Gostaria de um dia voltar Aos lugares por onde passei Rever cada canto, cada lugar Até mesmo aqueles onde chorei
Rever as pessoas que conheci Em cada fase da minha vida Principalmente as que convivi E que me magoou com sua partida
Queria ainda também poder sentir Todas as alegrias que tive roubada E a felicidade que um dia perdi Por não conseguir ser mais ousada
Se eu pudesse o meu destino transformar E com isso, a vida faze-la um pouco entender Que foi tudo em vão,Já que nada eu vi mudar Nessa história que um dia vivi com e por você
E percebo que por mais cruel que seja A verdade sempre haverá de prevalecer E se do destino não tive a mão benfazeja Apesar de tudo, hoje, ainda consigo viver
Viver do resto da minha passividade Que como âncora a mim se atrelou Mas quem teve marcada a mocidade Viver de migalhas é o tudo que restou
Migalhas de ações e sentimentos Que miseravelmente a vida me deu Meus sonhos releguei ao esquecimento Mas que vez por outra do tédio renasceu
Quem sabe se eu conseguisse buscar Tudo que na minha origem se perdeu Talvez eu conseguisse um pouco salvar O que na realidade, nunca, nunca morreu
E diante da perfeição que de mim se espera Me agarraria a qualquer chance de vencer Matando de vez todas essas tristes quimeras Que um dia ousou levar da minha vida você
Essa minha linda flor em botão Muito cedo para o amor se abriu Mas o seu tão inocente coração Muito se enganou e aí se feriu
Sangrou feio da primeira vez Porém a segunda vez, foi pior Talvez tenha sido a insensatez Mas creio que para ela foi melhor
A haste retorceu-se em meio a dor As pétalas, ressecaram mas não caiu Devido a uma mão sem qualquer pudor Que lhe tentou colher e aí lhe feriu
No jardim da vida houve grande sofrimento Pois tanto desamor toda a plantação atingiu E tanta maldade e falta de caráter sem cabimento Esse meu lindo botão, ele realmente não destruiu
Machucado o botão, o viço um pouco perdeu Mas o tempo outra chance haverá de lhe dar Machucada as pétalas,mas a haste não morreu E novamente no jardim da vida ela brilhará
As vezes me pego beijando o vento Sentindo o frio da carência me tocar E me entrego nos braços do tempo Fazendo amor simplesmente por amar
E sinto o cansaço que aos poucos me domina E calmamente eu me preparo para então dormir A alegria que invade meus sentidos predomina E nos braços da madrugada adormeço a sorrir
E acordo com o surgir tranquilo do amanhecer E sinto os braços da madrugada me abandonar E ela se vai deixando as lembranças de você E uma vontade louca de ainda querer te amar
E calada deixo gritar angustiado meu coração Pois o tempo tão cruel aos poucos nos chegou Já não há mais o viço da mocidade nem a emoção Só restando a calmaria dessa história de amor
Conheci na vida muitos sentimentos E muito cedo embriaguei-me de paixão Mas para meu grande descontentamento Só consegui cicatrizes em meu coração
E me deixei envolver sem nenhuma razão Pelas ciladas que o destino me preparou E como em toda história de pura ficção Todo o brilho que me envolvia se apagou
Nos muitos sentimentos que a vida me deu Pude viver uma grande e avassaladora paixão Mas que no tempo o próprio tempo a desvaneceu Deixando apenas essas cinzas em meu coração
Mas é chegado o tempo da fiel calmaria E assim, um outro sentimento me ensinou E trouxe para a minha vida muitas alegrias Chegando bem vestido,com o uniforme do amor
Mas este também não durou muito tempo Pois em sua bagagem trouxe consigo o ciúme O que transformou tudo num grande tormento E foram muitas lamúrias e grandes queixumes
Até que um dia sem nunca ter sido convidada Me chegou de mansinho a infeliz da solidão E já que por você eu não mais era amada Aceitei-a e livrei-me de uma vez da ilusão