quinta-feira, 12 de março de 2015

NÃO CALAREI MINHA ALMA


Eu bem sei que há uma certa tristeza em meus versos...
Mas não será por isso que me sentirei assim... Desprezível
Aliás nem versos eu faço, apenas minha escrita empresto
Pra essa minha alma tresloucada e nenhum pouco indizível

Neles há tanto de mim e as vezes não há nada eu confesso
Nessas palavras que saem da alma num débil sussurro
Elas são escritas e no tempo as envolvo e até as arremesso
Num desprovido sentimento que se perde num calado urro

Não calarei minha alma... Nem seus gemidos desprezarei
Pois tudo nela me soa tão puro e majestosamente infindo
Que me condenem, mas meu pensar por certo, não mudarei
Pois o sentimento que trago na alma, sempre será bem-vindo

Meus pensamentos se contradizem... Mas meus sentimentos não
Não adianta eu querer mudar ou dar outra forma ao que sinto
Pois o que retenho na alma apenas deixo esvair pelo meu coração
E acreditem é algo lindo, puro, imensurável... Eu juro... Não minto

Que dite a minha alma o que quiser, pois eu nada tenho contra
Que deslize a caneta pelo papel de modo sempre sincero e preciso
O coração apenas é uma ponte entre a alma e o que ela apronta
E apenas eu entendo o que ela me faz... Pois a tudo ela dá sentido

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