quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Confissão


Essa cor plúmbea que vejo no céu
Tal qual está esse meu coração
Até parece de manso tecer um véu
De tristeza nessa minha emoção

O silêncio que minha alma cala
Parece queimar com lentidão
Cada segundo que a voz não fala
Impedindo sempre a vez da razão

E num soluço já quase mudo
Busco teu olhar com sofreguidão
E para quem do nada fez um tudo
Deixo falar ao menos meu coração

E nessa razão já quase louca
Ouço o esgar de uma outra razão
Fechando os olhos sinto tua boca
Quase beijando-me nessa emoção

E um louco e inquieto desejo
Aflora os instintos meus
Mas em seguida eu logo percebo
Que meus desejos já não são teus

É a chuva do desgosto que de manso
Vem caindo sem qualquer segredo
E mergulhada nesse anseio me canso
De querer vencer esse teu medo

Já não há brilho nessa minha emoção
Enveredo-me pelos caminhos do talvez
Quem sabe eu ainda sinta a sensação
Que me leva a essa eterna embriagues

E assim em cada lágrima vertida
Há um sorriso pronto para brotar
E minha alma mesmo enternecida
Já não te pedes para me amar

Pois já não quero mais sofrimentos
Incertezas também já não aceito mais
Não desejo apenas loucos momentos
Só quero que me ames se fores capaz

Que juntos enfrentemos a solidão
Esqueçamos da dor e dos tormentos
Que não exista receios nessa emoção
Abriguemos apenas doces momentos

2 comentários:

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Gil Ordonio disse...

Texto original: Tradução: inglês » português
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