quinta-feira, 23 de abril de 2015

MESMO ASSIM


As vezes eu acho que estou sorrindo
Que a felicidade a mim se achegou
Mas logo descubro ser tudo fingimento 
E que nada na minha existência mudou

Outras vezes percebo uma réstia faceira
Perpassando lentamente ante meu olhar
Isso acontece nas lembranças quase brejeiras
Quando eu nada sabia e em tudo podia acreditar

Mas os anos se passaram e eu pude entender
Que quando criança encontrei muitas alegrias
Mas foi aos poucos que eu consegui compreender
Que a vida me reservava mais motivos para agonias

Mas mesmo assim... Aos trancos e barrancos... Vivo
E nem sempre tenho conseguido da vida tirar lições
Mas o sorriso que um dia brotou na minha alma, insisto
Foi com certeza a maior e mais pura de todas emoções

Talvez  por isto eu tanto tenha me machucado
Acreditei demais... Confiei demais... Me perdi
Tudo na vida tem um preço... E o que me foi cobrado
Foi alto demais... Pois ao final, só dor eu senti...

Mas não devo queixar-me do que me causou tanto mal
Pois com certeza algum bem também pude receber
Aprendi que não devemos expor sentimentos... Afinal
Ninguém jamais irá se apresenta  sem nada esconder

Mas certas coisas é bom que a mim aconteça
Pra que eu tente de algum modo por fim aprender
Que nada na minha vida é perfeito, e nem há peleja
Que faça certas coisas da minha mente desaparecer





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