O vagabundo na esquina De roupas rasgadas e pé no chão Não quis para si essa sina A de manter estendida a sua mão
Esmola por um pedaço de pão E sempre faminto ele está As vezes a alegria visita seu coração Sempre que consegue em pensamentos voar
Mas esse pobre homem tão desprezado Já teve na vida uma situação melhor Mas o destino lhe foi desgraçado E agora vive numa situação de penúria só
E o tempo pra ele sempre vai passando Mas em sua vida nada tem melhorado Quem sabe o infeliz esteja pagando Por algo que não devia ter provocado
Mas isso é algo que não compete a mim Por qualquer razão querer a ele julgar Só acho triste alguém ter esse fim Que só é feliz quando consegue sonhar
E sempre está sonhando com uma mesa farta Roupas cheirosas, cama macia,vida decente Mas talvez as suas alegrias fossem parcas E desconhecesse até o amor, infelizmente
Mas ser vagabundo, nem é essa a questão O que vejo é um olhar triste e ausente Por certo háfome de amor em seu coração Transformandoó ainda mais num descrente
Noites insones e misérias constantes Assim tem sido a vida desse pobre infeliz E nos momentos as vezes um pouco alucinantes Chora por sobre a alma essa vida que nunca quis
Hoje parei diante de um espelho E o que vi me deixou enraivecida Minha pele perdeu toda a vivacidade Só restou uma tez pelo tempo destruída E vi desfilando à minha frente todos os anos Onde sinto que não sobreviveu nem meus arcanos Pois vi diante de mim,como um pesadelo,caindo o pano Que por anos havia encoberto toda uma vida perdida
O tempo cruel me deixou marcas muito profundas Mas a insônia por tua ausência também foi causador Desse aspecto tão cansado de uma vida tão sofrida Que se deixou abater pelas agruras de um amor Essa é uma constatação, para mim deplorável Se esgotaram meus anos, meu tempo memorável Só me restaram as marcas do tempo, que implacável Me deu essa visão que simplesmente me transtornou
Esqueci que o tempo passa e a velhice chega Nunca me imaginei assim... Me senti diferente Perdi-me no contar dos anos... não os vi passar E eles por mim passaram de forma inclemente Não sei para mim o que possa ser pior do que vi Se ter descoberto agora que no tempo me perdi Ou porque esse é o reflexo de uma vida que vivi... Vida vazia, sem sentido...Que deixei na dor naufragar
Essa é uma etapa da minha vida Que preciso encerrar com urgência Cansei de ser por tantos esquecida Perdi meu elo com essa existência
Minha vida foi uma eterna busca Que em nada me valeu ou me fez feliz Perdi meu tempo nessa incansável rebusca Pois toda lembrança me deixava mais infeliz
E não posso continuar nesse tolo sacrifício Onde a minha alma morre cada vez mais só E sinto que tudo isso só levou ao exício Da minha alam que me faz agonizar sem dó
Devo buscar a paz e não o sofrimento Até eu preciso um pouco melhor me entender Se só se vive uma vez, que venha o esquecimento Descendo sobre tudo aquilo que me lembre você
Se eu pudesse parar o tempo Desfazer as dores que trago na alma Se eu pudesse transformar meus lamentos E ter meu espírito envolto na calma
Faria do tempo meu fiel escudeiro e nas muitas mágoas eu poria um fim Talvez eu até gritasse para o mundo inteiro Que finalmente eu não mais teria dó de mim
Não precisaria às escondidas correr Para meu choro ninguém alcançar Não viveria a sonhar tanto com você Pois eu o teria no meu leito a me amar
Não mais sofreria pelas madrugadas Nem a sua ausência eu teria para chorar Eu sentiria a minha alma enlevada A cada manhã quando fosses me amar
Ah! se eu pudesse parar o tempo enfim Nãomais precisaria de sonhos viver Eu teria finalmente só para mim A única coisa que quero que é você
Se o tempo eu pudesse parar O faria num momento muito especial e eu poderia amar de forma singular E a cada gozo um gemido triunfal
Nessa tarde de sons tão saudosos Apreciando a bucólica paisagem Sentindo meus cabelos revoltosos Sendo sacudidos pela aragem
Tranco o coração num soluço embargado E revejo meu passado quase sem emoção Aumentando a dor do meu existir amargurado Ao lembrar cada sonho perdido,cada ilusão
Minha mocidade passou e eu nem percebi a maturidade me abraçou sem nenhum prazer Até parece que nenhuma emoção eu vivi Tal a força do meu desprezo pelo meu viver
Sempre busquei em cada momento reter As lembranças que me faziam prosseguir Percebi que apenas eu vivi por viver E isso foi o tudo que eu pude conseguir
Hoje o som dessa brisa nem tão suave Me enche de tédio e também de rancor Cada som,lembra a dor que trago num entalhe Por uma vida sempre tão vazia... Vazia de amor
E até confesso com uma certa amargura que nem mesmo por você me fiz entender E hoje agonizo nas sobras da minha loucura Que foi passar a minha vida toda amando você
Uma prisioneira infeliz e desgraçada É tão somente isso o que sou realmente A melhor parte de mim, tive destroçada Agora já posso encarar tudo friamente
A princípio achei que havia algo errado NO meu modo de pensar e também de agir Eu parecia viver num mundo encantado Talvez porque eu nunca vivi,apenas existi
Querer ser livre e correr como criança Poder sonhar sem medo de qualquer pesadelo Deixar-me envolver pelas minhas esperanças E nenhum momento ruim eu chegasse a vivê-los
Mas a minha existência foi sempre de enganos Acreditei...Pensando que era também amada Ent;ao percebi ser melhor esquecer meus arcanos Pois na minha vida nunca teria uma linda alvorada
E hoje, ao olhar para o meu ontem percebo Que fui apenas umamarionete do destino E é sem receios que eu até me atrevo Que fiz do meu existir um grande desatino
E um dia quem sabe eu até possa entender O que nunca aceitei por uma forte razão Faltou algo especial pra mim, faltou você Que preencheria esse vazio do meu coração
Quanto tempo dessa minha vida, perdido E mesmo assim eu nunca consegui nada mudar Talvez fosse melhor que eu nem tivesse nascido De que serve existir, se apenas posso calar
Amei um dia sem nem mesmo entender O que nascia tão forte dentro de mim Era algo grandioso, mas pouco o pude viver Na verdade, esse foi o começo do meu fim
Passei por situações muito conflitantes E vi aos poucos minhas forças se esgotar As amarguras me chegaram, e eram bastantes E triste vi minha vida no dissabor se afogar
À minha volta crescia os desgostos e a desilusão O que me era tão caro, aos poucos vi esmaecer Eram sofrimentos muito grandes para o meu coração E foi assim que eu vi meus maiores entimentos morrer
Hoje, dividida entre a razão e o frio despertar Vou me deixando ser levada pelos acordes da vida Outra chance não terei para nascer, viver e amar Mas espero ao menos não ser por você esquecida
Tentei desesperadamente a toda quimera sobreviver Mas um dia percebi ter a minha alma acorrentada bem sei que nunca haverá um alguém que possa entender O porque de eu ter nascido livre e me sentir aprisionada
Tantas vezes que eu passei a me perguntar O que foi que até hoje eu fiz na minha vida E hoje eu respondo sem nenhum medo de errar Que tudo o que fiz foi deixar-me perdida
Perdida ao buscar com uma certa sofreguidão Os muitos sonhos que deixei-os perdidos no ar E são os maiores sonhos que habitam meu coração Que incansavelmente, vida, continuo a lhes dar
E não importa o tempo que venha a passar Nem em que situação tudo ainda esteja Pois essa sede que sinto ao lhe lembrar Tem sido uma constante nessa minha peleja
E haja sonhos para serem tão bem lembrados, E os mais ternos são os que não quero esquecer Pois esses,sei que ainda os terei realizados E todos eles serão compartilhados com você
Nessa manhã há uma fria monotonia, Um tédio que se arrasta sem dó Já não ouço dos pássaros a alegria Tudo ao meu redor está triste e eu pior
Ao escrever, vejo imagens que me fazem pensar Em tudo que pela vida eu precisei esconder Sempre foram muitos sonhos e o desejo de lhe amar Tudo na vida só fazia sentido se eu tivesse você
Fecho os olhos e o barulho da chuva que cai Aperta-me o coração causando-me grande dor Volto no tempo,e lembro de alguns anos atrás Quando comecei a viver uma linda história de amor
Me lembro quando chegavas sempre tão sorridente Mas com o olhar perscrutador parecendo indagar E o fazias sempre de uma forma muito premente Mas logo procuravas matar a saudade de me amar
E no meu olhar a resposta que até hoje permanece Ele não consegue negar o que pouco soube demonstrar São coisas que nessa vida a gente nunca esquece Como até hoje eu sei que também vives a lembrar
Ouvindo o barulho ensurdecedor da chuva que cai Penso como sempre, em você que um dia se foi Soltando um suspiro liberto todos os meus ais Que sufoca meu existir por tudo que ficou pra depois
Essa liberdade de pensamento que sempre atrofia Os muitos sonhos dos quais a maioria vi ruir E neste ínterim perdi a essência das minhas fantasias Esquecendo finalmente a vontade, de não mais fingir
E todas as vezes que a chuva a minha janela vem bater Penso em você que silenciosamente da minha vida saiu E como nenhuma outra coisa consigo mesmo fazer Continuo só pensando em nós, desde que você partiu
E mesmo que um certo dia tenhas retornado Na inútil esperança de poder me levar Sentisses o rumo diferente em nossas vidas tomado Enterrando assim a última chance de comigo ficar
Hoje para você, provavelmente nada mais faz sentido Já que novos rumos nossas vidas veio a tomar Mas nós, ainda conservaremos os muitos desejos proibidos Que na vida guardaremos sem nunca a ninguém machucar
Perdida nesses inconstantes devaneios Tentando de alguma forma salvar Mesmo não tendo nesse momento meios Para eu poder finalmente lhe encontrar
Mas continuo com calma, sempre lutando Para não permitir a minha mente apagar Toda essa loucura que vivo recordando Pois foi nessa loucura que aprendi a amar
E em cada gesto e atitude que à minha mente vem Vou sentindo pelo corpo um enlouquecido fremir E cada vez mais percebo que nunca haverá um alguém Que consiga repetir o que você sempre me fez sentir
Os anos irão passar... Mas eles sempre me lembrarão O que nunca, por um minuto sequer tentei esquecer Pois conseguisses ficar marcado a fogo no meu coração É que eu sei que para mim nunca haverá alguém como você
Hoje, que a vida para mim pouco importa Onde muito pouco consegue fazer sentido Hoje, que a minha alma as vezes só comporta As ruínas de todos os meus sonhos destruídos
Agora que cada pensamento num fio se esvai Mergulhando nas mais profundas nostalgias Onde cada um dos meus desejo a todo instante cai Sempre se perdendo ofuscado por falsas alegrias
Hoje, que busco até com certa sofreguidão Entender tudo o que trago na alma difuso Tentando reter no recôndito do meu coração Tudo aquilo que as vezes me parece tão confuso
E entre os sonhos e a realidade tento alcançar O que busco nesse meu perdido e incansável querer Pois tudo o que quero é outra vez lhe amar Pois sinto que continuo cada vez mais amando você
Ei-nos frente a frente como eu sempre quis... finalmente Até parece que tanto tempo para nós é que nunca passou Diante de mim...Ela, olhar apertado, sorriso de escárnio E você... Objeto de tantos sonhos que não se realizou Em nosso olhar crepita os muitos desejos reprimidos E todos os nossos sonhos planejados e esquecidos Tudo a nossa volta pelo tempo quase foi destruído Nos negando qualquer chance de reviver esse nosso amor
Mas eis que agora eu finalmente vejo acontecer Esse reencontro tão ansiado para nós dois Eu sei que muito tempo foi preciso esperar Mas quis o destino deixar sempre para depois E hoje, desde que pelo destino fomos separados E até quando eu sentia ser esse amor obsecado Após ter tido pela vida os nossos sonhos rejeitados Sinto que nem a distancia,desfez desse amor o que sempre foi
Agora, diante desse passado que me é sempre tão presente Vejo nesse olhar(dela)que insiste em me dizer Que não adianta insistir...E disso já não posso fugir Pois sabemos ser ela quem tem a você E eu como sempre me ponho a imaginar Em toda a crueldade que a vida soube me reservar Já que não tivesses forças para nossa história continuar Pois fosses com certeza um fraco ao acaso obedecer
Embora nesse nosso reencontro deixas bem claro Que ninguém, nem mesmo o tempo irá conseguir Por em nossa história um ponto final E já que nada, nunca conseguirá destruir O que em todo esse tempo conseguimos conservar Pois um amor como o nosso jamais se extinguirá Mesmo que por ele não fomos capazes de lutar Mas sabemos que em nossas almas nunca deixou de existir
Se passaram alguns anos,onde eu fiquei sem lhe ver Mas agora, revendo-o, confesso que o achei bem melhor E isso meu amigo, é porque Deus nunca abandonou você Mesmo quando em alguns momentos tenha acontecido o pior
Pitágoras, a saudade muitas vezes em mim bateu forte Mas eu sempre vou deixando as muitas coisas pra depois E para minha alegria por providência divina e não da sorte Eu vi chegado o momento para grande alegria de nós dois...
Meu querido amigo, pelo tanto que nesse tempo lhe conheço As muitas e duras provas que passasses, foram imerecidas Mas para a alegria dos que realmente lhe amam, o desfecho Para muito lhe serviu, pois deu testemunho da sua vida
O diabo ousou lhe afrontar de forma indigna e ferozmente E sabemos,fazendo uso de um leviano instrumento qualquer Mas Deus o orientou e vencesses ao lutar tão bravamente E o diabo foi derrotado, mesmo tendo sido em forma de mulher
E hoje, após essa batalha tão desumana e cruel Seu semblante volta a brilhar com bem mais esplendor Apesar das crescentes decepções,o nosso Deus é fiel E para a honra e glória do Senhor...Lhe fez um vencedor
Eu sinto uma raiva quase incomum Quando vejo um animal sendo maltratado Se eu pudesse os castigaria, um por um Esses seres tão miseráveis e desgraçados
Causam dor aos animais sem compaixão Até parecem que se julgam sempre impunes Imagino que não tenham sequer coração O que apenas aumentam mais meus queixumes
Não suporto o olhar de dor que as vezes vejo Num pobre animal quando se acha acossado É essa expressão de sofrimento e medo Me incentiva a nunca deixá-los de lado
Não entendo dessas pessoas tanta perversidade E são essas pessoas que ainda se julgam humanos E isso tem acontecido em várias classes e idades O que me causa mais nojo e raiva desses desumanos
E não consigo encontrar apropriados adjetivos Que eu possa qualificar esses monstros indesejados Sinto que são seres,para a sociedade, ofensivos Como um câncer que corrói os menos afortunados
O tédio tem invadido o meu mundo Numa letargia amarga e cruel E até penso ouvir de modo profundo Minha alma chorar envolta em fel
As horas que se arrastam são infelizes Nada há que faça uma diferença qualquer As vezes julgo ser culpa dos deslizes dessa minha alma irrequieta de mulher
E essa tarde de domingo já tão perdida Como a maioria do que existe em meu viver Nada surge que possa fazer na minha vida Um sonho a mais onde eu possa escolher
O que vejo nesses meus dias tão sem sentido É o desgosto tomando formas sem receios E a cada novo dissabor que tenha surgido Tem sido apenas um entrave nos meus anseios
Anseios que povoam enlouquecidos meu coração Que o destino os vai criando sem perceber Que minha alma no existir só encontra a razão Quando se perde em delírios pensando em você