quarta-feira, 7 de março de 2012

ESSAS RUGAS






Essas rugas, hoje percebidas
Não são nenhuma marca qualquer
São marcas profundas e adquiridas
Nesse meu longo estágio de mulher

Longas noites em claro por alguma razão
Som de choro, que inevitável me despertava
São os acúmulos de risos e choros no coração
Que por vezes eu mesma em nada acreditava

As preocupações com o bem estar da prole
E os desejos do esposo e o seu jeito de amar
Anseios por cada sonho que o destino tolhe
Tristezas com a vida que tão bem soube me maltratar

Essas rugas que hoje aceito tão naturalmente
Até ontem, rios de lágrimas por elas eu soube despejar
Mas são elas que testemunham de fato e tão somente
As muitas angústias que um dia me fizeram chorar

São essa marcas que até me fazem de tudo me orgulhar
Pois cada sulco esconde os muitos segredos
E os muitos sonhos que pela vida tive de guardar
São elas finalmente que me mostram que venci os medos

E delas nunca vou poder com razão me queixar
Pois com orgulho digo: Cada uma me fez crescer
E cada lembrança guardada, só faz acrescentar
Que compreendo o valor que elas têm no meu viver

Um comentário:

Ma Ferreira disse...

Oi Gil....

Bem oportuna sua postagem nesta comemoração do Dia Internacional da Mulher..que por sinal é todo dia!!
Te deixo meu carinho...amei teu poema!!

 
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