Tenho vivido num martírio tão infeliz Onde meu tormento mais se aprofunda E são os meus soluços que ainda me diz Onde a dor mais fere e também abunda
E quando diante do crepúsculo Sinto-me envolvida pela melancolia E agarrando-me à esperança busco Dentro da alma um pouco de alegria
Querendo quem sabe também despertar Ansiando por um novo e justo alvorecer E é quando posso ouvir meu coração falar De um lindo e especial momento que é você
E um suave encanto aos poucos me surge E em meio a essa tão profunda nostalgia Eu sinto que é o seu amor que me ressurge E posso afirmar que é tudo o que eu queria
E logo o meu sorriso reaparece perfeito Pois mais uma vez a vida me faz entender Que todo amor que trago em meu peito Somente a você poderá para sempre pertencer
Na mansidão embriagadora desse meu eu Vou aguardando ansiosa pelo teu amor O tempo me mostrou que ele é só meu Pois dele não sinto vestígios de dor
Porém o que ouço é um silêncio profundo Guardado tão inquieto nesse peito teu Que penso já não haver mais entre nós assunto E em dúvida sobre esse amor que julgo ser meu
E entristecida busco ansiosa pelo teu olhar E sinto que ele, algo está querendo me dizer E talves seja o que jamais ousarias me falar Que infelizmente da minha vida sairá você
E angustiada busco-o como que meio emudecida Mas inevitável a pergunta aos lábios me vem... Ser que vais sair calmamente da minha vida Justamente porque nenhum amor mais me tens?
Mas o sorriso que dos teus lábios me vem Me transmite paz e também tranquilo me diz Que teu amor continua sendo só meu, meu bem E por toda a vida continuarás a me fazer feliz
Agora, já tendo a alma quase morta Suspiro perdida em meio aos sonhos Buscando por algo que já nem importa Pois as vezes me perco no que componho
É que são versos sem brilho e tristes Onde a saudade do nada também fascina E a minha tristeza, quieta ainda resiste E vai calma aflorando em meio a surdina
E o meu coração se angustia desconsolado E diante do meu mundo perdido apenas chora E sinto como é grande dor dos desesperados Que apenas por um pouco de amor ainda implora
Bem sei que já tive jovens meu corpo e mente E que em minha existência já houve muitas flores Mas sei também que foi por meio de muita gente Que fui sentindo aos poucos as primeiras dores
Primeiro entristeci-me com a cruel desilusão Que abraçou-me de um modo frio e sorrateiro Depois alojou-se em min a miserável solidão Que tem me acompanhado pela minha vida inteira
E hoje os muitos respingos de tristezas Que ensombreia sem dó a minha alma Tirou de mim toda e qualquer firmeza Que por ventura sustinha a minha calma
A vida as vezes nos presenteia Com pessoas muito especiais E foi assim que um dia a mim chegou Um perfeito e lindo rapaz Estou falando do menino Fabinho Por quem nutro um grande carinho Pois dele eu gosto demais
Ele chegou assim, meio de repente E entre nós uma boa amizade nasceu Me lembro como se fosse hoje E no tempo esse carinho cresceu E podem os anos passar Que essa amizade resistirá Pois entre nós, espero, nunca haverá Qualquer tipo que seja de adeus
E que assim esse nosso elo Os anos apenas fortaleça Pois acredito que ainda seja possível Uma nova amizade que floresça E bem sabes que não falo de nós dois Pois algo espero para um pouco depois Pois, se ontem, nem hoje foi Que para um breve amanhã aconteça
Nesse encontro tantas vezes marcado Olho ao redor e percebo em nossa mesa Que um alguém tem ali afogado Suas mágoas num copo de cerveja
E sorrio triste ante aquele quadro Onde os risos... As vezes falsos risos Escondem vidas vazias, corações magoados Nesse inocente encontro de bons amigos
E tentando aprofundar a minha observação Também sinto que não é só a tristeza Que embarga tanta e verdadeira emoção Pois há muito mais em volta dessa mesa
Sentimentos que extravazam no olhar Mas que é preciso serem ocultados Pois nem por sonho se deve revelar Algo que certamente será rejeitado
Mas entre nós há corações apaixonados Pela vida e por tudo o que ela traz São sentimentos verdadeiros, legitimados Que só quem não tem maldades é capaz
E entre brindes e muitos sorrisos Sinto no ar o bem que a todos faz Pois nesse encontro de grandes amigos Muita alegria é o que tudo isso nos traz
E já sinto a saudade fria penetrando Nesse meu coração pela vida tão provado E no meu silêncio já vou arquitetando Para um novo encontro já deixar marcado
E com um sorriso "Longa Jornada" se despede E já com saudades se vai " Esse Teu Olhar" E "Bem-vinda" como sempre a tudo investe Pois sabe que todos um reencontro vão esperar
Ausência é quando fico alienada Pensando em minha vida sem ti É saber que muito pouco, um nada Me faz pensar em ti e não te sentir
Presença é essa vontade muito louca Que se materializa diante de mim É sentir o calor aquoso da tua boca É abraçar-te e ser abraçada por fim
Saudade... É sentir essa ausência doída Nessa presença que ao meu pensamento vem É sentir-me assim... Cada vez mais perdida Desejando esses braços que tanto amor me tem
Achamos que conhecemos as pessoas Mas isto é um grande erro meu bem Uns guardam garras afiadas Que um dia as descobrem porém E como tolas e decepcionadas Sem querer acreditar em quase nada Ao nos sentir-mos miseráveis e humilhadas Em vão tentamos entender o que nos vem
E como a moeda que tem duas faces Muitas vezes assim também são as pessoas E se somos surpreendidos a decepcão é maior principalmente se a vemos como pessoa boa Mas a ironia do destino é cruel E se bebemos desse cálice de fel Até esquecemos do sabor adocicado do mel E julgamos ter dado carinho à toa
E tal qual o espelho que foi quebrado Que mesmo os pedaços se consiga colar Nunca mostrará a imagem como antigamente E disso bem sei nem é preciso falar Pois quando a dor nos machuca tanto assim E permanecemos com a alma ferida enfim Nada que se faça conseguirá por um fim Nessa dor que só nos resta calar