Minha doce e pequenina Julinha Que de saudades faz meu peito doer Amo demais essa minha netinha E meu desejo é estar sempre com você E sempre que a tarde vai morrendo Penso em você minha linda pequena Então sinto meu semblante entristecendo É que essa saudade nunca será amena Minha amada netinha Júlia... Meu encanto Minha dor se faz ainda maior é por saber Que estarás distante e assim meu pranto Terá meu anjo, por muito tempo razão de ser Mas o tempo talvez ainda assim me traga Razões para sorrir sempre, ao lembrar de você Quem sabe não terei apenas saudades, mas a paga Por ter e superado com carinho a ausência do teu querer
Que Deus conserve esta alma de criança Onde reina a paz e também alegrias Que tua vida seja repleta de esperanças E teu mundo seja mais que sonhos e fantasias Mauro olhando esta foto fico a pensar Que desde agora tens no semblante muita cor Pois em teu íntimo por certo vive a bailar O espírito da solidariedade e o dom do amor Que nunca se afaste de ti estes sentimentos E que tua caminhada continue firme no Senhor Esqueça quando surgirem os aborrecimentos Pois Deus haverá de coroá-lo com uma vida de amor Hoje, nesta data, pra ti e os que te amam, é especial Que seja principalmente memorável em todos os sentidos E que essa tua jornada seja sempre um marco triunfal Para teu orgulho, de tua família e também dos teus amigos
Nos meus bons tempos de criança Vivia de bem com a vida, a sorrir e brincar Sempre a correr, nunca parava quieta E nem todos conseguiam me alcançar Hoje, olhando para trás eu penso Que aquele meu mundo pequeno, mas imenso Tinha de tudo... Menos regras ou bom senso E até hoje, nesse mundo de cores me vejo a passear Sempre fui uma menina muito travessa Vivia a cair e quase sempre me machucava De nada eu tinha medo... Só de mal assombro Quando histórias de assombração o povo cantava Meu Deus... Quantas vezes eu tremia Só de pensar que as histórias que o povo conhecia Nunca aconteciam à luz do dia E apesar do medo, eu com tudo me encantava Mas a minha infância sem dúvida foi perfeita Pais zelosos e irmãos que se amavam com alegria Sempre chamei a atenção pelo meu jeito de ser Pois amava os animais e acima de tudo os protegia E quando brigava na rua, lutava como criança valente Bastava achar que alguém ou um animal, infelizmente Estava sendo maltratado, eu os defendia bravamente E vivia a sorrir, não gostava de tristeza... Eu era só alegria
Parto... E sequer me despeço No coração... Nenhum sentimento Medo? até que sinto... Confesso Mas em mim não há ressentimentos
Meu coração solitário... Emudece Já não ouço o compasso das batidas Já não há uma última prece Nem houve tempo para despedidas Mas o pior de tudo eu bem sei Será o abraço que não mais virá E por tudo que nessa vida já passei Este momento, um fim a tudo dará Ao menos, não mais sentirei saudades Nem tão pouco alegrias ou tristezas Não conviverei mais com tantas maldades Que nos preenche a vida de incertezas Não ouvirei risos contagiantes Nem tão pouco murmúrios e lamentos Me livrarei dos momentos entediantes será o fim dos meus tormentos... Não mais serei obrigada a conviver Com as esperas que o destino me impôs Estarei livre de qualquer porquê E nada mais ficará para depois Mas todo esse sentir é interrompido Ao quase contato desse abraço gélido e sem cor Percebo então que nada foi real e sentido Foi apenas um estado de imenso torpor Foi apenas um sonho, já o pressenti Não se acabaram as dores e aflições Foi um instante final que vivi Quando sem morrer... Morri para as ilusões