terça-feira, 28 de julho de 2015

AS MUITAS RUÍNAS


Mais um dia de chuva e eu aqui quieta... Pensativa
Quantas vezes nesse som embalei meus muitos sonhos
Que parecia (e sem medo fazer-me) por inteiro criar vida
Mas que hoje, esse mesmo som tem um sentido medonho

Se olho para trás vislumbro apenas as muitas ruínas
Que aos poucos tirou o brilho e a beleza do meu olhar
E foi você que me transformou na minha própria assassina
Pois matei dentro de mim a última chance de ainda amar

Perdi-me embalada pela voz tentadora do teu existir
Sufoquei-me ao perceber que pra ti fui apenas brinquedo 
Não entendi onde estava o real prazer desse teu sentir
E pior, eu ainda acho que fui o acréscimo desse seu medo

Medo de se sentir preso ou apenas de ser realmente feliz
Me desses tanto e em troca nada pedias, mas tudo querias
Por algum tempo tive a brisa do amor como eu sempre quis
Mas por outro lado a angústia da solidão eu  já pressentia

Tanto te quis, tanto sonhei e construí em sonhos nossa vida
Mas o tempo e a distância apenas conseguiu me mostrar
Que nada do que juntos sonhamos e as vezes de forma atrevida
Era o que realmente reservavas para comigo um dia partilhar

Quantas esperanças perdidas... Quantos sonhos desfeitos
Hoje em mim não existe sentimentos de nenhum tipo
Apenas tristezas e indiferenças povoam o meu peito
E é apenas com amargura que esta vida perdida eu ainda fito


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