sexta-feira, 3 de outubro de 2014

GUARDAMOS CALADOS



Estou só... Estranhamente só
Na alma paira um estranha gelidez
Na garganta vejo se formando um nó
Meu corpo tem do desconhecido a rigidez

Olho para trás nada consigo vislumbrar
Se olho para a frente só dor eu vejo
Onde deixei meu sorriso que vivia a espocar?
Se escondeu... Por certo teve do tempo, medo

O que fazer com a espera que nunca termina?
Onde embalar meus sonhos mais pueris
Nada no tempo e na minha mente se combina
Tenho o corpo a cabeça e a mente febris

Até onde conseguirei segurar esse martírio?
Ninguém a essa pergunta saberá responder
Continuarei vagando perdida nesse delírio
Que tem levado a minha vontade de vencer

Vencer essa agonia miserável e tão atroz
Que brinca, se rindo de mim e dos meus ais
Não sei que nome eu darei a isso tudo que nós
Guardamos calados na espera  de algo mais

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