quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um Grito Calado


Eu já não sei mais o que vou fazer
Para fugir da solidão que me apavora
Uma dor quase física chega a me doer
A cada momento meu que está indo embora

Serão dias incontáveis e noites também
Que pressinto o meu sofrimento irá crescer
E tudo por saber que em minha vida porém
Haverá uma ausência que só me fará sofrer

E sinto as lágrimas o meu rosto banhar
Por sentir no peito a saudade que consome
Pois não terei mais das minhas noites o luar
Que tinha para mim apenas um outro nome

Você que na minha vida entrou sem pedir
Dela passou a fazer parte como por encanto
E não aceito que possas dela também sair
Pois se assim acontece, triste será meu pranto

E em cada novo e melancólico entardecer
A dor em mim se fará muito mais presente
Pois não terei mais diante de mim você
Agora da minha vida estás tão mais ausente

E a noite irá surgir mergulhada no tédio
Buscando quem sabe a minha dor aumentar
E nos braços da solidão não terei o remédio
Que possa desse sofrimento um dia me curar

E então um grito calado ecoará na noite
Tentando em desespero a minha dor sufocar
Mas a tua ausência só aumentará os açoites
Que constante a minha alma vive a dilacerar

E viverei nessa interminável peregrinação
Querendo da vida bem mais do que vier
Pois essa angústia que cresce em meu coração
Só findará se o destino de volta lhe trouxer

Um comentário:

Edilma Cavalcanti disse...

esse poema mim fez lembrar-se de uma pessoa muito especial. talvez um dia eu possa reencontrá-la... a saudade é avassaladora... mas deus sabe de todas as coisas...bju