quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

NESSAS RUGAS QUE VEJO


Essas rugas que meu rosto tem marcado
Nunca consigo delas me orgulhar
Pra mim, nunca representaram vitórias
Na verdade, mal pra elas posso olhar
Elas são consequências das noites mal dormidas
Das muitas noites de agonias... noites sofridas
Horas incontáveis de muitas lágrimas vertidas
Lágrimas que apenas entristeceram meu olhar

São essas rugas que têm me mostrado
Que o tempo por mim passou e eu nem percebi
Talvez ocupada demais com o tempo perdido
Por isso penso que nem fui eu que a tudo isso vivi
Na verdade foram muitas noites amargas e frias
Horas de intensas e profundas agonias
Numa razão que me fez perder a razão da alegria
Num mundo obscuro e cruel onde sucumbi

O tempo passou... A tudo resisti sem empáfia
Mas as dores, decepções e tristezas na alma guardei
E do muito que deixei de viver, guardei como mágoa
Pois não tive forças para lutar, apenas me acomodei
Hoje, nessas rugas que vejo, lembro amargurada
De tudo que deixei passar como se fosse um nada
Um nada, perdida nas esquinas dessa vida entediada
Uma vida que pra mim eu nunca sequer cogitei



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