segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Insuportável Dor


Estou sentindo uma tristeza tão grande
A qual já nem consigo mais controlar
Talvez seja a mesma dor que os amantes
Muitas vezes são obrigados a suportar

Parece até qua a alma está se rasgando
E já nada consegue essa dor diminuir
E num grito mudo eu vou implorando
Não me deixem nessa dor me consumir

Tenho me sentido pequena e abandonada
E choro desesperada sem nenhum pudor
Me sinto desfalecer como uma condenada
Abraçada a minha triste e pungente dor

Bem sei que não há quem consiga medir
Essa dor que me maltrata tanto assim
E finalmente nunca terei como impedir
O que lamentavelmente será o meu fim

Mas quando a tarde melancólica cair
E eu não mais entre vocês me encontrar
Deixem o vento vossas almas possuir
Pois talvez nessa brisa eu possa estar

Vaidade


Meu Deus! a grande febre da vaidade
Parece querer se alojar na minha mente
Bem sei que são meus sonhos da mocidade
Mas hoje são a minha realidade, felizmente

E o meu pensamento em louca alegria
Receia em meio a tanto estonteamento
Pois nunca tive a certeza que diria
Este meu sonho não é um alheamento...

E me sinto com a alegria de uma criança
Que brinca e sorri sem mais nada temer
Essa tem sido a minha grande esperança
De finalmente tudo isso poder assim viver

E cada folha escrita representa a minha vida
Onde o acalanto do meu ontem, hoje aflora
Tavez me julguem louca ou até mesmo atrevida
Mas este é o meu sonho que se realiza agora

E muitos outros bem sei que haverei de realizar
E como sempre... na calada da noite irá florescer
Mas sei também que com certeza eu vou encontrar
As dificuldades que mais uma vez saberei vencer

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Triste Caminhada


Hoje sinto o quanto distante
O coitado do meu ontem vai ficando
E meu amanhã será mais insignificante
Pois é o que meu hoje vem me mostrando

E uma cruel e estranha sensação
Vem me consumindo lentamente
E até mesmo o meu cansado coração
Vem dando sinais implacavelmente

E eu já nem consigo discernir
O que tem me causado tanto mal
E me vejo cada vez mais a fingir
Vivendo esse dilema tão crucial

E nas frias e solitárias madrugadas
Quando a alma escancaro sem pudor
É que eu sinto como a tenho magoada
E como dói senti-la com tanto rancor

E nessa desgostosa e triste caminhada
Vou tentando prosseguir mesmo infeliz
Mas receio que nessa minha longa jornada
Essa tristeza que há não foi porque eu quiz

E sinto que essas lágrimas tão amargas
Que copiosas escorrem pelo meu rosto
Deixam a minha alma bem mais marcada
Por todos esses contratempos e desgostos

E como um verdadeiro e afiado punhal
Meu pensamento lembranças me traz
E é quando eu consigo perceber afinal
A tortura da qual me livrar não sou capaz

E a cada vez que sou sem querer despertada
Para essa tão hipócrita e leviana existência
Me irrito, mas mesmo assim permaneço calada
Apegando-me um pouco a inexistente paciência

E desfiro contra o mundo todo esse mal
Que o destino tenta impungir contra mim
Talvez assim eu consiga um pouco afinal
Esperar com tranquilidade pelo meu fim

E nunca saberão quanto mal me fizeram
Nem mesmo porque sofro tanto assim
E tudo o que um dia de ruim me impuseram
Quando eu morrer, finalmente terá fim









segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Apenas Um Amor


Estou ouvindo burburinho abafado
Até parece que estão a confabular
Deve ser o destino muito ocupado
Querendo fazer algo pra me agradar

Então a tristeza chorosa se lamenta
Pois ela sabe que sempre foi muito ruim
Nisso a saudade sempre quieta se ausenta
Ela sabe que terá que fazer algo por fim

Enquanto isso a miserável solidão
Tenta em vão continuar na moradia
Mas o meu trisre e sofrido coração
Precisa receber paz e mais alegria

Então a esperança ressurge altaneira
Querendo a qualquer custo se impor
Ela sabe que nunca será a primeira
A desistir de um verdadeiro amor

E nisso a felicidade até muito risonha
Tenta a todos com muita doçura mostrar
Que essa discussão se torna enfadonha
Se algo não conseguirem logo realizar

Então, retorna a eufórica saudade
Procurando a todos fazer entender
Que a maior de todas as maldades
E não permitir um grande amor viver

E sorrateira penetra em meu coração
Que revela num suspiro a sua dor
Então o amor libertado da solidão
Sai cantando feliz do seu torpor

E juntos o amor e também a saudade
Unidos buscam todas as barreiras vencer
Entendendo que não há distancia nem idade
Apenas um grande amor entre eu e você

A Tudo Vencer


Ouves ao longe um grito silencioso
Que sufocado tenta se libertar
E quando tudo poderia ser grandioso
Mais uma vez o silêncio te fez calar

E cada dia que passa sem certezas
Cheios de vontades e de maior razão
Verás que tudo o que mais almejas
Sem dúvida está oculto em teu coração

E lutarás bem sei até o momento final
Na dúbia esperança de um dia poder
De forma única e também triunfal
Com todos os males poder romper

E terás por certo a grande recompensa
De quem lutou, sofreu e nunca desistiu
E sabemos o quanto foi grande a ofensa
Pois alguém te humilhou, renegou, e feriu

E um dia haverás por certo de ser coroada
Pois o destino finalmente fará acontecer
Foste bem sabemos muitas vezes magoada
Mas conseguirás afinal a tudo vencer

Entre Meus Sonhos


Ando muito triste e pensativa
Meus pés parecem querer parar
Já não sinto forças para vencê-los
Nem tenho mais voz para reclamar
E nesse dilema quase fatal
Triste me convenço afinal
Que esse tem sido meu grande mal
Ter perdido a vontade de lutar

E perambulo entre meus sonhos
E vez por outra os vejo quase ruir
E em vão busco nesses versos que componho
Algo que afinal me dê motivos para sorrir
Mas a lentidão dessa sofrida espera
Me deixa saudosa das minhas quimeras
Pois do que ontem fui,hoje sei que nada era
Por isso minha vida é só fingir

E nesse sofrimento amargo e tão cruel
Sorrio para o mundo escondendo minha dor
Pois sinto que ninguém se importará
Se no meu mundo já não há mais cor
Já não sinto o borbulhar da esperança
Essa se desfez em meio as desconfianças
Que atinge a alma de toda e qualquer criança
Se um dia sentiu ter sido roubado um seu amor

E por mais que eu lute, sinto o fracasso
Que me atinge mesmo sem eu querer
Não importa qualquer que tenha sido o meio
Que eu tenha usado para tentar vencer
já não me importa que eu viva nessa solidão
Nem que não haja mais paz em meu coração
Mesmo que eu já não consiga chamar a atenção
Nada mais faz sentido,se já não tenho mais você

Se pelo menos eu te tivesse, sorriria para o mundo
E apenas por você eu finalmente me realizaria
E tudo aconteceria de um modo tão perfeito
Onde o tudo, o nada completaria
E com certeza ninguém seria mais feliz que eu
O seu mundo se realizaria no meu
O meu mundo se faria no seu
E a felicidade finalmente em mim reinaria

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Ainda Serei Lembrada


Estou sozinha em meio a multidão
Sorrindo triste da minha amargura
Que fez moradia em meu coração
Matando dentro de mim toda doçura

Porém hoje se tento sorrir ensaio caretas
Por mais que eu tente,sei não devo insistir
Pois ninguém percebe essa fisionomia grotesca
É que eu sempre a escondo pois vivo a fingir

Sempre finjo que para mim está tudo bem
Que nada do que me acontece pode ser ruim
E se não percebem é porque não há ninguém
Que preste verdadeiramente atenção em mim

E cada lágrima que vivo sempre a esconder
Tentando num falso sorriso alegria demonstrar
Para mim o que dói mais, é por ninguém perceber
Do que mesmo essa dor que vive a me machucar

Um dia talvez percebam o que hoje falo
E o que sempre tentei de algum jeito vencer
Mas hoje vencida por tanta dor me calo
E sei que me entenderão depois que eu morrer

Aí já não fará diferença, e nenhum sentido
Querer entender o que nunca conseguiram
Para mim já não importa,pois apenas comigo
Levarei os aplausos que nunca explodiram

E levarei para sempre na alma, gravada
Cada palavra que contra mim foi desferida
Mesmo assim eu sei que ainda serei lembrada
Por cada situação que por mim foi vivida

Muitos dirão que mais nada há a fazer
E com saudades, alguns de mim se lembrarão
Mas o que será que dirá aos outros, você
Ao sentires que libertei-me afinal da solidão

Tempo De viver


Tenho percebido uma sensação estranha
Um vazio enorme e inquietante me domina
E já percebo meu espírito em campanha
Mexendo com a minha calma em surdina

E me convenço que a cada dia que passa
Esse meu martírio,tão cedo não terá fim
E nada do que eu sinta ou mesmo faça
Conseguirá tirar isso de dentro de mim

E lentamente como num entardecer
Meus olhos pesam e os sinto fechar
E sinto como se eu fosse enfim morrer
E meus sentidos parecem me abandonar

Olhos semicerrados pareço não mais viver
E em débil agonia ouço meu espírito lutar
Ele por certo entende não ser esse meu querer
O que minha alma precisa é um pouco de amar

Amar cada luta que muitas vezes me vêm
Amar cada dia que nem sempre me vem a sorrir
Por certo muito mais vida para mim tem
E talvez já nem precise mais tanto fingir

Mas meus pensamentos em louca balbúrdia
Me desperta tentando me fazer compreender
Já não importa quão seja a ideia estapafúrdia
Ainda me será chegado o tempo de bem viver
 
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