Estou sentindo uma tristeza tão grande A qual já nem consigo mais controlar Talvez seja a mesma dor que os amantes Muitas vezes são obrigados a suportar
Parece até qua a alma está se rasgando E já nada consegue essa dor diminuir E num grito mudo eu vou implorando Não me deixem nessa dor me consumir
Tenho me sentido pequena e abandonada E choro desesperada sem nenhum pudor Me sinto desfalecer como uma condenada Abraçada a minha triste e pungente dor
Bem sei que não há quem consiga medir Essa dor que me maltrata tanto assim E finalmente nunca terei como impedir O que lamentavelmente será o meu fim
Mas quando a tarde melancólica cair E eu não mais entre vocês me encontrar Deixem o vento vossas almas possuir Pois talvez nessa brisa eu possa estar
Meu Deus! a grande febre da vaidade Parece querer se alojar na minha mente Bem sei que são meus sonhos da mocidade Mas hoje são a minha realidade, felizmente
E o meu pensamento em louca alegria Receia em meio a tanto estonteamento Pois nunca tive a certeza que diria Este meu sonho não é um alheamento...
E me sinto com a alegria de uma criança Que brinca e sorri sem mais nada temer Essa tem sido a minha grande esperança De finalmente tudo isso poder assim viver
E cada folha escrita representa a minha vida Onde o acalanto do meu ontem, hoje aflora Tavez me julguem louca ou até mesmo atrevida Mas este é o meu sonho que se realiza agora
E muitos outros bem sei que haverei de realizar E como sempre... na calada da noite irá florescer Mas sei também que com certeza eu vou encontrar As dificuldades que mais uma vez saberei vencer
Hoje sinto o quanto distante O coitado do meu ontem vai ficando E meu amanhã será mais insignificante Pois é o que meu hoje vem me mostrando
E uma cruel e estranha sensação Vem me consumindo lentamente E até mesmo o meu cansado coração Vem dando sinais implacavelmente
E eu já nem consigo discernir O que tem me causado tanto mal E me vejo cada vez mais a fingir Vivendo esse dilema tão crucial
E nas frias e solitárias madrugadas Quando a alma escancaro sem pudor É que eu sinto como a tenho magoada E como dói senti-la com tanto rancor
E nessa desgostosa e triste caminhada Vou tentando prosseguir mesmo infeliz Mas receio que nessa minha longa jornada Essa tristeza que há não foi porque eu quiz
E sinto que essas lágrimas tão amargas Que copiosas escorrem pelo meu rosto Deixam a minha alma bem mais marcada Por todos esses contratempos e desgostos
E como um verdadeiro e afiado punhal Meu pensamento lembranças me traz E é quando eu consigo perceber afinal A tortura da qual me livrar não sou capaz
E a cada vez que sou sem querer despertada Para essa tão hipócrita e leviana existência Me irrito, mas mesmo assim permaneço calada Apegando-me um pouco a inexistente paciência
E desfiro contra o mundo todo esse mal Que o destino tenta impungir contra mim Talvez assim eu consiga um pouco afinal Esperar com tranquilidade pelo meu fim
E nunca saberão quanto mal me fizeram Nem mesmo porque sofro tanto assim E tudo o que um dia de ruim me impuseram Quando eu morrer, finalmente terá fim
Estou ouvindo burburinho abafado Até parece que estão a confabular Deve ser o destino muito ocupado Querendo fazer algo pra me agradar
Então a tristeza chorosa se lamenta Pois ela sabe que sempre foi muito ruim Nisso a saudade sempre quieta se ausenta Ela sabe que terá que fazer algo por fim
Enquanto isso a miserável solidão Tenta em vão continuar na moradia Mas o meu trisre e sofrido coração Precisa receber paz e mais alegria
Então a esperança ressurge altaneira Querendo a qualquer custo se impor Ela sabe que nunca será a primeira A desistir de um verdadeiro amor
E nisso a felicidade até muito risonha Tenta a todos com muita doçura mostrar Que essa discussão se torna enfadonha Se algo não conseguirem logo realizar
Então, retorna a eufórica saudade Procurando a todos fazer entender Que a maior de todas as maldades E não permitir um grande amor viver
E sorrateira penetra em meu coração Que revela num suspiro a sua dor Então o amor libertado da solidão Sai cantando feliz do seu torpor
E juntos o amor e também a saudade Unidos buscam todas as barreiras vencer Entendendo que não há distancia nem idade Apenas um grande amor entre eu e você
Ouves ao longe um grito silencioso Que sufocado tenta se libertar E quando tudo poderia ser grandioso Mais uma vez o silêncio te fez calar
E cada dia que passa sem certezas Cheios de vontades e de maior razão Verás que tudo o que mais almejas Sem dúvida está oculto em teu coração
E lutarás bem sei até o momento final Na dúbia esperança de um dia poder De forma única e também triunfal Com todos os males poder romper
E terás por certo a grande recompensa De quem lutou, sofreu e nunca desistiu E sabemos o quanto foi grande a ofensa Pois alguém te humilhou, renegou, e feriu
E um dia haverás por certo de ser coroada Pois o destino finalmente fará acontecer Foste bem sabemos muitas vezes magoada Mas conseguirás afinal a tudo vencer
Ando muito triste e pensativa Meus pés parecem querer parar Já não sinto forças para vencê-los Nem tenho mais voz para reclamar E nesse dilema quase fatal Triste me convenço afinal Que esse tem sido meu grande mal Ter perdido a vontade de lutar
E perambulo entre meus sonhos E vez por outra os vejo quase ruir E em vão busco nesses versos que componho Algo que afinal me dê motivos para sorrir Mas a lentidão dessa sofrida espera Me deixa saudosa das minhas quimeras Pois do que ontem fui,hoje sei que nada era Por isso minha vida é só fingir
E nesse sofrimento amargo e tão cruel Sorrio para o mundo escondendo minha dor Pois sinto que ninguém se importará Se no meu mundo já não há mais cor Já não sinto o borbulhar da esperança Essa se desfez em meio as desconfianças Que atinge a alma de toda e qualquer criança Se um dia sentiu ter sido roubado um seu amor
E por mais que eu lute, sinto o fracasso Que me atinge mesmo sem eu querer Não importa qualquer que tenha sido o meio Que eu tenha usado para tentar vencer já não me importa que eu viva nessa solidão Nem que não haja mais paz em meu coração Mesmo que eu já não consiga chamar a atenção Nada mais faz sentido,se já não tenho mais você
Se pelo menos eu te tivesse, sorriria para o mundo E apenas por você eu finalmente me realizaria E tudo aconteceria de um modo tão perfeito Onde o tudo, o nada completaria E com certeza ninguém seria mais feliz que eu O seu mundo se realizaria no meu O meu mundo se faria no seu E a felicidade finalmente em mim reinaria
Estou sozinha em meio a multidão Sorrindo triste da minha amargura Que fez moradia em meu coração Matando dentro de mim toda doçura
Porém hoje se tento sorrir ensaio caretas Por mais que eu tente,sei não devo insistir Pois ninguém percebe essa fisionomia grotesca É que eu sempre a escondo pois vivo a fingir
Sempre finjo que para mim está tudo bem Que nada do que me acontece pode ser ruim E se não percebem é porque não há ninguém Que preste verdadeiramente atenção em mim
E cada lágrima que vivo sempre a esconder Tentando num falso sorriso alegria demonstrar Para mim o que dói mais, é por ninguém perceber Do que mesmo essa dor que vive a me machucar
Um dia talvez percebam o que hoje falo E o que sempre tentei de algum jeito vencer Mas hoje vencida por tanta dor me calo E sei que me entenderão depois que eu morrer
Aí já não fará diferença, e nenhum sentido Querer entender o que nunca conseguiram Para mim já não importa,pois apenas comigo Levarei os aplausos que nunca explodiram
E levarei para sempre na alma, gravada Cada palavra que contra mim foi desferida Mesmo assim eu sei que ainda serei lembrada Por cada situação que por mim foi vivida
Muitos dirão que mais nada há a fazer E com saudades, alguns de mim se lembrarão Mas o que será que dirá aos outros, você Ao sentires que libertei-me afinal da solidão
Tenho percebido uma sensação estranha Um vazio enorme e inquietante me domina E já percebo meu espírito em campanha Mexendo com a minha calma em surdina
E me convenço que a cada dia que passa Esse meu martírio,tão cedo não terá fim E nada do que eu sinta ou mesmo faça Conseguirá tirar isso de dentro de mim
E lentamente como num entardecer Meus olhos pesam e os sinto fechar E sinto como se eu fosse enfim morrer E meus sentidos parecem me abandonar
Olhos semicerrados pareço não mais viver E em débil agonia ouço meu espírito lutar Ele por certo entende não ser esse meu querer O que minha alma precisa é um pouco de amar
Amar cada luta que muitas vezes me vêm Amar cada dia que nem sempre me vem a sorrir Por certo muito mais vida para mim tem E talvez já nem precise mais tanto fingir
Mas meus pensamentos em louca balbúrdia Me desperta tentando me fazer compreender Já não importa quão seja a ideia estapafúrdia Ainda me será chegado o tempo de bem viver