domingo, 26 de junho de 2011

Quantas vezes


Quantas vezes eu finjo ter esquecido
As muitas afrontas dirigidas contra mim
Porém mais forte é o sentimento inserido
Que na alma, principia ser isto o fim

Nas longas e tediosas noites que chegam
Sinto-me abraçada pela triste saudade
Mas meu corpo e minha mente ainda desejam
Ter a vivacidade da minha perdida mocidade

As vezes até imagino ser tudo um sonho
Que ao acordar tudo terá finalmente acabado
Porém mais um desgosto profundo e medonho
Me mostra que esse desejo me continua negado

Quantas vezes sinto as lágrimas caindo
Lavando a minha alma tão entristecida
E nas brumas da solidão vou sucumbindo
Pois sei que minha existência está perdida

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