Houve uma época em que éramos muito amigos Dessas amizades que nada consegue separar Esse laço sempre nos manteve tão unidos Que muitas vezes até dava o que falar
Mas infelizmente já não é mais assim É que os problemas do teu cotidiano Parece ter posto a tanta beleza um fim Já não há espaço para algo tão puritano
Hoje,o seu silêncio as vezes é tão gritante Que transborda de tristeza os dias meus E talvez por nos encontrarmos meio distantes Tenho sentido a sensação de um breve adeus
Quisera que um dia consigas um pouco de tempo Só espero que não seja um pouco tarde demais A vida, as vezes é como uma vela acesa, ao vento Um sopro mais forte e tudo dessa vida fica para trás
Pode até ser que infantil eu esteja sendo Ou quem sabe, até mesmo um tanto dramática É que na vida,tempo não posso estar perdendo já que nem saúde deixa de ser uma problemática
Dentro de mim surgiu uma grande tristeza Dessas que não sabemos no que vai dar Ela é contínua e minha única certeza É que por muito tempo não irei suportar
Ela desestrutura todos os meus sentimentos E a sinto como se tivesse vindo pra ficar Como se não bastassem todos os meus tormentos Esse é um daqueles que só sabe as vidas arruinar
Ela as vezes invade a minha alma de forma tão cruel Que penso que o melhor mesmo seria eu nem existir E sinto-a transbordando na minha vida como um fel Que eu aos poucos vou sorvendo sem nada exigir
E ela quando me chega assim tão forte e sorrateira Minando qualquer resquício de parcas alegrias É como se fosse assim, uma respiração derradeira Sem nenhuma chance para o nascer de um novo dia
Aconteceu... Mas precisamente há alguns anos Quando uma certa jovem pra vida, cedo morreu Em seus segredos foi aos poucos se enterrando E assim,o melhor da vida ela pouco conheceu
Nela, o fogo da vivacidade nunca se alastrou Ao contrário... Ele pouco a pouco sucumbiu Num monte de cinzas aquela vida se transformou Pois foi esse o preço que o destino lhe exigiu
Com o passar do tempo ressurge das cinzas,afinal Mas não conseguiu brilhar, como ela sempre o fez Aquele renascimento tinha tudo para ser triunfal Na verdade ela parece ser outra criatura,dessa vez
E não importando quanto tempo nas cinzas permaneceu Já que o seu olhar desbotara,da vida perdera o sentido Quando da tormenta desse amor que ela um dia conheceu Mas esse sentimento resistiu,e no tempo não foi destruído
Hoje, fazendo uma análise da minha vida Descobri que o tempo pra mim tem passado Mas eu continuo aqui cada vez mais perdida Em muitas vezes sem noção do certo e do errado
Perdi o que julgo ter sido o melhor dos anos E o tempo da minha juventude passou muito rápido O amadurecimento me encontrou mergulhada nos arcanos Para mim a velhice se avizinha como um mal presságio
E mesmo que eu tenha tentado,ainda hoje não consigo Mudar ao menos um pouco o rumo dessa minha história Os anos vêm e se vão... E sempre são anos perdidos Pois nada consigo mudar nessa minha vida simplória
Amigos eu quase não os tenho, ou até acho... Os perdi Pois sempre fui vivendo dessa forma,quase invisível Tão invisível quanto os anos que eu nem os senti Quando passaram tristes, cruéis de forma impassível
Esqueci de viver cada um deles quando chegaram E passaram por mim só deixando algumas marcas No meu mundo vazio quase nada esses anos deixaram E isso eu sempre percebo nas minhas horas vagas
Não sei em qual esquina da vida O meu amor próprio se desvencilhou E cada situação se tornou menos sentida É que em mim mais nada havia, só dor
Sempre fui tão sorridente e feliz Pouco conseguia me entristecer E quando eu menos esperava e pouco quis Chegou de repente na minha vida, você
E num êxtase de mágica explosão Em pouco tempo me arrebatasses Para um mundo de profana emoção Mas quando devias...Não parasses
Da vida muito apanhei...Sem compaixão E nada fiz para evitar as muitas dores Não demorou muito mergulhei na solidão E no silêncio do que poderia ter sido amores
Nunca mais consegui ser o que fui outrora E assim num iceberg à deriva me transformei E foram tantas as vezes que pensei ir embora Em busca do maior sonho que na vida sonhei
Mas aqui fiquei e aos poucos me anulei Meus sonhos em pesadelos se tornaram E vi ser impossível o que sempre busquei A alegria e a esperança me abandonaram
Continuei a passos estreitos e tortuosos Querendo da vida só me esconder E aquele meu olhar dantes tão cobiçoso Se perdeu na distância levado por você
Não mais se ouviu aquele riso cristalino Que um dia a muitos, tanto encantou Na minha vida o grande se tornou pequenino E o pequeno com o tempo se apagou
Novos rumos fosses dando em sua jornada Eu aos tropeços continuei a caminhar Pelo prazer nunca mais fui abraçada Meu viver se resumiu apenas em sonhar
De sonhos em sonhos voltaram os pesadelos Mas meus sonhos ainda tentei perseguir Desses a maioria nunca pensei em conhecê-los Apenas na minha mente eu os via surgir
Dei-lhes vida, mesmo na forma imaginária Pois mais nada me restava a fazer E foi da maneira mais inocente e primária Que senti que o meu maior sonho ainda era você
Quantas vezes pensei da vida desistir Mas covarde... Pela vida me deixei levar Nunca mais tive o prazer de sentir Que valia a pena por algo lutar
E embora eu sempre tenha lutado Mas isto nunca me tornou melhor É que o meu mundo estava acabado O que tornava tudo bem pior
Levada talvez por estranhas sensações Fui me perdendo cada vez mais Enterrando-me num mundo de falsas ilusões E dessa forma fui aos poucos perdendo a paz
Hoje, diante de mim vejo que está tudo perdido Minha alma que vive em constantes desencontros Põe nos meus lábios um falso sorriso Camuflando o que até hoje agoniza nos escombros
Escombros de uma vida tão vazia Mergulhada no tédio e na solidão Vida perdida, sem ter alegrias Só tendo amarguras no coração
É dessa forma que a vida eu vejo Sempre tentando a tudo esquecer Mas afirmo sem receios e sem pejo Que isto não se aplica a você
Perdi na vida o melhor que em mim havia E infelizmente nunca o pude recuperar Mas talvez eu disso também já sabia Quando esqueci de outra vez amar
Na maturidade eu até que muito aprendi E mesmo sem nunca parar de pensar em você Continuar a sonhar é opcional, foi o que escolhi Quando descobri que nunca deixei de lhe querer
Contradizendo todas as regras existentes Percebi até com uma certa emoção Que de todas as formas, até as indiferentes Me faz conservar um grande amor no coração
Quando menina achei estranho e até assustador Conviver com alguém de sentimentos tão fortes E eu simplesmente era o seu primeiro amor E era o mais belo sentimento e também o mais nobre
Os anos se passaram e você ansiosamente me esperou E um certo dia, vencida, não sei por qual razão Aceitei o seu mais puro e verdadeiro amor E foi quando eu conheci a mais forte emoção
Fosses para mim sempre delicado e também sedutor E ali foi nascendo uma grande cumplicidade Eu era o seu tudo, O seu grande e inesquecível amor A maior razão da sua incontestável felicidade
Se foi imaturidade ou não, jamais saberei Mas foi algo que até hoje não pude descobrir Só sei que ao seu lado pouco a pouco pequei E não me arrependo, pois com você tudo pude sentir
Também não me importa quanto tempo durou... E quando as tempestades chegaram foi sem aviso Mas por nós eu vi que você bravamente lutou Talvez tenha faltado brio...Fosses impreciso
A bonança surgiu, mas esta logo se desfez Eu com o meu orgulho nada decidi fazer Então você se foi...Uma...Outra vez... E eu me vi aos poucos perdendo você
Decidi então sumir da sua vida e assim parti Para terras estranhas, na ilusão de a tudo sobreviver E foi ante o fracasso desse amor, que de tudo desisti Era necessário eu ficar o mais longe possível de você
Meses se passaram e eu sozinha continuei Mas sempre fazendo dos meus sonhos uma vaga esperança De um dia por fim voltar e mostrar que tudo que passou Nunca valeria a pena... Havia entre nós uma criança
Certa vez eu soube do seu desespero ao descobrir Que a sua mulher e a sua filha haviam partido E eu sei que você não era homem de logo desistir Mas naquela ocasião você parecia ter desistido
Na verdade é que não sabias para onde havíamos ido Acontece que a meu pedido ninguém ousou lhe contar Então percebesses ser em vão fazer qualquer pedido E com o coração apertado decidisses por nós esperar
Até que um dia, cansada de tanto sofrer Após muito refletir decidi a minha terra voltar E confesso que eu estava ansiosa para lhe ver E quem sabe novamente podermos nos amar...
E você quando soube do meu regresso Louco de saudades foi nos procurar Mas o destino sempre cruel e perverso Resolveu comigo mais uma vez brincar
Eu sei que sabes bem do que estou falando Foi quando a vida resolveu me presentear Mas você chegou e decidido foi ficando Mas até o momento que você achou que devia ficar
E foi após uma linda noite de amor Que eu o vi mais uma vez saindo da minha vida Com desdém lhe sorri... Mas eu sorria da minha dor Mas eu jamais teria outra reação que não essa descabida
E você se foi... E mais uma vez fiquei com a minha dor Sempre perdida entre os escombros dos meus sonhos Perdi pela segunda vez o meu grande amor E mais uma vez fechei o meu coração de um jeito medonho
Poucos meses depois voltavas angustiado Decidido finalmente a então nos levar Porém o destino de maldades impregnado Havia decidido ser hora de você chorar
Qual não foi a sua grande surpresa Eu não mais estava a lhe esperar Embora eu fosse do destino frágil presa Eu decidira aquela história terminar
Eu sei que foi grande o seu sofrimento Mas este nunca se comparou ao meu O tempo lhe concedeu novos sentimentos Mas infelizmente o nosso amor não morreu
Essa foi a história que de nós guardei Bem sabemos que foram momentos de grande prazer Que por insensatez um dia tudo isso terminei Sim...Terminei...Quando decidi não esperar você
Talvez essa seja mais uma história banal Como tantas que acontecem e não se vê Mas a nossa foi incomum, foi mesmo sem igual Já que ela resiste no tempo por mim e por você
Eu queria na verdade simplesmente sumir Já não suporto o cansaço dessa luta desigual Por nada tenho conseguido fazer-me ouvir Nem mesmo eu me entendo... Afinal
Olhando pra trás vejo quanto tempo perdido E se olho para a frente não vejo nenhuma diferença Mas lutar contra tudo e todos ainda tenho insistido Mas sei que nada conseguirei... Só mesmo indiferença
E assim o tempo vai passando e os anos se vão E com eles meus anos aqui também vão chegando Já não tenho mais vivacidade em meu coração Ao contrário... As vezes o sinto quase parando
Discutir com o tempo é na verdade tempo perder Pois ele é inflexível e jamais voltará atrás Querer recuperar o tudo que perdi inclusive você É algo que não acontecerá, pois me sinto incapaz
E assim vou permanecendo presa no tempo Com poucos motivos para aqui continuar E superar tudo isso, muitas vezes até tento Mas sei ser inútil todas as vezes que eu tentar
Se me olho no espelho a revolta me sacode Pois o tempo insiste em querer me avisar Que por mais que eu não queira e não suporte A velhice em alguns anos, implacável chegará
Se é que para tanto ainda viverei Pois é forte a sensação que venho tendo Que muito pouco tempo ainda terei Para dar "Murros em ponta de faca"como venho fazendo
E nessa minha luta, que sei foi sempre perdida Tentei desesperadamente ao menos um pouco viver Muito embora eu sempre soube que nessa vida Eu nada consegui pela imensa falta de você
Eu hoje amanheci como sempre Uma mente cansada num corpo exausto As vezes até me sinto como um demete Vivendo aérea... De um modo falso
Eu sei que essa vida é como morrer Morrer as poucos... Todos os dias E não há como ser diferente,pois sem você Não há como encontrar na vida mais alegria
Em tantas vezes chego mesmo a pensar Que estou com uma doença incurável É como se a cada dia ela fosse me matar Mas pra mim esse é um mal indispensável
Ainda ontem a noite ao chegar em casa Vi diante do espelho do meu quarto, refletida A imagem de um olhar morto,e este ardia em brasa É que eu vinha pensando em você...Sempre perdida
E eu sinto que a cada dia que vai passando Aumenta cada vez mais esse meu grande desejo E assim vivo no tempo sempre buscando Um jeito de finalmente vencer esse meu medo
Medo de nunca chegar a conseguir Vencer o tempo, a distância e até a morte E conseguir finalmente de uma vez decidir Jogar duro contra a vida e contra a sorte
Tem sido para mim quase enlouquecedor Fechar os olhos e lhe ver,abrir os olhos e lhe ouvir Aumentando de forma descomunal essa minha dor Pois eu sempre o vejo,o ouço,e penso até o sentir
Sentir as suas mãos sempre me tocando E seus lábios com volúpia a me beijar Se durmo sonho com você me amando E se estou acordada o vejo de mansinho chegar
E nesses momentos tão fora da realidade Que m fazem abraçar ainda mais minhas fantasias E embora eu saiba que essa quase fatalidade Só deixará falsas esperanças a minha mente doentia
Nunca pensei de um dia ainda dizer Que nasci marcada de forma descomunal Por amar assim como louca a você e saber-me infeliz até o meu momento final
Por que será tão difícil aceitar Que aquele meu mundo já morreu Que para mim mais nada haverá de chegar Que eu possa dizer que seja apenas meu?
E como é difícil fazer-me entender, Que o que eu mais almejo no tempo se perdeu E que por amar e desejar dessa forma você Foi o que um dia quase que me enlouqueceu
E saber que tudo que perdi devo ao tempo Pois nunca chegou a fazer nada por mim E que até me sinto perdida,ao sabor do vento Sem nunca ter aceitado no meu ontem esse fim
Meu Deus como eu sinto ser quase impossível Arrancar do meu pensamento o que tive por meu E até hoje lembrá-lo,as vezes me torna impassível Diante da imensa dor que foi perder-me do seu eu
Mais uma vez estou aqui... Perdida Pensando em nossa história de amor E numa atitude meramente primitiva Deixo espargir o que em mim restou
Eu queria ser como a garça que voa tranquila Sem ter a certeza de onde irá descansar Mas meus pensamentos qualquer ideia aniquila E assim continuo pela vida afora a lhe buscar
E essa noite é mais uma como tantas outras,onde eu Me desespero na inútil tentativa de o encontrar Para amá-lo e poder sentir todos os toques seus Os quais tantas vezes fez-me em seus braços delirar
Quisera fechar os olhos e finalmente perceber Essa minha vida de desgostos, saudades e solidão Chegou ao fim...E que eu tenho novamente você Para preencher todo o vazio do meu coração
De repente meu rosto se torna lurido E o meu olhar vai deixando transparecer Um sentimento, nem com o tempo exaurido Como esse desejo que tenho de lhe rever
A minha existência tão longe de ser feliz Se perde entre os muitos sonhos desfeitos E eu sempre estou lembrando do que não fiz Para impedir o final de um sonho tão perfeito
Nunca poderei culpar a nenhum de nós dois Por esse rumo tão perdido em minha vida Talvez eu tenha deixado um pouco pra depois De perpetuar em nós aquela magia tão atrevida
Um dia quando o tempo finalmente puder sentir Toda a maldade que a mim um dia cruelmente impôs Quem sabe ele possa por um momento me permitir Reviver toda a loucura que aconteceu entre nós dois
Nesse momento sentada numa mesa de bar Meu olhar baço, até parece nada ver Na alma um silêncio gélido quase sepulcral... Levanto o copo, e ao entorná-lo, consigo perceber O gosto amargo da bebida prestes a me sufocar Então as lágrimas vêm e as consigo segurar E nun sorriso triste me vejo a mascarar Essa saudade imensa de você...
Lá fora a chuva cai muito forte Mas dentro de mim, uma tempestade maior tento acalmar E ao olhar o fundo do copo, parece até que me vejo Porém meu semblante, com dificuldades consegue disfarçar. Então penso que seria até bom uma embriagues Quem sabe eu conseguiria de uma vez Assassinar dentro de mim essa minha insensatez Que não tenho conseguido de dentro de mim arrancar
Calmamente bebo um copo, depois outro Na esperança dessa solidão me abandonar Mas enquanto eu bebo vou pensando em você E em todos os meus sonhos que não pude realizar E entre tantos goles e alguns pensamentos Vou tentando afogar todos os meus tormentos Mas infelizmente todos esses lamentos Não têm conseguido de nenhuma forma me ajudar
E cada copo que sorvo aumenta meu cálice de fel E mesmo assim não me esforço em parar Então me lembro da amargura daquele favo de mel Que um dia com amor me desses para saborear E foi de uma maneira tão perfeita e sem igual Que eu de um jeito quase angelical Absorvi todos os seus princípios e moral Sem nunca pensar em lhe questionar
E hoje na tentativa de aliviar meus sofrimentos Busco um jeito qualquer para tentar esquecer Essa dor que até hoje de feri-me ainda insiste Mas vejo como é inútil eu a isso querer Pois nada consegue me dar mais alento Que essa esperança absurda que eu penso Verei chegar de volta e não será nas asas do vento O meu maior sonho, que é simplesmente você
Estou querendo pegar os meus pensamentos E contra o tempo, sem receios desfiá-los Fazer uma rede e descansar ao sabor do vento E sentir que meus desatinos não vou censurá-los
E com as minhas saudades que são cada vez maiores Tecer um lindo lençol e com ele minha alma cobrir E sem nada esquecer,observar tudo em seus pormenores Tentando fazer dessa minha tristeza um outro porvir
De todas as minhas ilusões farei um travesseiro Para nele repousar a minha cabeça,sem ter o que temer Todas as recordações que me vêm do meu amor primeiro Para finalmente em alguns minutos tentar a tudo esquecer
E por fim, deitarei lânguidamente para um descanso E quem sabe assim poder tranquilamente adormecer Mas os meus pensamentos com um certo ripanço Sem eu esperar começou, fio por fio a rede desfazer
Meu lençol aos poucos foi se desfazendo no ar E o meu travesseiro a mesma coisa também fez Então percebi ser inútil querer descansar Aí decidi aceitar meu destino sem queixas dessa vez
Então libertei meus pensamentos, e totalmente livres Para com certeza fazer-me sonhar mais vezes com você E a minha saudade, sempre companheira, e embora triste Se prepara para não deixar-me de nenhum modo lhe esquecer
Mas tudo o que eu queria era poder descansar um pouco Pois a minha alma já tão cansada não suporta mais sofrer Mas o meu coração continua batendo frenético, como louco Sempre que os meus pensamentos me trazem de volta você