sábado, 28 de março de 2015

O FECHAR DAS CORTINAS


Hoje, às cinco horas da manhã ,meu esposo me liga (ele trabalha em outro estado), pra me dizer que um amigo em comum havia falecido pela madrugada. Não sei explicar como recebi a notícia, me pareceu ser algo ilógico, afinal o cara ainda é novo, acredito ter mais ou menos a idade do meu esposo, talvez um pouco mais, mas com certeza não tem sessenta anos. Passado menos de uma hora, entrei no face dela e fiquei chocada. Alguém já havia atualizado a página... A foto dele e por cima a palavra luto... A ficha caiu... Lágrimas me vieram aos olhos e eu lembrei que no dia anterior ela havia postado que estava feliz... muito feliz,,, Que era feliz... E eu pensei: A vida é um palco mas não nos permite saber o momento final da peça...
Quantas coisas deixamos para o amanhã
Sem pensar que o tempo não nos espera
Vivemos as vezes uma corrida num louco afã
E muitas coisas deixamos entregues à quimera
Chegada a hora... Da vida nada levamos ao partir
O que deixamos para trás pra nós já não faz sentido
A morte talvez seja apenas uma parada nesse existir
Ao menos foi isso que certa vez escutei de um amigo
Essa notícia também me trouxe lembranças à memória
De um alguém que foi muito especial nesse meu viver
Um amigo que me ensinou a criar uma nova história
Mas que infelizmente em poucos meses veio a falecer...
Depois desse episódio, existe um medo que vive a me afligir
Pois sempre acho que aquilo que me faz bem posso perder
E sei que tem quem não entenda esse meu angustiado sentir
Talvez porque nunca teve um amigo precioso vindo a morrer
Eu hoje pensei mais fortemente num alguém muito especial
Alguém que parece não entender o valor real de uma amizade
Pois sabemos que esta vida é passageira... Ela é quase irreal
Que chegado o momento de nada nos valerá essa tal vaidade
Temos sim de fazer enquanto estivermos por aqui
Vamos sorrir pra vida ou mesmo dela zombar
Fazendo o bem sem olhar a quem e nunca fingir
Não mentir, pois é triste viver apenas de enganar
Tentemos melhorar a nossa jornada cá na terra
Espalhando alegria e amor que por vezes retemos
Para o nosso depois não sabemos o que se encerra
Pois a hora do fechar das cortinas nós não sabemos

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