quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Quem Sabe


Outra vez mais, que me sinto sozinha
Com os meus pensamentos flutuando
Mergulhada nessa sensação mesquinha
Da realidade eu vou me distanciando

E nessa tristeza amarga e tão dolorida
Que ofusca da vida qualquer brilho que seja
E nessa razão de razão já tão destruída
Vou observando cada tentação que me chega

E as vezes do infortúnio, indiferente
Que na minha alma busca se alojar
Penso que tudo seria bem diferente
Se minha alma não vivesse a chorar

E dividida entre o que fui e hoje sou
Contrariada diante de faces tão iguais
Percebo que realmente eu nunca estou
Livre dessas sensações tão desiguais

E vou me sentindo derramando na tristeza
Deitada sobre os escombros do que restou
E perdida como aquela criança indefesa
Que sabe que até mesmo a vida lhe enganou

E esse soluço tão calado que em mim ecoa
Retumba na alma como um trovão ensurdecedor
E sinto que nessa vida o que mais me magoa
É pensar que um dia nem mesmo você me amou

E nessa mistura de sentimentos indefinidos
Vou fazendo do destino meu cruel algoz
Se me procuro até mesmo em ritmos perdidos
É que já perdi o som da minha própria voz

E continuo buscando nesses meus momentos
Algo que possa me trazer de volta a paz
Quem sabe eu consiga superar esse tormento

Onde cada dia minha esperança se desfaz

2 comentários:

silvana disse...

Você passou por mais uma etapa na vida. Pense e tenha a certeza que és vitoriosa. Parabéns!

Edilma Cavalcanti disse...

hey Gil, ficou fabuloso!! É a minha cara...quando li... imaginei....poxa essa foi profunda...bju

 
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