segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Saudades De Um Tudo


Um amanhecer triste e solitário
Parece abrir os longos braços para mim.
A noite, como sempre foi longa
E a madrugada mais fria que de costume.

Olho para o horizonte... Nuvens plúmbeas
Parecem saudar-me de forma como a dizer-me
Que compreende o quanto tenho
A alma taciturna e sem esperanças.

Um choro me tira desses momentos angustiosos...
Aproximo-me do berço e percebo um semblante
inocente, que está a dormir.
Provavelmente o choro rápido
Tenha sido causado por algum sonho...
Observo-a mais um pouco,
A tranquilidade, porém, parece ter sido
readquirida.
Volto para os meus pensamentos
E minhas saudades ressurgem com mais
intensidade.

Onde estarás nesse momento?
O que será que estás a fazer?
Talvez tenhas despertado e estejas pensando
em mim... Após algum sonho romântico
ou sensual...
Ou quem sabe estás a sonhar com
novas e doces ilusões...

Nesse momento uma chuva fina começa a cair...
Saio pro jardim, e me deixo tocar pela garoa.
De repente a chuva torna-se forte
E desaba um aguaceiro
e sinto meu corpo fremir... não de frio
Mas de desejos insaciados.

Levanto o meu rosto e deixo a chuva
se misturar as minhas lágrimas
que principiaram a cair...
Apenas a minha alma chora nesse momento...
Chora de saudades... Saudades de tudo,
de nós dois...

Maio de 1979

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