terça-feira, 1 de maio de 2012

UM SONHO DISTANTE




E hoje estando a flutuar em desejos
Me perco pelas sombras do que me deste
Anseio pelas madrugadas pelos teus beijos
E por cada carícia que em meu corpo fizeste

Tentei de uma maneira  quase sem igual
Te arrancar da minha vida de qualquer jeito
Mas percebei ser em vão e até mesmo anormal
Já que não consigo te tirar do meu peito

Hoje, em muitas vezes o sinto um sonho distante
Que mesmo desnorteada  ainda tento abraçar
E por mais que eu não queira vejo como é diferente
Quando entre duas pessoas algo precisa acabar

Meu desejo quase desgastado, já adormeceu
Na mansidão dessa minha inquietante espera
E por mais que queiras, ele resiste, não morreu
Como uma lembrança insólita dessa minha quimera

Agora, pela vida á fora eu finjo o que não sou
E é provável que também até finjas quem não és
De nós dois quem será que se considera ganhador
Se não sabes quem eu sou e eu não sei quem tu és?

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