quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Aos Pequenos Indefesos


Ouço o suave gorjeio de um pássaro
E este parece estar muito feliz
O vejo saltitando entre os galhos
Me recriminando por me sentir infeliz

Naquele pássaro revejo outra imagem
Que o tempo nunca conseguiu desfazer
Uma pedra atirada levando vantagem
Fazendo um feliz pássaro morrer

Nunca consegui essa cena esquecer
Pois naquele momento venceu a maldade
Quando o pássaro talvez só quisesse comer
Mas uma mão infame cometeu uma atrocidade

Quantos animais indefesos têm perecido
Ante a mão miserável do seu agressor
Ou mesmo ante o olhar sem princípios
Que bem poderia ser um bondoso salvador

Mas o homem,quase sempre um ser perverso
E muitos dos quais até deveriam ser
Dessa maldade tão somente o inverso
Pois assim os pobres animais poderiam viver

E os animais de rua sempre tão só e indefesos
E sempre trazem no olhar mistura de amor e solidão
Se eu pudesse realizaria os seus desejos
Pois eles só querem amor um abrigo e salvação

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