domingo, 4 de julho de 2010

Agonia


A voz que meu peito silencia
É a mesma que com nostalgia
Me embriaga com sua magia
Ofuscando toda a minha alegria
Por saber que essa vida que eu vivia
Ela apenas existia
Nas cinzas que teimosa renascia...

E com amargura eu sofria
Toda a sorte de hipocrisia
Quando solitário meu coração sorvia
Todo o sofrimento que se fazia
Quando da imensa covardia
Que a vida me oferecia
Sem dó da minha agonia...

E já nada mais havia
Apenas a grande melancolia
Que comigo a tudo assistia
Pois ela num certo dia
Junto a mim se unia
Para viver sem nenhuma euforia
A essa tristeza que eu sabia
Ser tudo o que eu podia
Conservar na alma com primazia



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