terça-feira, 16 de dezembro de 2014

VIDA, É VOCÊ !



Eu tenho em mim um desejo tão forte
Que as vezes até me parece contrassenso
E eu sei que não dependerá apenas de sorte
E tem sido algo que cada vez mais eu penso

Quantas vezes no silêncio da minha alma
Tenho a impressão de ouvir o som de um regato
É o murmúrio da natureza que me traz a calma
E meu corpo ondula suave nesse meu perdido ato

E mais uma vez sinto quão forte é meu desejo
Que faz deter meus sentidos ante qualquer razão
E tem sido pela vida à fora o que eu mais almejo
Com certeza o maior desejo que habita meu coração

Até hoje não consegui... Embora tenha estado perto
Mas já descobri como realizar esse tão forte desejo
E deixar este amor que habita em mim ser manifesto
É continuar amando Vida... e a vida nesse meu ensejo

E quando eu sentir que  estou sendo amada realmente
E quando isto,eu por fim finalmente ver acontecer
Terei então realizado o desejo que não me sai da mente
O de ser feliz... Eu e o meu grande amor... Vida, é você!


LIVRE DO ÚLTIMO DOS GRILHÕES


Hoje eu decidi mais uma vez fazer uma limpeza no meu armário (guarda roupa), pus roupas e calçados fora, que por alguma razão não mais me serviam. Em uma caixa, muitos papeis amarelados, pedaços de uma vida que pelo tempo foi ficando para trás, muitas vezes enterrados no pó do meu orgulho ferido.
Lentamente fui me desfazendo de várias primaveras que não conseguiu deixar nenhum perfume, apenas flores murchas... Desbotadas ao longo das horas, dias e meses que quase me asfixiaram. Joguei no lixo todas as lembranças de verão que apenas estragaram minha Tez.
Por instantes meu olhar perdeu-se envolto nas sombras de um passado que se deixou seduzir pelas brisas outonais que tanto me iludiram... Tanto me machucaram e hoje, ao mergulhar nessas reminiscências percebi que há algum tempo eu luto para livrar-me de vez dessas memórias.
Volto minha atenção para uma pequenina caixa... Ah! quanto tempo está alí? não sei... Décadas... Alí está meu último elo com o passado.Uma aliança que poderia representar uma vida de felicidades, de sonhos e projetos bem arquitetados... Ao lado um solitário (anel) que talvez tenha sido a minha maior solidão. Tocar aquela caixinha causou-me uma certa repulsa... Quantos anos perdidos... Jogados fora... Quanta dor encerrava aquela pequenina caixa.
Num relance, me vi envolvida por trevas medonhas, uma tempestade que desaguara na minha vida há mais de trinta anos atrás, senti um frio percorrer todo o meu corpo, momentos de angústias me chegaram ao relembrar as dores e aflições causadas pelo inverno da incompreensão.
Abri os olhos... Fechei a caixinha e atirei-a no meio das coisas que decidi doar...  Alí se foram momentos que nunca deveriam ter existido.
Embaixo do chuveiro, me livrei da poeira e de tudo que nunca deveria ter ficado na minha memória. Olho a água descendo pelo ralo e penso: - Assim está sendo com tudo que deixo para trás.
Pela primeira vez na vida me senti leve... Livre, sem amarras... Libertei-me finalmente do último dos grilhões. Não terei mais riso disforme nem sombra em meu olhar.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

INQUIETANTE ESPERA


E ainda agora, estando a flutuar em desejos
Me perco pelas sombras do que não me deste
Anseio nas madrugadas pelos teus beijos
E por cada carícia que em meu corpo não fizeste
Tentei de uma maneira quase sem igual
Te arrancar da minha vida de qualquer jeito
Mas percebei ser em vão e até mesmo anormal
Já que não consigo te tirar de vez do meu peito
Hoje, em muitas vezes o sinto um sonho distante
E que mesmo desnorteada ainda tento abraçar
E por mais que eu não queira vejo como é diferente
Quando entre duas pessoas algo precisa acabar
Meu desejo quase desgastado, já adormeceu
Na mansidão dessa minha inquietante espera
E por mais que eu o sufoquei, ele resistiu, não morreu
Como uma lembrança insólita dessa minha quimera
Agora, pela vida á fora eu vivo tão somente a fingir
E nem sei se também tu não estás a fazer igual
De nós dois quem será então o ganhador nesse existir?
Se eu não sei quem és, e tu não sabes quem eu sou afinal...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

NO DERRADEIRO MOMENTO


Eu queria ao menos uma estrela alcançar
E nela um nome em letras graúdas escrever
Esse nome que na minha mente vive a vaguear
E que me acompanha até no meu adormecer
No meu sono tu entras tão sorrateiro
E quando menos espero já estou a sonhar
Me fazes companhia durante o sono inteiro
Pois só te vais com o meu despertar
És para minha insônia a companhia perfeita
Pois a minha mente rápida vai te buscar
E minha alma a tudo se acomoda, se ajeita
Pois sabe que o imprescindível é saber esperar
E assim vou vivendo levando meu tempo em esperar
As vezes nem percebo quando é real ou ficção
Mas continuo esperando, e já nem tento te alcançar
E mesmo não pagando aluguel, moras em meu coração
Só não sei até quando isto te será permitido
Pois brincas, até zombas, e nada faço pra impedir
Já que este amor me parece assim tão proibido
Vou continuar na luta, mas nunca pra ti irei fingir
Se um dia eu me cansar dessa lutar e desistir
Que nunca esqueças de também lembrar
Que me chegasse aos poucos sem eu pressentir
E talvez minha ausência em tua vida assim se fará
Não passarei de simples e talvez agradáveis lembranças
Quando no tempo de esperar eu também me cansarei
Será no derradeiro momento, quando não houver esperanças
De vivermos nosso sonho...Que na tua lembrança o sepultarei

SOU NA VERDADE


Eu sou esse amor oculto... Sufocado
Que em teu peito reténs nem sei por que...
Sou esse grito em tua garganta... Calado
Sou a magia das lembranças entre eu e você
Sou essa lágrima que um dia deixaste cair
Sem saber o que fazer com nossa paixão
Sou esse desejo imenso de ficar e nunca partir
Sou o pulsar aflito que atropela teu coração
Eu sei que sabes bem quem eu sou
Sou aquele toque que insistes em esquecer
Pois sou aquela esperança que a ti se chegou
E nela te agarrasses mesmo sem querer
Ainda sou aquele murmúrio abafado e atrevido
Que com certo receio insistes da tua vida ocultar
Sou aquele amor por vezes louco e proibido
Mas sou a tua chance de viver... E de sonhar
Sou aquela amiga as vezes calada... E sem razão
Que na razão busca sentido sem nunca encontrar
Sou aquela veia as vezes pulsante do teu coração
Sou na verdade aquele amor que deixaste escapar

O QUE VIVER


De todas as paradas obrigatórias ou não da minha vida
Há uma que, inevitavelmente mexeu com todo o meu ser
E em muitos desses momentos me fez outra vez atrevida
Foi a partir do dia que em meu mundo entrou você...
O mundo que eu vivia era sem brilho... Desbotado
E você surgiu assim... De repente... Meio quieto
Se fazendo rei... Nesse meu mundo desencantado
Me trazendo paz nesse seu amor sutilmente manifesto
Muitos momentos de alegria e tensão se fez no ar
Insistentes horas também de paixão e carinho
A beleza desse sentimento puro e nunca vulgar
Foi ao se manifestar, colorindo o meu caminho
Mas um dia senti a aguilhoada do desentendimento
E foram dias terríveis da mais intensa e cruel dor
A falta de compreensão foi grande nesse momento
E vi de forma inacreditável o decair do nosso amor
Mas o que é verdadeiro esmorece mas não morre
E aos poucos me vi sonhando contigo outra vez
Contra o destino não se briga, apenas se escolhe
O que viver no antes e no depois dessa embriaguez

Uma vontade preguiçosa...


Hoje não tive do sol o cumprimento
Mas isto também pouco importa
Dentro de mim há um arco iris em festa
Que há metros de distancia logo se nota
E só você é capaz de fazer algo assim
Pois é quando eu sinto teu amor em mim
Percebo que nada porá realmente um fim
Se realmente de mim tu tanto gostas...
E nesse belo amanhecer, mesmo nublado
Vai me chegando uma vontade preguiçosa
De juntar meus pedaços que estão espalhados
Deixando de lado apenas as horas desditosas
Que hoje foram sem importância... Reconheço
E como acredito que outros momentos mereço
Já que manifestas por mim esse teu apreço
Liberdade é o que grita minha alma caprichosa
Liberdade para amar sem medo e sem medidas
Razão lúcida para continuar essa minha jornada
De entregas nunca efêmeras nem ilusórias, pois
Minha vida tem mais sentido depois da tua chegada
E eu sei que se aproxima pra nós doces momentos
Onde se fará maior todo esse nosso encantamento
E numa entrega total dos nossos sentimentos
Continuaremos juntos nessa quase perfeita caminhada

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

AINDA TEREMOS


Hoje minha alma em dado momento me confidenciou
Que o brilho encantador refletido em meu olhar
É o mesmo despertado pela maravilha do teu amor
Quando por ti eu simplesmente me deixei encantar
Os nossos mais belos momentos retenho na mente
E estes tornaram-se inesquecíveis, posso assim dizer
E percebo que não há nada que eu sinta ou mesmo pense
Que me faça mesmo por um instante sequer te esquecer
Sem pensar em nada, invadisses minha alma e meu espaço
E passaste então a fazer parte da rotina do meu dia a dia
E quase sem sentir, fui envolvida em teu imaginário abraço
E me vi completamente envolta num mundo de fantasias
Aos poucos me deixei seduzir pela tua encantadora voz
Teus pensar encontrou eco dentro da minha alma
Por muitas madrugadas busquei o que havia de nós
Na força desse sentimento que devolveu-me a calma
Bem sei que muitos sonhos ainda terei para sonhar por nós
Mesmo que estes se firmem apenas em meus pensamentos
E qualquer que seja a razão contrária que persista em vós
Ainda teremos como nosso arcano grandes momentos...

MAS FOI POR TI



Na minha vida as coisas aconteceram de modo imprevisto
O que eu mais busquei... Fugindo de mim eu sempre via
E os meus sonhos se perderam nesse caminho impreciso
Mas eu também consegui viver momentos de intensas alegrias

O melhor a mim chegou depois de longa e precisa caminhada
Veio através de ti...Minha louca, amada e surpreendente VIDA
Por ti um dia me senti em todos os momentos apenas amada
Contigo saboreei o doce sabor de sentir-me outra vez atrevida
Contigo senti o despertar da minha inquieta essência de mulher
Meu corpo acordou num louco fremir desse teu possessivo sentir
E pelas solitárias madrugadas já não busco um motivo qualquer
Que não sejas tu... E meu sonho quase real de um novo porvir
Chegaste assim, tão de repente... E foi quase sem eu perceber
Que tomaste conta da minha vida e de todos os meu sentidos
Me mostrando uma nova razão pra nessa vida eu ainda querer
Tudo aquilo que um dia julguei nessa caminhada ter perdido
E só tu VIDA, meu bem maior... Presente raro e perfeito
Que a mim chegou sem nem ao menos me perguntar
Se de fato havia lugar nesse coração triste e sem jeito
Mas foi por ti que deixou de ser triste e só vive para amar

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

APENAS POR VOCÊ



Hoje, numa última tentativa de esquecer-te  rasguei minha alma
E deixei-a sem nenhum pejo sangrar diante de mim, gota a gota
Por instantes pensei se transformar em loucura a minha calma
E entre lágrimas vi meu riso em rictos de dor transfigurar minha boca

Horas se passaram entre meu despertar e o final desse martírio
Tudo me deixou dolorosamente impassável até eu perceber
Que tamanha dor eu enterraria ao transformar em mais um idílio
Este amor  que por tanto tempo julguei existir entre eu e você

No gotejar implacável dessa (hoje percebo) quase fatídica dor
Assassinei horas de amor, paixão e vãs esperas... Tudo sucumbiu
Diante daquele sentimento que julguei ser meu grande amor
E foi pra mim amor... Mas pra você Parece-me algo que nunca existiu

E nesse aspergir implacável dessa minha dor tão desventurosa
Senti que este sentimento finalmente pude fazê-lo adormecer
Pois em se tratando de amor verdadeiro, me será até grandiosa
Essa decisão de esperar que ele seja despertado apenas por você

E se isto ( assim desconfio) nunca chegar realmente a acontecer
Não importa, pois apesar de tudo me foi dado o direito de sonhar
E se não for nessa existência, pela grandiosidade, acredito que vai ser
Em outra vida, quando por certo para se cumprir vamos nos reencontrar
 
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