quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonhos Desfolhados


As vezes me sinto tão sozinha
Sem coragem e bem mais perdida
E retrocedendo diante de tudo.
E essas lágrimas nunca resumidas
Parecem desfolhar os meus sonhos...
E nessa agonia ainda me proponho
Igualmente nos versos que componho
A desdenhar-me nos percalços da vida

E então eu percebo estar realmente só
Pois não existe nesse momento ninguém
Que tenha para mim um pouco de atenção
E logo vou percebendo também
Que por mais que essa verdade me doa
Ouvir esse grito calado que na alma ecoa
Será mais uma música triste que se entoa
Por cada minuto que se espera e nunca vem

E sinto que durante cada sonho
Mil verdades se perderam no ar
E realmente nunca terei como saber
Se alguma vez eu pude me calar
Diante de tudo quanto pensei
E que por tantas vezes eu chorei
Por ver que tudo quanto sonhei
Se desfez como bolhas no ar

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