sexta-feira, 29 de julho de 2011

O Vagabundo


O vagabundo na esquina
De roupas rasgadas e pé no chão
Não quis para si essa sina
A de manter estendida a sua mão

Esmola por um pedaço de pão
E sempre faminto ele está
As vezes a alegria visita seu coração
Sempre que consegue em pensamentos voar

Mas esse pobre homem tão desprezado
Já teve na vida uma situação melhor
Mas o destino lhe foi desgraçado
E agora vive numa situação de penúria só

E o tempo pra ele sempre vai passando
Mas em sua vida nada tem melhorado
Quem sabe o infeliz esteja pagando
Por algo que não devia ter provocado

Mas isso é algo que não compete a mim
Por qualquer razão querer a ele julgar
Só acho triste alguém ter esse fim
Que só é feliz quando consegue sonhar

E sempre está sonhando com uma mesa farta
Roupas cheirosas, cama macia,vida decente
Mas talvez as suas alegrias fossem parcas
E desconhecesse até o amor, infelizmente

Mas ser vagabundo, nem é essa a questão
O que vejo é um olhar triste e ausente
Por certo háfome de amor em seu coração
Transformandoó ainda mais num descrente

Noites insones e misérias constantes
Assim tem sido a vida desse pobre infeliz
E nos momentos as vezes um pouco alucinantes
Chora por sobre a alma essa vida que nunca quis

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Diante Do Espelho


Hoje parei diante de um espelho
E o que vi me deixou enraivecida
Minha pele perdeu toda a vivacidade
Só restou uma tez pelo tempo destruída
E vi desfilando à minha frente todos os anos
Onde sinto que não sobreviveu nem meus arcanos
Pois vi diante de mim,como um pesadelo,caindo o pano
Que por anos havia encoberto toda uma vida perdida

O tempo cruel me deixou marcas muito profundas
Mas a insônia por tua ausência também foi causador
Desse aspecto tão cansado de uma vida tão sofrida
Que se deixou abater pelas agruras de um amor
Essa é uma constatação, para mim deplorável
Se esgotaram meus anos, meu tempo memorável
Só me restaram as marcas do tempo, que implacável
Me deu essa visão que simplesmente me transtornou

Esqueci que o tempo passa e a velhice chega
Nunca me imaginei assim... Me senti diferente
Perdi-me no contar dos anos... não os vi passar
E eles por mim passaram de forma inclemente
Não sei para mim o que possa ser pior do que vi
Se ter descoberto agora que no tempo me perdi
Ou porque esse é o reflexo de uma vida que vivi...
Vida vazia, sem sentido...Que deixei na dor naufragar

Que Me Lembre Você


Essa é uma etapa da minha vida
Que preciso encerrar com urgência
Cansei de ser por tantos esquecida
Perdi meu elo com essa existência

Minha vida foi uma eterna busca
Que em nada me valeu ou me fez feliz
Perdi meu tempo nessa incansável rebusca
Pois toda lembrança me deixava mais infeliz

E não posso continuar nesse tolo sacrifício
Onde a minha alma morre cada vez mais só
E sinto que tudo isso só levou ao exício
Da minha alam que me faz agonizar sem dó

Devo buscar a paz e não o sofrimento
Até eu preciso um pouco melhor me entender
Se só se vive uma vez, que venha o esquecimento
Descendo sobre tudo aquilo que me lembre você

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Um Gemido Triunfal


Se eu pudesse parar o tempo
Desfazer as dores que trago na alma
Se eu pudesse transformar meus lamentos
E ter meu espírito envolto na calma

Faria do tempo meu fiel escudeiro
e nas muitas mágoas eu poria um fim
Talvez eu até gritasse para o mundo inteiro
Que finalmente eu não mais teria dó de mim

Não precisaria às escondidas correr
Para meu choro ninguém alcançar
Não viveria a sonhar tanto com você
Pois eu o teria no meu leito a me amar

Não mais sofreria pelas madrugadas
Nem a sua ausência eu teria para chorar
Eu sentiria a minha alma enlevada
A cada manhã quando fosses me amar

Ah! se eu pudesse parar o tempo enfim
Nãomais precisaria de sonhos viver
Eu teria finalmente só para mim
A única coisa que quero que é você

Se o tempo eu pudesse parar
O faria num momento muito especial
e eu poderia amar de forma singular
E a cada gozo um gemido triunfal

Nas Sobras Da Minha Loucura



Nessa tarde de sons tão saudosos
Apreciando a bucólica paisagem
Sentindo meus cabelos revoltosos
Sendo sacudidos pela aragem

Tranco o coração num soluço embargado
E revejo meu passado quase sem emoção
Aumentando a dor do meu existir amargurado
Ao lembrar cada sonho perdido,cada ilusão

Minha mocidade passou e eu nem percebi
a maturidade me abraçou sem nenhum prazer
Até parece que nenhuma emoção eu vivi
Tal a força do meu desprezo pelo meu viver

Sempre busquei em cada momento reter
As lembranças que me faziam prosseguir
Percebi que apenas eu vivi por viver
E isso foi o tudo que eu pude conseguir

Hoje o som dessa brisa nem tão suave
Me enche de tédio e também de rancor
Cada som,lembra a dor que trago num entalhe
Por uma vida sempre tão vazia... Vazia de amor

E até confesso com uma certa amargura
que nem mesmo por você me fiz entender
E hoje agonizo nas sobras da minha loucura
Que foi passar a minha vida toda amando você

Faltou Você


Uma prisioneira infeliz e desgraçada
É tão somente isso o que sou realmente
A melhor parte de mim, tive destroçada
Agora já posso encarar tudo friamente

A princípio achei que havia algo errado
NO meu modo de pensar e também de agir
Eu parecia viver num mundo encantado
Talvez porque eu nunca vivi,apenas existi

Querer ser livre e correr como criança
Poder sonhar sem medo de qualquer pesadelo
Deixar-me envolver pelas minhas esperanças
E nenhum momento ruim eu chegasse a vivê-los

Mas a minha existência foi sempre de enganos
Acreditei...Pensando que era também amada
Ent;ao percebi ser melhor esquecer meus arcanos
Pois na minha vida nunca teria uma linda alvorada

E hoje, ao olhar para o meu ontem percebo
Que fui apenas umamarionete do destino
E é sem receios que eu até me atrevo
Que fiz do meu existir um grande desatino

E um dia quem sabe eu até possa entender
O que nunca aceitei por uma forte razão
Faltou algo especial pra mim, faltou você
Que preencheria esse vazio do meu coração

Acorrentada


Quanto tempo dessa minha vida, perdido
E mesmo assim eu nunca consegui nada mudar
Talvez fosse melhor que eu nem tivesse nascido
De que serve existir, se apenas posso calar

Amei um dia sem nem mesmo entender
O que nascia tão forte dentro de mim
Era algo grandioso, mas pouco o pude viver
Na verdade, esse foi o começo do meu fim

Passei por situações muito conflitantes
E vi aos poucos minhas forças se esgotar
As amarguras me chegaram, e eram bastantes
E triste vi minha vida no dissabor se afogar

À minha volta crescia os desgostos e a desilusão
O que me era tão caro, aos poucos vi esmaecer
Eram sofrimentos muito grandes para o meu coração
E foi assim que eu vi meus maiores entimentos morrer

Hoje, dividida entre a razão e o frio despertar
Vou me deixando ser levada pelos acordes da vida
Outra chance não terei para nascer, viver e amar
Mas espero ao menos não ser por você esquecida

Tentei desesperadamente a toda quimera sobreviver
Mas um dia percebi ter a minha alma acorrentada
bem sei que nunca haverá um alguém que possa entender
O porque de eu ter nascido livre e me sentir aprisionada

terça-feira, 19 de julho de 2011

Constante Busca



Tantas vezes que eu passei a me perguntar
O que foi que até hoje eu fiz na minha vida
E hoje eu respondo sem nenhum medo de errar
Que tudo o que fiz foi deixar-me perdida

Perdida ao buscar com uma certa sofreguidão
Os muitos sonhos que deixei-os perdidos no ar
E são os maiores sonhos que habitam meu coração
Que incansavelmente, vida, continuo a lhes dar

E não importa o tempo que venha a passar
Nem em que situação tudo ainda esteja
Pois essa sede que sinto ao lhe lembrar
Tem sido uma constante nessa minha peleja

E haja sonhos para serem tão bem lembrados,
E os mais ternos são os que não quero esquecer
Pois esses,sei que ainda os terei realizados
E todos eles serão compartilhados com você

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vives A Lembrar


Nessa manhã há uma fria monotonia,
Um tédio que se arrasta sem dó
Já não ouço dos pássaros a alegria
Tudo ao meu redor está triste e eu pior

Ao escrever, vejo imagens que me fazem pensar
Em tudo que pela vida eu precisei esconder
Sempre foram muitos sonhos e o desejo de lhe amar
Tudo na vida só fazia sentido se eu tivesse você

Fecho os olhos e o barulho da chuva que cai
Aperta-me o coração causando-me grande dor
Volto no tempo,e lembro de alguns anos atrás
Quando comecei a viver uma linda história de amor

Me lembro quando chegavas sempre tão sorridente
Mas com o olhar perscrutador parecendo indagar
E o fazias sempre de uma forma muito premente
Mas logo procuravas matar a saudade de me amar

E no meu olhar a resposta que até hoje permanece
Ele não consegue negar o que pouco soube demonstrar
São coisas que nessa vida a gente nunca esquece
Como até hoje eu sei que também vives a lembrar

Chuva Na Vidraça


Ouvindo o barulho ensurdecedor da chuva que cai
Penso como sempre, em você que um dia se foi
Soltando um suspiro liberto todos os meus ais
Que sufoca meu existir por tudo que ficou pra depois

Essa liberdade de pensamento que sempre atrofia
Os muitos sonhos dos quais a maioria vi ruir
E neste ínterim perdi a essência das minhas fantasias
Esquecendo finalmente a vontade, de não mais fingir

E todas as vezes que a chuva a minha janela vem bater
Penso em você que silenciosamente da minha vida saiu
E como nenhuma outra coisa consigo mesmo fazer
Continuo só pensando em nós, desde que você partiu

E mesmo que um certo dia tenhas retornado
Na inútil esperança de poder me levar
Sentisses o rumo diferente em nossas vidas tomado
Enterrando assim a última chance de comigo ficar

Hoje para você, provavelmente nada mais faz sentido
Já que novos rumos nossas vidas veio a tomar
Mas nós, ainda conservaremos os muitos desejos proibidos
Que na vida guardaremos sem nunca a ninguém machucar

Alguém Como Você



Perdida nesses inconstantes devaneios
Tentando de alguma forma salvar
Mesmo não tendo nesse momento meios
Para eu poder finalmente lhe encontrar

Mas continuo com calma, sempre lutando
Para não permitir a minha mente apagar
Toda essa loucura que vivo recordando
Pois foi nessa loucura que aprendi a amar

E em cada gesto e atitude que à minha mente vem
Vou sentindo pelo corpo um enlouquecido fremir
E cada vez mais percebo que nunca haverá um alguém
Que consiga repetir o que você sempre me fez sentir

Os anos irão passar... Mas eles sempre me lembrarão
O que nunca, por um minuto sequer tentei esquecer
Pois conseguisses ficar marcado a fogo no meu coração
É que eu sei que para mim nunca haverá alguém como você

Amando


Hoje, que a vida para mim pouco importa
Onde muito pouco consegue fazer sentido
Hoje, que a minha alma as vezes só comporta
As ruínas de todos os meus sonhos destruídos

Agora que cada pensamento num fio se esvai
Mergulhando nas mais profundas nostalgias
Onde cada um dos meus desejo a todo instante cai
Sempre se perdendo ofuscado por falsas alegrias

Hoje, que busco até com certa sofreguidão
Entender tudo o que trago na alma difuso
Tentando reter no recôndito do meu coração
Tudo aquilo que as vezes me parece tão confuso

E entre os sonhos e a realidade tento alcançar
O que busco nesse meu perdido e incansável querer
Pois tudo o que quero é outra vez lhe amar
Pois sinto que continuo cada vez mais amando você

domingo, 17 de julho de 2011

Nosso Reencontro


Ei-nos frente a frente como eu sempre quis... finalmente
Até parece que tanto tempo para nós é que nunca passou
Diante de mim...Ela, olhar apertado, sorriso de escárnio
E você... Objeto de tantos sonhos que não se realizou
Em nosso olhar crepita os muitos desejos reprimidos
E todos os nossos sonhos planejados e esquecidos
Tudo a nossa volta pelo tempo quase foi destruído
Nos negando qualquer chance de reviver esse nosso amor

Mas eis que agora eu finalmente vejo acontecer
Esse reencontro tão ansiado para nós dois
Eu sei que muito tempo foi preciso esperar
Mas quis o destino deixar sempre para depois
E hoje, desde que pelo destino fomos separados
E até quando eu sentia ser esse amor obsecado
Após ter tido pela vida os nossos sonhos rejeitados
Sinto que nem a distancia,desfez desse amor o que sempre foi

Agora, diante desse passado que me é sempre tão presente
Vejo nesse olhar(dela)que insiste em me dizer
Que não adianta insistir...E disso já não posso fugir
Pois sabemos ser ela quem tem a você
E eu como sempre me ponho a imaginar
Em toda a crueldade que a vida soube me reservar
Já que não tivesses forças para nossa história continuar
Pois fosses com certeza um fraco ao acaso obedecer

Embora nesse nosso reencontro deixas bem claro
Que ninguém, nem mesmo o tempo irá conseguir
Por em nossa história um ponto final
E já que nada, nunca conseguirá destruir
O que em todo esse tempo conseguimos conservar
Pois um amor como o nosso jamais se extinguirá
Mesmo que por ele não fomos capazes de lutar
Mas sabemos que em nossas almas nunca deixou de existir

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ao Meu Amigo Pitágoras


Se passaram alguns anos,onde eu fiquei sem lhe ver
Mas agora, revendo-o, confesso que o achei bem melhor
E isso meu amigo, é porque Deus nunca abandonou você
Mesmo quando em alguns momentos tenha acontecido o pior

Pitágoras, a saudade muitas vezes em mim bateu forte
Mas eu sempre vou deixando as muitas coisas pra depois
E para minha alegria por providência divina e não da sorte
Eu vi chegado o momento para grande alegria de nós dois...

Meu querido amigo, pelo tanto que nesse tempo lhe conheço
As muitas e duras provas que passasses, foram imerecidas
Mas para a alegria dos que realmente lhe amam, o desfecho
Para muito lhe serviu, pois deu testemunho da sua vida

O diabo ousou lhe afrontar de forma indigna e ferozmente
E sabemos,fazendo uso de um leviano instrumento qualquer
Mas Deus o orientou e vencesses ao lutar tão bravamente
E o diabo foi derrotado, mesmo tendo sido em forma de mulher

E hoje, após essa batalha tão desumana e cruel
Seu semblante volta a brilhar com bem mais esplendor
Apesar das crescentes decepções,o nosso Deus é fiel
E para a honra e glória do Senhor...Lhe fez um vencedor

terça-feira, 5 de julho de 2011

Desabafando


Eu sinto uma raiva quase incomum
Quando vejo um animal sendo maltratado
Se eu pudesse os castigaria, um por um
Esses seres tão miseráveis e desgraçados

Causam dor aos animais sem compaixão
Até parecem que se julgam sempre impunes
Imagino que não tenham sequer coração
O que apenas aumentam mais meus queixumes

Não suporto o olhar de dor que as vezes vejo
Num pobre animal quando se acha acossado
É essa expressão de sofrimento e medo
Me incentiva a nunca deixá-los de lado

Não entendo dessas pessoas tanta perversidade
E são essas pessoas que ainda se julgam humanos
E isso tem acontecido em várias classes e idades
O que me causa mais nojo e raiva desses desumanos

E não consigo encontrar apropriados adjetivos
Que eu possa qualificar esses monstros indesejados
Sinto que são seres,para a sociedade, ofensivos
Como um câncer que corrói os menos afortunados

Alma Inquieta


O tédio tem invadido o meu mundo
Numa letargia amarga e cruel
E até penso ouvir de modo profundo
Minha alma chorar envolta em fel

As horas que se arrastam são infelizes
Nada há que faça uma diferença qualquer
As vezes julgo ser culpa dos deslizes
dessa minha alma irrequieta de mulher

E essa tarde de domingo já tão perdida
Como a maioria do que existe em meu viver
Nada surge que possa fazer na minha vida
Um sonho a mais onde eu possa escolher

O que vejo nesses meus dias tão sem sentido
É o desgosto tomando formas sem receios
E a cada novo dissabor que tenha surgido
Tem sido apenas um entrave nos meus anseios

Anseios que povoam enlouquecidos meu coração
Que o destino os vai criando sem perceber
Que minha alma no existir só encontra a razão
Quando se perde em delírios pensando em você
 
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