Deus se reconciliar
Com que descaso trataste o meu carinho Não entendi o porquê de tanta rudeza O destino me deu amor por espinhos E mataste dos meus sentimentos a grandeza
Talvez consigas perceber algum dia E se este já não for tarde demais Que eu quis para ti apenas alegria Mas em troca roubaste a minha paz
E tenho na minha triste jornada A infelicidade por justa companheira E quando eu me libertar dessa invernada Verás que a vida pode te ser traiçoeira
E sentirás a fria solidão te afagando E pelos dias que te restam ainda Liberta tua alma e sairás ganhando Nessa tua caminhada que ainda não é finda
Procuras e encontrarás algum resquício Do homem bom que nessa tua alma habita Apaga de ti a maldade sem deixar vestígios Deixa apenas esse lado bom que tanto evitas
Tenta sorrir para a vida e a abraça Que é longo o caminho a ser percorrido Não procures cultivar na vida a desgraças Semeia o bem e terás caminhos floridos
Pensativa fico olhando teu retrato E meus pensamentos parecem redemoinhos sinto ainda estar presente meu passado Pois ainda continuas no meu caminho
E te observo preso entre meus dedos Te resumindo nesse mundo de lembranças E nem imaginas quanto há nesse apego Nessa solitária e benfazeja esperança
E como um fantoche do destino me sinto Sempre aguardando um desenlace qualquer E é quando em muitas vezes eu pressinto O adormecer da minha essência de mulher
E meus sentimentos em constante desalinho Me enrosca embaraçando meus sentidos E não percebes que na curva do teu caminho Há um vulto que teme já ter sido esquecido
E sempre que a lembrança tua chegar Irá me encontrar audaciosa te esperando No peito há o grito que não quer calar Sinto ser a saudade ansiosa te buscando
E assim para cada desejo adormecido Uma lembrança insistindo em despertar E nesses muitos momentos por nós vividos O presente do passado se despede num acenar
E que o meu hoje nunca queira insistir De no ontem sem qualquer pudor mergulhar Deste bem sei que preciso também fugir Pois o que quero é no amanhã despertar
O vento sibila lá fora Parecendo até gemer De longe todos escutam O que não dá pra esconder São gritos de agonia são dores de todos os dias onde se escondeu a alegria E que hoje só sabe doer
Nessas horas de tristezas De pesar e grande dor Sinto todas as cutiladas Desse infeliz desamor Até parece um tormento Tanta dor e sofrimento E mesmo nesse momento Ainda choro por esse amor
E o vento cortante da saudade Que ainda me faz chorar Parece até brincadeira Quando começo a pensar Pois sei que a cada dia Se vai toda alegria Pois tudo o que eu queria Era só um amor pra amar
Quantas vezes por mim esperaste Mesmo sabendo que eu não ía chegar E quantas vezes também me abraçaste Na ilusão do teu firme e inócuo pensar
Talvez nem tenhas percebido o quanto Tenho estado presente todos esses dias Se olhares para dentro de ti no entanto Me sentirás em cada momento de alegria
E talvez entendas porque até me acostumei A viver perdida nesse recente passado Mas é provável que nem eu mesma pensei Como seria triste não estarmos lado a lado
E cada minuto que sozinha eu passo Sempre somando as horas de tédio Apenas guardando da vida os embaraços Na esperança de um pouco de crédito
E enquanto a rotina se acomoda mais uma vez Dando lugar as ilusões já quase perdidas É possíval que a vida encontre num talvez Razões para não deixar que eu seja vencida
Mas hoje que a saudade inquieta me doeu Saber de ti me trouxe um pouco de alento Embora a vida mais uma vez não se comoveu Diante do meu triste e solitário sofrimento
E sempre me sentindo cansada e abatida Já quase sem forças para na luta prosseguir Quem sabe se eu tivesse um pouco da tua vida Isto me ajudaria na esperança que há de vir
Me pego imaginando como seria Um encontro com meus amigos Teríamos momentos de muita alegria E pensando nisso sinto que vibro
Seria com certeza muito perfeito "Longa Jornada" e "Esse teu olhar" Falo do Sérgio e do Nilton, amigos do peito E com certeza muitas histórias para contar
Conosco também a Ananeri com seu jeito meigo Sorrindo à toa como costumam fazer as crianças Ela sempre conserva esse seu modo tão perfeito E em seu olhar percebemos o brilho da esperança
E a Marilene nossa amiga de longa data Com seu modo as vezes distante e pensativo Como não deveria deixar de ser,a ela sou grata Por sua lealdade e também grande companheirismo
Ainda lembro do nosso querido Luis Fernando Companheiro dedicado e parceiro em nossas lutas Seria realmente um ótimo encontro mas no entanto Receio entretanto que nos atrapalha a labuta
Mas enquanto esse momento não nos chega Fiquemos então apenas na forte torcida E tão logo fiquemo livre dessa peleja Acontecerá a reunião mesmo que resumida
A princípio inquieta vislumbrei Um mundo sem muita cor E disso muito pouco gostei Pois com certeza alí havia dor
E saí pela vida perguntando Onde eu poderia encontrar A ilusão que seguia fantasiando Quem nela quizesse acreditar
A tristeza em lágrimas mergulhada Soluçava sem no entanto nada dizer Nisso porém foi chegando a madrugada Que também fingia de nada saber
E tentando meu caminho prosseguir Esperei com paciência o dia amanhecer Foi aí que eu ouvi a saudade me pedir -Me deixe ir juntamente com você...
Fiquei mesmo um tanto quanto indecisa Diante daquele pedido tão constrangedor E me olhando ela ainda disse que na vida Nem todo mundo consegue ser vencedor
E continuou...
Pois é preciso que também se aprenda Que na vida existem muitos sentimentos Que mesmo que você não os entenda Deve respeitá-los como um mandamento
Pois todo sentimento deve ser respeitado não importando se o mesmo lhe causa dor É necessário se ter de cada um o aprendizado E com certeza estás pronta para o amor
E que não se deve nunca querer culpar A infelicidade em qualquer sentimento Antes se deve aprender a lutar Para que se tenha algum merecimento
E nunca mesmo busque fora de você Razão para poder se sentir vencedor Pois não basta somente você querer É necessário ter sangue de conquistador
Que seja alegria, tristeza ou ilusão, Esperanças, saudades ou mesmo amor Não busque longe o que está no seu coração Pois dessa forma só conseguirás a dor
Fiquei parada olhando a saudade Que com determinação se me achegou E sorri diante daquela preciosidade Que consegue dar a vida mais sabor
E seguimos a tudo indiferentes Ela inquieta vive a me perturbar E sempre que sinto uma ausência presente Sei que é a saudade tentando me falar
Hoje sinto que a luz já não cintila Como outrora fez em minha vida E essa certeza põe fim aos meus sonhos E friamente aniquila A beleza dos versos que componho E com uma lentidão enervante Em vão busco qualquer recomeço Mas já não há a graça contagiante Dos versos que escrevo E sinto ainda da vida um leve estremeço E percebo ser apenas o fim E já não há como ter esperanças Essa se perdeu dentro de mim E minha vida como tôla criança Cresceu e no mundo se aventurou Hoje retorna cansada Já não é mais criança, a velhice chegou E com o peso dos anos Adquiriu fragilidade A primavera se extinguiu E o verão cedo acabou O outono lembrou-me a idade E o inverno da solidão me atingiu O sol da existência indecisa ainda raiou E como num sonho por entre meus dedos Um resto de ilusão escapou E é aí que sucumbe todo meu medo E todo desejo que no meu corpo ficou
Eu sinto que a morte já me chama Em angustiosas noites minha vida declina É uma pena... Nem deitei-me nos braços da fama Mas isto são coisas que a vida também nos ensina
Embriaguei-me nos encantadores sonhos Nem mesmo percebi que o tempo ía passando E mais uma vez esse tempo que é tão medonho Deixou-me deslumbrada,ele estava me enganando
E essa brisa que me chega inexplicável e gélida que tenta envolver-me sem nenhuma aparente razão Me mostra que chegou a hora de nessas terras fétidas repousar meu corpo, após o silenciar do meu coração
E em turbulento desatino a minha pobre alma Parece sucumbir ao pó do desventurado tempo A minha alma fugiu da exaustão e agora calma Olha o tempo que célere se iguala ao vento
E em certo momento fugirá de mim a razão Minha vida cansada de viver, ela hoje finda Já quase nem ouço as batidas do meu coração É a morte que indiferente me dá as boas vindas
E nesse derradeiro e também triste suspiro Meu corpo cansado ao pó estará voltando E como num longo e enlouquecido giro Ainda percebo meus sonhos o vento levando
Foram tantos sonhos que um dia Os vi sendo por mim sepultados Da mesma forma que minha alegria Sempre que me sentia um ser rejeitado
E sempre buscando pela vida à fora Algo que um dia a tudo por fim mudaria E como para tudo na vida existe a hora É chegado o tempo que a vida me daria
Após longos anos de silêncio angustiado Eis que surge o romper de uma nova aurora Era como se o meu mundo tivesse sido trocado Já naõ havia mais como desistir de nada agora
E sempre tentando a tudo um pouco entender Sinto na alma o soar de uma suave canção E todo o meu corpo se fez estremecer E eu pude então sentir vibrar o meu coração
E hoje despertando finalmente para a vida Sempre querendo no meu mundo entender Mas nem sempre o tempo os sonhos realiza Nem tão pouco nos diz de tudo o porque
Solidão é esse mundo perdido Que tento em vão vencer É querer fazer na vida sentido Sem ter idéia de como vai ser É desejar um feliz aconchego Sabendo que este não virá É esperar por um chamego Sabendo que tem hora para acabar É envolver o pensamento Ao querer calar um grito Que insiste em explodir É sentir num último suspiro O que teu peito faz sorrir É enfrentar o perigo Sem sentir qualquer ameaça É ver o mundo lhe fugir E a vida fazer-lhe pirraça Solidão é saber-se sozinha E prosseguir a jornada É sentir que apenas se caminha Sabendo que nada te espera na chegada
Que tristeza sinto na alma Parece que estou a morrer Foram momentos de muita calma Que aqui eu pude um dia conhecer
Tenho o coração em pranto e dor Nem sei se vou mesmo suportar Como podem me arrancar o amor Que aos poucos eu vi brotar?
Não quero por companheira a solidão Pois agora que conheci da vida o melhor Recuso-me a viver apenas de ilusão Não quero algo que eu sei será pior
Que fazer meu Deus para não sucumbir A tristeza e a uma demasiada nostalgia Quero muito poder simplesmente sentir o coração explodindo em constante alegria
E que cada momento por mim vivido Seja para mim de grandes emoções Que eu esqueça os momentos existidos Já que não faz bem viver apenas de ilusões
Mais uma vez o medo e a dúvida Está sem dó a me entristecer É que estas horas são as últimas E sei que logo mais não os vou ver
Quando penso em tudo que vivemos No nosso dia a dia que foi tão feliz Sofro ao saber que não mais teremos Esses momentos que eu tanto quiz
Essa etapa foi um marco na minha vida Pois surgiu num momento muito especial Era quando do mundo eu vivia perdida Sem sonhos, sem nenhuma esperança afinal
E hoje ao olhar para trás mais uma vez Sinto as lágrimas que insistem em continuar É como se apenas a terrível insensatez Voltasse na minha vida para me perturbar
Como farei para suportar a saudade Que sem trégua irá me castigar? Como fazer para conservar as amizades Depois que cada um seu rumo tomar?
Bem sei que as noites serão uma tortura Nessa sala de aula não mais entrarei Espero que para tanto desgosto haja brandura Pois desses momentos não mais participarei
Não mais ouvirei o espocar de tantos risos Que durante as aulas tanto me animou Quantas vezes esqueci da vida os perigos E até as lembranças do que tanto me machucou
Hoje eu tenho meu mundo enriquecido Com os amigos que eu consegui conquistar Pois no meu mundo de poucos abrigos Conheci pessoas das quais posso me orgulhar
Hoje estou chorando a futura ausência de cada um Que bem sei muito em breve terei que suportar E tenho a certeza que não haverá momento algum Que me permita por essa saudade não mais chorar
O destino as vezes nos reserva Momentos que nem gosto de falar Mas a vida também preserva Sentimentos dos quais não posso calar
De presente a vida um dia me deu Um amor puro com o qual convivi E confesso que o que mais me doeu Foi saber que nem tudo desse amor vivi
Mas conservo ainda bem vivo na alma Este sentimento que a minha vida marcou Pois ela foi a mulher mais bela e calma Que o meu coração um dia se apaixonou
Tivemos momentos de grandes alegrias Embora o sofrimento nos tenha marcado Mas a nossa vivência foi de muita harmonia E os momentos tristes com ela foi sepultado
Amei com ternura essa grande mulher Meu pensamento por ela se fez prisioneiro E vivendo da felicidade que tanto se quer Fui sem dúvida seu homem, seu companheiro
E mulher igual a minha Teti nunca encontrei Tive seu nome no coração a fogo gravado E foi com essa mulher que eu mais me realizei E sei que por ela também fui muito amado
E quando a lembrança dela me chega à memória Rebusco ansioso perdido em nosso passado Momentos felizes que compôs nossa história E que para sempre na alma os tenho gravado
À Amarília Couto No jardim da vida vislumbrei Uma flor de essência rara Foi então que eu me inspirei Para homenageá-la, onde a voz cala
Sussurros que se ouve,é do pensamento Que tenta da alma algo arrancar E nesse mundo de extenso encantamento Simplesmente deixei meu coração falar
E hoje, como ontem e até no amanhã Será de pouca valia querer demonstrar Pois, por maior que seja o meu afã Nunca conseguirei fielmente me expressar
Mas a única coisa realmente que importa É poder agradecer a vida esse presente Abriste Amarília, do meu coração,a porta Numa existência que da vida se achava carente
Talvez nem compreendas o que hoje te falo Mas é que da vida eu pouco pude receber A tua amizade para mim foi mais que um fato É algo que a Deus não me canso de agradecer
Obrigada Amarília pela tua singela existência Onde com muito carinho a vida me presenteou Se insisto, as vezes com certa veemência É apenas querendo demonstrar teu precioso valor