terça-feira, 15 de março de 2016

CERTA VEZ


Certa vez, alguém me disse que eu era linda, fui boba... Acreditei...
Me disse ainda que eu era inteligente, como fui tola... Acreditei...
Também falou que eu era tudo em sua vida, mais uma vez... Acreditei...

O tempo foi passando e um dia eu descobri
Que eu poderia ser tudo nessa minha vida
Menos no teu viver, e mesmo assim insisti
E entre sonhos e realidade me vi perdida
Mergulhei em tuas falsas promessas, em teu louco amor
Minha razão se resumia na falsidade que ditou teu coração
No veneno que destilaste ao me presenteares com a dor
Que em meio a tanto sofrimento deitou por terra minha ilusão
Foste tão falso, tão fingido e eu nunca sequer imaginei
Até o momento que senti nunca ter sido meu teu afeto
Fui uma brincadeira... Um passatempo...Me enganei
Diante das palavras lindas e sentimentos manifestos
Como fui tola, deixei-me enganar como uma inocente criança
Tua experiência serviu-te de suporte para tão grande mal
Acredito que até com certo sarcasmo mataste a esperança
Que um dia fizeste nascer nesse meu imaginário mundo, afinal
Mas assim como a vida a mim te trouxe, ela mesma resolveu
Que já era hora de por fim aos meus sonhos de rara beleza
E te fez sair do meu mundo e mesmo com dor, a tudo adormeceu
Foi um sonho que em pesadelo se transformou com certeza
Não digo que foi tudo perdido, afinal não foi apenas desamor
Te deixaste levar por pensamentos insanos e até impuros
E eu me deixei acorrentar por esse teu lindo, porém, falso amor
A lição eu aprendi e me enganar outra vez, nunca mais... Eu juro

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