quarta-feira, 13 de abril de 2011

Morrer Aos Poucos


Eu hoje amanheci como sempre
Uma mente cansada num corpo exausto
As vezes até me sinto como um demete
Vivendo aérea... De um modo falso

Eu sei que essa vida é como morrer
Morrer as poucos... Todos os dias
E não há como ser diferente,pois sem você
Não há como encontrar na vida mais alegria

Em tantas vezes chego mesmo a pensar
Que estou com uma doença incurável
É como se a cada dia ela fosse me matar
Mas pra mim esse é um mal indispensável

Ainda ontem a noite ao chegar em casa
Vi diante do espelho do meu quarto, refletida
A imagem de um olhar morto,e este ardia em brasa
É que eu vinha pensando em você...Sempre perdida

E eu sinto que a cada dia que vai passando
Aumenta cada vez mais esse meu grande desejo
E assim vivo no tempo sempre buscando
Um jeito de finalmente vencer esse meu medo


Medo de nunca chegar a conseguir
Vencer o tempo, a distância e até a morte
E conseguir finalmente de uma vez decidir
Jogar duro contra a vida e contra a sorte

Tem sido para mim quase enlouquecedor
Fechar os olhos e lhe ver,abrir os olhos e lhe ouvir
Aumentando de forma descomunal essa minha dor
Pois eu sempre o vejo,o ouço,e penso até o sentir

Sentir as suas mãos sempre me tocando
E seus lábios com volúpia a me beijar
Se durmo sonho com você me amando
E se estou acordada o vejo de mansinho chegar

E nesses momentos tão fora da realidade
Que m fazem abraçar ainda mais minhas fantasias
E embora eu saiba que essa quase fatalidade
Só deixará falsas esperanças a minha mente doentia

Nunca pensei de um dia ainda dizer
Que nasci marcada de forma descomunal
Por amar assim como louca a você
e saber-me infeliz até o meu momento final

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