sábado, 18 de julho de 2015

AMOR PERDIDO


 À menina Maria Egídia

Hoje uma saudade muito forte me doeu
Pois fui visitada por uma insônia cruel
E as lembranças que em mim não arrefeceu
Me fez entre lágrimas sorver um cálice de fel

Fel pela tua ausência meu grande e único amor
Que durante duas décadas conseguiu me mostrar
A força que regia o sentimento que em nós brotou
E foi o melhor que a vida um dia pode me presentear

E nessa madrugada as recordações se fizeram maior
Ainda pude sentir das flores que me davas o odor
E cada gesto teu e palavras ainda as guardo de cor
E foste sem dúvida o homem mais completo meu amor

Mas quis a fatalidade um dia levar-te de mim
Ainda hoje choro a saudade dos nossos momentos
E juro-te que nem a morte ao nosso amor pôs fim
Pois vives dentro de mim e de meu olhar modorrento

As rosas e os cravos que me presenteavas eram diferentes
Tinham o mais firme e delicioso de todos os perfumes
E desde aquele dia que o vi, e eu era apenas adolescente
O destino nos uniu sem eu saber que me restaria os queixumes

Hoje sozinha penso no muito que me deste e que eu te dei
E confesso que foram os melhores anos da minha vida
Foste o amigo, o marido o amante num único homem que amei
E por quem ainda choro todas as lembranças em mim sentidas

Um grande e louco amor perdido para o próprio destino 
Deus assim permitiu continuar a minha jornada sozinha
E sei que cada momento que eu lembre meu amado menino
Terei por consolo teu afago imaginário nessa solidão tão minha


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