quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Forma Singular


Por que insisto em te lembrar
Se nada de diferente acontece?
É porque esta é a forma singular
De dar vida ao que não se esquece

Pois sempre que estou te lembrando
Vou sentindo-o cada vez mais perto
E mesmo que isso em nada vá mudando
É na verdade o que ainda mais quero

Lembrar-te me faz reviver em detalhes
O que sempre tenho buscado não esquecer
Eu o tenho gravado na alma como um entalhe
Embora seja um nome que muito me faz sofrer

E não importa quão grande seja o sofrimento
Que as tuas lembranças possam provocar
Pois bem mais doloroso seria o esquecimento
De uma dor que na verdade me ajuda a continuar

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