domingo, 19 de fevereiro de 2012

A Máscara Do Meu Fingimento


No carnaval dessa minha insuportável existência
Para todos a máscara eu vesti... Menos pra ti
Nunca encontrei sentido nem tão pouco coerência
E no bloco da vida... Mesmo cansada não desisti

Foram tantos os carnavais da vida que passaram
E eu iludindo ao mundo fui sempre prosseguindo
Num frasco de lança-perfume meus sonhos se ocultaram
E nesse desfile cruel,os passos da vida fui seguindo

E mesmo embriagada pelo perfume do abandono
Deixei escorregar a máscara do meu fingimento
E cada lágrima que rolou ao viver tantos outonos
Não conseguiu fazer-me deixá-lo cair no esquecimento

Hoje o meu carnaval não tem na verdade nenhum sabor
E que no bloco da vida cansei de pra todos desfilar
Mesmo que eu retenha de tantos blocos só o amargor
Ainda assim a máscara do meu fingimento irá perdurar

3 comentários:

Mônica Freitas Vidal disse...

Lindissimo poema Gil, e reflexivos também!!!

SOL da Esteva disse...

Gil, Querida

Um Poema do Carnaval que é todo uma Vida.
Quase um grito de revolta, mas de alguma passividade.
Cada um tem a personalidade com que nasce e não deve ceder ao "parece mal".
A vida, é nossa; nós fazemos parte do todo, mas não somos sujeitos aos imperativos do ter que parecer.
Gosto da abordagem e considero-a como um aviso e um meio para se reflectir.


Beijos

SOL
http://acordarsonhando.blogspot.com/

Zé Carlos disse...

Gil querida, comecei a ler coisas menos doloridas no seu Blog, principalmente quando vejo "E no bloco da vida... Mesmo cansada não desisti".

Seja muito feliz menina e vai um abraço do seu amigo ZC